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23/05/2012

Encontro anual do Little Quail em Brasília

Uma das bandas mais importantes e influentes dos anos 1990, o Little Quail and the Mad Birds faz neste domingo (27/5), em Brasília, o seu primeiro Encontro Anual.

É verdade que as apresentações esporádicas já vinham acontecendo desde 2009, quando a banda se reuniu para participar do Power Trio Festival, em São Paulo. Isso foi noticiado em primeira mão por aqui. Depois disso, o Little Quail participou do festival Porão do Rock, na edição que homenageou o rock brasiliense, no mesmo ano. Esse show foi gravado e está disponível aqui no R64.

Agora, pela primeira vez, estes revivals foram oficializados. “É, galera, não conseguimos resistir”, justificou Gabriel Thomaz, hoje à frente dos Autoramas. Nas redes sociais, fãs da banda pedem que este encontro além de anual seja também itinerante. “Não vai rolar SP, nem BH, nem Rio. É só esse, e parece q vai rolar todo ano. não tem como fazer turnê. Todo mundo é cheio de compromisso”, explicou. Lembrando que o Bacalhau é atualmente o baterista do Ultraje à Rigor; e o mito das 4 cordas, Zé Ovo, é roadie profissional de agenda cheia e que, nas folgas, também treina para competições de ciclismo.

Enquanto não sai o aguardado documentário sobre a cena brasiliense dos 1990 - Geração Baré-cola, do diretor Patrick Grosner - o show deste domingo será uma ótima oportunidade para se relembrar ou conhecer a banda desbravadora daquela geração, e ver um dos melhores shows do rock brasileiro.
 

27/09/2011

Cinema: Rock Brasília emociona a plateia

do site do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Plateia lotada e aplausos efusivos. Este foi o resultado da exibição do longa-metragem Rock Brasília - era de ouro, que abriu o 44º Festival de Brasília do cinema brasileiro, na noite de segunda-feira, dia 26. O mais recente filme de Vladmir Carvalho foi exibido em hors concours e atraiu, à Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, autoridades (o Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o Secretário de Cultura, Hamilton Pereira, e o coordenador geral do Festival, Nilson Rodrigues), cineastas, jornalistas, roqueiros e público em geral, para uma grande homenagem ao rock de Brasília nos anos 80, quando surgiram as bandas Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.

A noite festiva do 44º Festival de Brasília do cinema brasileiro foi comandada pelo ator José de Abreu, no papel de apresentador. Ele fez questão de chamar a atenção não só para a programação de filmes, mas também para os seminários que serão promovidos pelo evento, como forma de "repensar o cinema nacional e discutir seus desafios e potencialidades", disse José de Abreu.

Antes da projeção, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do maestro Cláudio Cohen, executou duas obras: Brasília Episódio Sinfônico, de Fernando Morais, trompista da OSTNCS, e Eduardo e Mônica, sucesso de Renato Russo, que recebeu arranjos de Renato Vasconcelos. A apresentação foi aplaudida de pé por uma platéia de cerca de 1.500 espectadores.

Para fazer a apresentação do longa-metragem da noite, José de Abreu relembrou um pouco da história do documentarista Vladmir Carvalho, repassando o vínculo do diretor com o próprio Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. "Desde o filme As Bolandeiras, passando por Barra 68 e tantos outros títulos, a história de Vladimir se confunde com a do Festival de Brasília", lembrou José de Abreu. Logo depois, Vladimir Carvalho foi convidado a subir ao palco e foi recebido de pé pela platéia com um aplauso efusivo. O cineasta convocou todos da equipe do filme que estavam no local. Subiram, além da equipe técnica e de produção, os roqueiros que são algumas das estrelas do documentário: Flávio e Fê Lemos, da banda Capital Inicial, André Müller e Phillippe Seabra, da Plebe Rude, além da mãe de Renato Russo, Carmem Manfredini. No filme, eles falam da história de cada um e de suas vidas atualmente.

