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14/08/2009

Antes do Porão

Esse fim de semana está bom pro rock brasiliense, show gratuito é o que não falta. O mais badalado é a seletiva do Porão do Rock que vai rolar na Torre de TV, mas no sábado à tarde, também com entrada franca, tem o lançamento do álbum Antes do Baile da banda de surf music Super Stereo Surf.

A seletiva do Porão acontece pela primeira vez como um evento gratuito, como o próprio festival começou. No sábado, a programação está prevista para começar às 19 horas com show dos Autoramas, do Gabriel Thomaz. Em seguida começa a seletiva as bandas Soatá, River Phoenix, Cassino Supernova, Na Lata, Misty Mountain, High High Suicides, Mostarja e os veteranos do Terno Elétrico. O Raimundos fará o show de encerramento e logo após serão anunciadas as duas bandas classificadas da noite.

No domingo, a pauleira abre às 18 horas com os Ratos de Porão. Depois, a seletiva com Gonorants, Blazing Dog, Hellena, Ranka, Bootlegs, Dias de um Futuro Esquecido, Rhevange e Kanela Seka. Os gaúchos do Krisiun encerram a noite e em seguida serão divulgadas as últimas classificadas para o festival.

Mas, antes do Porão de sábado ainda tem outro show de graça. No Balaio Café, 201 norte, às 16 horas, a banda de surf music instrumental, Super Stereo Surf lança o álbum Antes do Baile, em um show que terá paricipações especiais de Frango (Galinha Preta), Jotapê (ASKeS), Cochlar e Julia Ferrari.


10/08/2009

Pós-new e os 80 em fotos

Pós-new é o nome da agência dos fotógrafos Ricardo Junqueira e Nicolau El-moor. O nome vem de uma brincadeira com uma época em que os rótulos musicais se sucediam na mídia. Tudo era pós ou new, era engraçado até. Lembro que o Angeli também brincou com isso na época, numa HQ sobre o New Imbeciw.

Junqueira e El-Moor planejam lançar em 2010, ano do jubileu de Brasília, um livro e uma exposição de seu vasto acervo fotográfico sobre a cena brasiliense dos anos 80. Antes disso, eles inauguraram recentemente um blog para servir de aperitivo do material e de onde tirei as fotos da postagem, gentilmente cedida por eles.

07/08/2009

Descendo a ladeira

Eu não costumo fazer agenda cultural aqui no RockBsb64. Acho um lance meio sacal, publicitário e tal. Além disso, em Brasília o que não falta é blog pra fazer quase que exclusivamente isso. Mas, volta e meia divulgo uns shows e eventos por aqui.

Hoje à noite vai acontecer mais uma edição da festa Play! no Blackout Bar. Entre os DJs que comandarão as pickups da balada estará o Zeca Domingos, meu brother das antiguíssimas e também um dos colaboradores daqui do RockBsb64.

Já no sábado e domingo, na Ermida Dom Bosco, vai rolar o 7º Campeonato OverMeeting - Circuito Brasileiro de Skate Downhill - campeonato de skate de descida de ladeira. Com entrada franca e a participação de 12 bandas nos dois dias. No sábado, o som fica por conta de Nonato Dente de Ouro, Star Fox, Na Vera, Brown Há, Surf Sessions e Manjahro. Já no domingo, dia da pauleira, vai ter Combustão, Os~, Trampa, Quebraqueixo, Gonorants e Brasucas. As competições começam às 10 da manhã e os shows a partir das 14 horas.

Confira os flyers abaixo (clique para ampliar) e bom fim de semana!

25/06/2009

Garagem sem fronteiras



A primeira edição do Rock sem Fronteiras aconteceu em fevereiro deste ano. Desde então, o projeto, que trouxe de volta o Teatro Garagem para o rock independente, vem acontecendo em todas as últimas terças-feiras de cada mês.

