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02/04/2009

Quarta coletânea


A quarta coletânea do blog tem o tema hits que foram e que não foram. São músicas que foram, deveriam ou poderiam ter sido hits. Afinal de contas, se eu fosse escolher apenas hits de fato,  a matéria prima se reduziria a umas quatro ou cinco bandas e as músicas seriam aquelas que todos já estão meio saturados. Dito isso, acabou que a lista ficou tão grande que resolvi dividi-la em duas (o primeiro álbum duplo, hehehehe), aí vai a primeira:

Coletânea Rock Brasília, desde 1964 - Hits (disco 1)

  1. Little Quail and the Mad Birds – 1,2,3,4 (versão do A Vez do Brasil)
  2. Superquadra – Atlântico
  3. Plebe Rude – Brasília
  4. Velhos e Usados – Jeans
  5. Low Dream – Acid trip smile
  6. Legião Urbana – Perfeição
  7. Os Pioneiros da Borracha – Tema do Jaspion
  8. Gonorants – Joana
  9. Raimundos – Vento Certo (Água da mina)
  10. Os Primitivos – Fiz a cama na varanda
  11. Maskavo Roots – O copo (‘til it drop)
  12. Mel da Terra – Estrela cadente
  13. Nancy – Keep Cooler
  14. ASKeS – Por um fio

 

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05/02/2009

Mel da Terra

Existiu uma banda do início dos anos 80 que nada tinha em comum com seus contemporâneos da “Colina”. Sua cabeça e alma ainda respiravam e transpiravam a marola dos bichos-grilos dos 70.

Essa banda foi o Mel da Terra, que até emplacou um hit com certa repercussão nacional, de melodia grudenta e assobiável, chamado Estrela Cadente. O integrante mais conhecido da banda é o Paulinho Mattos, um dos pioneiros em salas de ensaio na cidade e sócio do Beta Estúdio. Paulinho hoje toca com meus amigos de infância Berma e Evandro no Quebraqueixo.

Desde o começo do blog eu procuro pela net por algo referente ao Mel da Terra e nada.... Não existe uma música, quiçá o álbum da banda. Nada de fotos ou informações....

Mas, a leitora Dagmar Pereira, que já me arrumara uma foto do Fejão, me enviou uma imagem de uma parte de um cartaz de um show do Mel da Terra em 1982.

Quem sabe algum ex-integrante se inspire com esse trampo e se dê ao trabalho de publicar na web os registros de sua banda, algo que a galera do Elite deveria fazer também, ou mais cedo ou mais tarde os fungos e as intempéries climáticas darão cabo de suas fitas cassetes. 


03/02/2009

Segunda Coletânea

Como eu havia dito na postagem de seis meses, aí vai a segunda coletânea Rock Brasília, desde 1964.

1. Tonton Macoute – A Bruxinha
2. Capotones – Baby, você não tem pudor
3. Elite Sofisticada – Tudo mal
4. Marciano Sodomita – História
5. Animais dos Espelhos – Me perco (Mercenárias)
6. Super Stereo Surf – Os Imperdoáveis
7. Os Primitivos – This diamond ring
8. Os Primitivos – Mulher Rendeira
9. Matuskela – Suza Suzana
10. Sunburst – Speed Racer
11. Peter Perfeito – Antonieta
12. Cabeloduro – Punk rock do mal
13. Finis Africae – Mentiras
14. Legião Urbana – Dado Viciado (ao vivo, raridade)

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29/09/2008

Podes Crer II

O Matuskela foi um grupo formado na década de 60, em 1966 exatamente, no entanto sua identidade musical só se afirmaria de fato na década de 70.

Era uma banda bem hippie, pra simplificar. Com arranjos de flautas e poesia bicho-grilo. Percebi alguma influência de Jethro Tull e muitos elementos de música brasileira, a ponto de remeter aos contemporâneos Novos Baianos ou à obscura fase psicodélica do Zé Ramalho (Trilha de Sumé, o Pink Floyd do Cariri).

Na sonoridade o Matuskela se equilibrava na linha que separa o rock e a MPB, algo característico entre as bandas brasileiras durante os tempos da ditadura militar. O fato é que nesse período havia um patrulhamento ideológico muito forte e fazer rock’n’roll sem um quê de samba ou outro ritmo nacional soava como servidão ao imperialismo americano ou como atestado de alienação.

O Matuskela lançou em 1972, um compacto com a música Suza Suzana e um álbum com o mesmo nome da banda, este que postarei em breve. E aquele ano foi quente, em 1972 eles venceram o Festival Universitário do Ceub. A banda prosseguiu junta até 1980.