Além de resgatar o mais importante palco do rock brasiliense, o Rock sem Fronteiras inovou com uma excelente idéia de disponibilizar transporte gratuito de ida e volta. Ainda tem entrada franca e, principalmente, shows bem organizados, com horários cumpridos rigorosamente.

Quinze bandas já se apresentaram nas quatro edições anteriores, entre elas veteranas como Os Cabeloduro (vídeo acima), DFC e ARD, e outras da novíssima geração como Gonorants, Trampa, Quebraqueixo e Etno. Por tudo isso, o Rock sem Fronteiras é hoje o principal espaço para as bandas independentes em Brasília, com todos os méritos.

Na próxima terça-feira, dia 30, vai rolar a quinta edição do projeto. No palco estarão Cadabra e 10zero4, duas boas bandas do início da década e o Gilbertos Come Bacon, um dos destaques da novíssima safra. Mas, é o seguinte, a organização avisa que o local está sujeito a lotação, portanto programe-se, as infos estão no flyer abaixo.

20/05/2009

Like a rolling stone

O Teatro Rolla Pedra, em Taguatinga, foi um dos principais espaços pra divulgação das bandas e outros artistas brasilienses nos anos 80. E é com esse mesmo espírito que será realizado o Festival Rolla Pedra - Música do Brasil, entre os dias 29 e 31 de maio na Torre de TV e com entrada franca.

Serão 40 bandas, sendo 35 do Distrito Federal e 5 de outros estados que se apresentarão em dois palcos. E apesar da ausência de bandas que na minha opinião são as mais diferenciadas da novíssima geração (Velhos e Usados, Gilbertos Come Bacon, Lucy and the Popsonics e Nancy), o festival traz um line up equilibrado e com algumas atrações de renome como Célia Porto, B Negão e os Seletores de Frequência e Raimundos. Desde os primeiros Porão do Rock, não se via um festival gratuito de tal tamanho.

E antes disso, no dia 26, última terça-feira do mês, acontecerá o retorno d'Os Cabeloduro ao Teatro Garagem, pelo projeto Rock sem Fronteiras (flyer abaixo). Um show hardcore que terá a participação da insana Galinha Preta e da veteraníssima ARD e que, assim como o Festival Rolla Pedra, também terá entrada franca.

Pra encerrar, correm rumores de que o Maskavo Roots estaria prestes a retornar aos palcos, o que, se confirmado, seria assunto para uma postagem exclusiva. Vamos aguardar.


10/02/2009

Teatro Garagem, o retorno

É impossível falar sobre o rock brasiliense e não citar o Teatro Garagem. Nenhum outro espaço foi tão importante como o teatrinho de arena no subsolo do edifício do SESC. Lá, bandas como Filhos de Mengele, Raimundos, Oz, Little Quail, Os Cabeloduro e Bois de Gerião marcaram gerações.
No caso dos shows d'Os Cabeloduro, o Garagem se tornava o uma verdadeira sucursal do La Bombonera em final de Libertadores, sem muito exagero. Não acredito que haja alguém que tenha vivido o rock de Brasília nos últimos 20 anos e não tenha lembranças do Teatro Garagem da 913 Sul.
Pois então, no dia 17 de fevereiro, o Teatro Garagem reabre suas portas para o rock com o projeto Rock sem Fronteiras, com entrada franca. Na programação, as excelentes Trampa e Etno e abertura da banda Ravenna. Mas, atenção, hoje em dia o espaço está mais civilizado, hehehe, e como qualquer outra sala de teatro, os eventos tem início pontualmente no horário marcado (ampliar imagem abaixo) e os lugares são limitados, portanto programe-se.


Brasília no Grito Rock América do Sul

O Festival Grito Rock América do Sul começou como um showzinho em Cuiabá-MT no carnaval de 2003. Hoje, faz parte do Circuito Fora do Eixo e é o maior festival independente de integração latino-americana, com etapas em 48 cidades.

A etapa brasiliense foi detonada com a interdição da casa que abrigaria o show, o Landscape Pub. Mas, nos dias 13 e 14 de fevereiro, as bandas Quebraqueixo e Gonorants representarão o rock brasiliense na etapa de Palmas-GO, cidade que tem uma cena bem ativa, e onde eles dividirão o palco com bandas tocantinenses e goianas.

É a região Centro-Oeste se firmando a cada ano como o grande pólo da música independente brasileira. E o novo rock de Brasília também vai encontrando seu espaço nesse novo cenário.


30/01/2009

O retorno da codorna, entrevista com Gabriel Thomaz

Eles já se despediram em Brasília e no Rio de Janeiro, faltava São Paulo.

Como foi informado aqui em primeira mão, a maior banda do underground brasileiro na década de 90, o Little Quail and the Mad Birds, está de volta neste domingo (01/02/09) para a apresentação de encerramento do Festival Power Trio DeLuxe. É a primeira vez desde o revival de 2004 que Gabriel Thomaz (hoje à frente do Autoramas), Zé Ovo e Bacalhau (as baquetas do Ultraje à Rigor) se reúnem, desta vez cercados de rumores de que o local ficará pequeno e de sugestões de uma segunda apresentação para atender a demanda dos fãs.

“Eu toparia, não sei se o CCSP topa”, escreveu Gabriel na comunidade do LQ no Orkut. Mas fica o recado pra quem for ao show, a única garantia é chegar bem cedo, pelo menos 90 minutos antes do horário, porque certeza mesmo só se tem de que a procura será muito grande. 

Abaixo, uma transcrição da entrevista concedida pelo Gabriel ao portal IG, onde ele também revela um dos maiores mistérios do rock nacional: por onde anda Zé Ovo?

O Little Quail acabou em 97. Como foi essa separação? Vocês continuaram amigos?

A gente continua amigo até hoje. Formamos a banda como uma coisa de turma, da galera com quem eu andava desde moleque. Eu tinha 14 anos de idade quando escrevi aquelas músicas. A gente era bem isso mesmo. A mãe do Zé Ovo levava a gente no cinema de carro, para você ter ideia.

O Bacalhau eu fui conhecer na sala de aula, no primeiro ano do segundo grau. Ele foi nosso segundo baterista, o Berma foi o primeiro - e ganhou até uma música, "Berma Is A Monster".

Naquela época vocês eram mais novos, não havia internet... O que você sente mais falta da época do Little Quail?

Acho que nada - risos. Se tem alguma coisa não me lembro agora, mas hoje tá muito melhor. A gente era meio resquício dos anos 80, com aquele padrão de como fazer um disco...

As bandas eram outras, mas os empresários eram os mesmos, as gravadoras eram as mesmas, tudo igual. Só depois que as coisas foram mudar. Com o Autoramas eu corri o Brasil tocando em capitais que ninguém nunca toca, lancei discos independentes que venderam pra caramba. Fomos premiados pela MTV, lotamos shows... Quando o Little Quail acabou nem tinha internet.

Existe alguma influência do Little Quail no Autoramas?

Claro. Total. A própria decepção de saber que quando fazíamos as coisas nos demos bem pra caramba, e quando dependíamos dos outros a gente se deu mal. Ficar esperando a boa vontade dos outros não dá, a vida na mãe de outra galera não dá.

Na época do Little Quail, em Brasília, a gente botava duas mil pessoas num show só com uma fita demo. A banda era muito famosa na cidade e era frustrante pra gente, que era pop star regional, não conseguir repetir a coisa em outras cidades.

Isso fez a gente entender várias coisas. Em Brasília nunca precisamos de gravadoras, empresário, e isso eu apliquei anos depois no Autoramas.

Nesse meio tempo o Bacalhau acabou no Ultraje a Rigor, você está firme no Autoramas, mas a pergunta que todo mundo faz é: Cadê o Zé Ovo? Que fim ele levou?