Uma boa semana para todos!

26/09/2008

Podes crer

Posso estar enganado e se estiver, por favor me corrijam. Mas, creio que na década de setenta só foram gravados dois álbuns de rock em Brasília. Um é o disco da banda Matuskela cujo nome também batizava a bolacha. O outro é o Continente Perdido, da banda de rock progressivo Tellah, lançado em 1980.
Confesso que antes de começar a fazer o blog nunca tinha sequer ouvido falar de qualquer uma das duas. Mas já que pretendia divulgar todo o rock produzido em Brasília ao longo dos anos, tive que me virar pra conseguir ambos os álbuns.
O download de hoje é o disco da banda Tellah, O Continente Perdido. E para entender o contexto em que esse álbum foi gravado, vamos voltar à década de setenta. Uma época pré-punk rock onde as bandas eram formadas quase que exclusivamente por músicos de cadeira, ou seja, instrumentistas estudados. Não havia acontecido a revolução do punk rock que mudou esse paradigma ao mostrar que o rock precisava de mais coração e menos partituras.
Dito isso, O Continente Perdido é um bom disco e não faz feio se comparado aos trabalhos dos grandes nomes do prog nacional como Casa das Máquinas, Som Imaginário, O Terço ou mesmo Os Mutantes da fase progressiva.
A banda era formada por Dênis Torre (bateria), Cláudio Felício (guitarra) e Marcone Barros (baixo) e eles se separaram pouco tempo depois do show de lançamento, no final de 1980, no prédio do antigo Cine Karim (hoje Academia Julio Adnet) em frente à lanchonete Food’s, onde nos anos seguintes tocariam as bandas da década de 80.
Foram prensadas apenas mil cópias deste álbum que tem um cover do Milton Nascimento. O guitarrista Cláudio Felício integrou também o Beta Pictoris, banda que participou da coletânea Rock Brasília, Explode Brasil de 1986.

Tellah - Continente Perdido (1980)
01. Renascenca (2:57)
02. Magma (4:44)
03. Segmento (3:30)
04. Continente Perdido (5:24)
05. Perola (2:50)
06. Feixe de Luz (5:06)
07. Triangulo (3:18)
08. Cruzeiro do sul (2:11)
09. Tributo ao Sorriso (5:10)
10. É melhor voar (2:22)
11. Cacador de Mim [bônus] (4:02)
12. Visitante [bônus] (3:34)

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08/09/2008

Cavalera


A banda mineira Sepultura é um dos maiores nomes do metal em todos os tempos, e ao meu ver foi também a responsável por apontar os caminhos seguidos pelo metal recente, de Slipknot a System of Down. Acontece que aqui em Brasília, bem antes dos mineiros começarem a ensaiar em suas garagens - a banda foi formada em 1983 -  já existia uma outra com o mesmo nome.

Desde meados da década de 70, a banda formada por Eduardo Primeiro (guitarras e vocais) e Magú Carta-branca (vocais e efeitos sonoros) com o apoio dos músicos Rogério Colares (bateria), Mano (guitarrista) e Macarrão (baixo) já se chamava Sepultura, batizada em homenagem ao nome da equipe de som que reunia os integrantes. O som desse Sepultura de Brasília flertava com os medalhões setentistas como Led Zeppelin, Black Sabbath ou Deep Purple. Suas letras em português seguiam a linha hipponga de sua época. Nada a ver com o peso e a velocidade de seus xarás mineiros.

A banda soube agüentar o tranco de ser chamada de oportunista - o motivo foi um processo movido contra o homônimo mais famoso. e chegou a colocar no mercado uma coletânea que trazia copilados os LPs A Verdadeira Sepultura, de 1990, e Instrumental Project, de 1994.


04/08/2008

Progressivo


O rock progressivo dos anos setenta também repercutiu por Brasília, principalmente pelos acordes da banda Tellah, formada em 1974 e que chegou a gravar um álbum em 1980, chamado O Continente Perdido. Antes havia composto a trilha sonora da peça O Cavalo de Guerra, encenada na cidade.

As influências da época, como Deep Purple, Yes e Rush, eram bem presentes nas composições da banda, que também flertava com o Clube da Esquina, movimento musical mineiro de onde surgiu o Milton Nascimento, de quem eles regravariam a música Caçador de Mim.

A banda chegou a abrir shows de grandes nomes da década de setenta, como o reformulado Mutantes, o Joelho de Porco e O Terço. A última apresentação deles foi no Projeto Cabeças, em 1984, curiosamente o ano em que as guitarras de Brasília começaram a despontar nacionalmente. Em breve postarei O Continente Perdido.
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