A história do Zé é a seguinte: Ele era o mais indignado com esse lance de indústria, ele era o mais revoltado. E quando a banda acabou ele disse "eu nunca mais vou tocar, nunca mais vou trabalhar com essa porcaria."

Depois o Roger até o convidou para entrar no Ultraje, mas ele não quis. E hoje em dia ele continua trabalhando com música como roadie profissional, diretor de palco, cuidando de festivais grandes...

Ele sempre me conta fofocas, eu tô sempre por dentro. Ele já trabalhou com o Pepeu Gomes, Orquestra de São Paulo, sei lá o que mais... Natiruts, Porão do Rock, festival de heavy metal...

Já houve outros reencontros do Little Quail de 97 para cá?

Nós fizemos um no Rio, em 2002, pois era a cidade onde mais tínhamos público depois de Brasília. Tínhamos um carinho muito grande pela cidade. E era muito legal fazer show no Rio. Sempre lotava. Por isso escolhemos o Rio para tocar em 2002.

Depois lançaram um tributo ao Little Quail em Brasília e a gente foi tocar lá em 2004. E foi lindo! Fizemos o show no ginásio de um clube que ficou lotado. Não sei quantas mil pessoas.

E como surgiu esse convite para tocar em São Paulo?

A culpa é do Alan, do Rock Rockets. Ele é um grande fã da banda e se você olhar o Rock Rockets é o Little Quail de hoje, tem tudo a ver. Ele tava organizando um evento de power trios no Centro Cultural e fez o convite.

Pedi para não marcar nem sexta nem sábado, pois sempre tenho shows do Autoramas nesses dias. Por isso domingo. Agora o mais difícil foi armar com o Zé. Eu falei por Alan "se o Zé topar eu topo." E aí aconteceu.

Qual a expectativa para esse reencontro?

Eu não sei, é engraçado, depois que comecei com o Autoramas é que as pessoas começaram a vir falar do Little Quail. A galera que a gente conquistou com os clipes não tinha idade para sair naquela época, era gente que via na TV e não ia nos shows.

Há um ano e meio atrás a coletânea do Little Quail vendeu muito mais disco do que os álbuns da época, mesmo com esse papo de acabou o CD.

Quando eu saí de Brasília para fazer show em São Paulo tive que ir com a minha mãe na rodoviária para fazer uma autorização do Juizado de Menores - risos.

O lance é para valer, vocês pretender voltar a gravar?

Não há nenhuma vontade. É passado total. O que é mais legal do Little Quail que eu ainda tenho no coração são os meus amigos. Já fiz músicas muito melhores, com músicos muito melhores... já foi. Acabou na hora certa.

O que o pessoal pode esperar desse show? Todas as músicas, alguma coisa diferente?

Vamos tocar todas as músicas. Vai ser o que couber em 1h20 de show. Agora a hora que o pessoal do Centro Cultural mandar a gente vai parar.

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O Festival Power Trio DeLuxe começa hoje no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - Sala Adoniram Barbosa), no dia 1º de fevereiro, às 18h00. Os ingressos custam R$ 12 e só são vendidos na bilheteria do local.

A programação completa:

30 de janeiro: Faichecleres e Zefirina Bomba

31 de janeiro: Rock Rocket e Bad Luck Gamblers

1º de fevereiro: Little Quail & The Mad Birds e The Dead Rocks

03/12/2008

Semana agitada

A semana está bem servida de shows. Começa hoje (quarta-feira, 03/12) e vai até sábado, o Festival Na Rota do Rock Brasília, que acontece em diferentes casas e cuja programação sofreu uma pequena mudança com a entrada da histórica ARD, um hardcore à Discharge, e banda do meu chapa Gilmar (que foi dono da Devil Discos, uma loja que ficava no Conic e era ponto de encontro dos punks nos idos de 88), no lugar da banda de heavy metal Khallice.
E na sexta-feira tem o Cuca de Copas, um festival que trará o Matanza (que eu não acho lá grandes coisas, mas enfim) e o Autoramas, do Gabriel Thomaz. Além de duas bandas brasilienses bem bacanas da nova geração, o Gilbertos Come Bacon (parabéns, galera, estão em todas!) e a impagável Gonorants, de quem vou falar especificamente em uma postagem futura. É isso, desejo sucesso para todos os eventos que, pelo menos, já demonstram que esses novos produtores não querem repetir os erros do passado recente.
Para obter maiores informações clique nos flyers.

22/09/2008

O Vôo da Codorna (upgrade com vídeo: 07/02/09)

Há quase 14 anos, aconteceu o show de lançamento do primeiro álbum do Little Quail. Depois desse show, demoraria um bom tempo pra banda voltar a se apresentar por aqui e o Little Quail era uma das bandas que mais shows fazia pela cidade.
Na abertura estavam Os Cabeloduro, que herdariam dos Codornas o posto de banda mais popular por aqui, e o El Kabong, banda do Luís Eduardo "Alf" (ex-Rumbora e Câmbio Negro, hoje no Supergalo)

Abaixo a reportagem na MTV sobre o lançamento.

21/09/2008

No underground repousa o repúdio

Recebi alguns e-mail com críticas à postagem Independência ou Morte . Eu não sei se consegui me expressar direito ali, mas de forma alguma quis menosprezar o trabalho de produtor, pelo contrário, tenho dois bons motivos pra reconhecer o mérito de quem se aventura nisso.
Primeiro, porque já produzi uma meia dúzia de eventos. E se o número não é expressivo, pra mim foi mais do que suficiente pra aprender que se trata de um trabalho muito ingrato. Algo cansativo e desgastante, principalmente quando se produz e se toca no mesmo evento, trabalho duplo.
Segundo, é que me referi especificamente às produções de caráter mais pop, o rock das Asas. Pois os produtores de hardcore e metal, como o Felipe Cara-de-Cachorro, a Bianca Martim ou mesmo o Ronan e seus festivais cover, foram bem sucedidos nos eventos em seus nichos.
O que eu procurei dizer foi que no momento em que algumas bandas começaram a estrear em festivais de grande porte, era um sinal de que algo estava errado e assim, como não poderia ser diferente, todos perderam.
Um exemplo? No final de 2003, aconteceu o Ho Ho Rock, um show que trazia, segundo um dos principais sites de rock em Brasília naquela época - o Alucináticos (responsável pelo Paga-Pau, Tributo ao Little Quail), as bandas que bombariam no ano seguinte. Mas o que aconteceu, no entanto, foi que essas mesmas bandas nunca mais tocaram juntas.

05/09/2008

Codornas e Patos


Hoje completam-se vinte e seis anos desde o primeiro show da Legião Urbana, que aconteceu em Patos de Minas - MG.

Em 05 de setembro de 1982, a banda que venderia milhões de álbuns em menos dez anos subiu ao palco com a seguinte formação: Renato Russo: voz e baixo; Bonfá: bateria e Paraná: guitarra. No panfleto impresso, aparecia o nome da finada Aborto Elétrico, mas foram Legião, Ligatripa e Plebe Rude (que também não estava no impresso) os representantes de Brasília nesse festival. E já que estou falando de Legião Urbana, o álbum pra download de hoje é de uma banda que o Renato Russo gostava muito, o Little Quail and the Mad Birds.

Pra quem não sabe, foi em um hotel de São Paulo que aconteceu o grande encontro do rock candango, o encontro das gerações. Foi o que rolou quando o Renato Russo soube que os novatos do Little Quail estavam hospedados no mesmo hotel e resolveu conhecê-los pessoalmente. Ele chegou a ceder algumas horas de estúdio que eram da Legião pro Little Quail usar na gravação do seu primeiro álbum. Fotos? Infelizmente não houve registro desse momento...

Mas, o disco de estréia dos Codornas está aí.




Little Quail and the Mad Birds - Lirou Queiol en de Méd Bârds (Banguela, 1994)


01 Stock Car
02 1, 2, 3, 4
03 Berma Is A Monster
04 FamíLia Que Briga Unida Permanece Unida
05 Samba Do Arnesto
06 Baby Now
07 O Sol, Eu NãO Sei
08 Mammamia
09 Cigarette
10 Essa Menina
11 Azarar Na W3
12 Aquela
13 Silly Billy
14 Bom-Bom
15 Sex Song
16 Pump Up The Bird


25/08/2008

Rock Porão

Não confundam com o Porão do Rock, cuja primeira edição aconteceria nove anos depois. Esse Rock Porão aconteceu em 1989 e ilustra um momento bem interessante de transição entre duas gerações do rock candango. Em meio a bandas de estilos variados, estavam lado a lado os veteranos Filhos de Mengele e bandas novas que se estabeleceriam em breve, como o Little Quail, ou que tinham entre seus integrantes aqueles que formariam os Raimundos, como o Zona (banda do Fred) e o Royal Street Flesh (banda do Rodolfo).



Uma boa semana para todos!

18/08/2008

We are silly and play rockabilly


Quando o Little Quail começou a tocar pela cidade e mostrou que era possível fazer uma banda bacana sem precisar levantar bandeira de movimento ou tribo alguma, eles estavam na verdade plantando a semente do que se tornaria uma nova tribo urbana bem comum por aqui, a dos rockabillies.

Este cartaz é bem especial porque pouco tempo depois o Little Quail se fundiria com o Roque e os Biles, chegaram a se apresentar como quinteto no programa Boca Livre, apresentado pelo Kid Vinil em 1988. Na época, ao lado de Zé Ovo, Gabriel e Bacalhau estavam o vocalista Rondon e o segundo guitarrista, o Nívio.

Se não me engano, essa foi a única apresentação do combo.

Ao lado, o cartaz de um show em que as duas bandas se apresentaram separadamente. Abaixo, o vídeo com a apresentação do quinteto. O registro mais tosco da história do Little Quail.






21/07/2008

Bom Demais

Na quadra 706 norte existia um bar chamado Bom Demais. Foi uma casa que abriu seu palco para muitos artistas renomados de Brasília, caso de Cassia Eller e Zelia Duncan. Mas, o lugar era tão democrático que em 1990 também abriu o espaço também para as novas bandas do rock da cidade.
O Little Quail se apresentou diversas vezes por lá e um dos shows mais curiosos, e que ilustra bem o quão eclético era o local, foi este em que dividiu o palco com a banda de metal Disgrace (acima, a arte-final do cartaz) e rendeu aos Codornas a primeira matéria em um jornal.

15/07/2008

Em cartaz

Se na década de oitenta as principais bandas, Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial, surgiram a partir da fusão ou desmembramento de outras, Aborto Elétrico, Dado e o Reino Animal e XXX.
As duas principais bandas da década seguinte, Little Quail e Raimundos, foram formadas por integrantes das bandas Axbax, Sansculottes, Zona e Filhos de Mengele no fim dos anos oitenta.
Abaixo, o primeiro cartaz com um preview da futura logo do Little Quail. A arte do cartaz também já esboçava como seria o criativo trabalho gráfico do Gabriel Thomaz que seria o responsável pelos cartazes mais bacanas da década seguinte (segunda imagem).



22/06/2008

Panfletagem

Alguns panfletos de ontem, hoje e sempre



Na história do rock de Brasília, até os panfletos de shows têm história para contar. Reza a lenda que a Rockonha, citada em Faroeste Caboclo, foi divulgada em panfletos feitos a caneta bic em guardanapos de papel de seda. E foi assim que a festa foi descoberta.
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