O produtor Marcus Ligocki foi o primeiro a agradecer a disponibilidade dos roqueiros em atender a equipe do filme, concedendo grandes e longas (e muitas vezes divertidas) entrevistas. Marcus lembrou a apresentação apoteótica do Capital Inicial no sábado no Rock in Rio; comentou o show próximo que a Legião fará no mesmo festival carioca e a indicação ao Grammy latino para o disco que celebra os 30 anos da Plebe Rude. Ligock fez questão de citar os mecanismos institucionais de patrocínio, como FAC - Fundo de Arte Cultura, da Secretaria de Cultura do GDF, e Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, que possibilitaram a realização do filme.

Ao falar, Vladimir Carvalho quis fazer apenas dois grandes agradecimentos: ao Secretário Hamilton Pereira, pelo apoio do FAC, e ao empenho pessoal do ex-ministro Juca Ferreira, que estava presente no evento e foi bastante aplaudido. "Quis trazer às telas a história desta fabulosa rapaziada que marcou a história do Brasil", afirmou o cineasta. E, emocionado, concluiu: "Brasília foi muito vilipendiada nos últimos anos, sofreu com os poderosos que não mereciam sua representatividade. No fundo, eu fiz este filme pra dizer: eu te amo, Brasília!"



Foram quase duas horas de exibição, para uma platéia totalmente cativada. Aplausos no meio do filme, gargalhadas e lágrimas ao final, com o belo depoimento de Briquet de Lemos, pai de Flávio e Fê Lemos.

Uma noite histórica!

28/07/2011

Gatas de Porão (do Rock) - 15 Faixas

A edição de 2011 do festival Porão do Rock acontece nesta sexta e sábado, em Brasília. O 15 Faixas especial de hoje traz duas garotas “papo firme” que estão entre as principais atrações nacionais do line up.

Érika Martins, que também é a voz feminina do Lafayette & Os Tremendões (com o marido Gabriel Thomaz, do Autoramas e Little Quail). Ex-líder da banda Penélope, é dona de uma das melhores vozes da música brasileira.

Também participa, a Fernanda Popsonic, vocalista do trio Lucy and the Popsonics, uma das principais bandas independentes do Brasil.

Cada uma escolheu 15 faixas entre as favoritas de seus players e comentaram para a gente.

Fernanda Popsonic


1. High School Lover - Air
Essa faixa é do filme Virgens Suicidas, dirigido por Sofia Coppola. Não sei por quem me apaixonei primeiro, pelo filme ou por esta música.
2. The Lucky One - Au Revoir Simone
Foi por causa desta música que comecei a gostar de Au Revoir Simone. "So let the sunshine let it come to show us that tomorrow is eventual". Também acho!
3. Modern Drift - Efterklang
Gosto de tomar café-da-manhã escutando essa música. Conheço pouco sobre a banda, mas esse disco é ótimo para ser deliciado com café e um pão quentinho.
4. Isobel - Björk
Quando eu tinha 13 anos fui impactada pela Björk e Michel Gondry com este clipe, dentre vários outros, claro!
5. Get Some - Lykke Li
Se depender de mim eu danço uma noite inteira com esta música em Loop. Que voz é essa? Obrigada Lykke Li, por existir!
6. When I Grow Up - Fever Ray
Projeto solo da Karin Dreijer, uma das partes do The Knife. Gosto de the Knife. Foi difícil parar de escutar esse disco.
7. Iron Man - The Cardigans
Gosto de versões inusitadas. Essa é uma. Foi minha inspiração para Refuse/Resist do Sepultura.
8. Feather - Little Dragon
Amo esta banda. Eu a escuto há uns 2 anos e meio. Já a vi tocar nos EUA, os conheci pessoalmente e ainda não me cansei.
9. Ooh La La - Goldfrapp
Essa banda é uma das mais Pops que eu conheço. Sempre a escuto e seria injusto deixá-la de fora dessa lista.
10. No Future Shock - TV on The Radio
Há um tempo tenho andado num estado muito TV on the Radio se é que me entende, hehehe.
11. Sun is Down - Yoko Ono Plastic Ono Band
Música eletrônica experimental. Assisti no SXSW 2011, em Austin, Texas. Troquei umas palavras com a Yoko Ono e só posso dizer que ela é sensacional!!!
12. Heart of Glass - Blondie
I Love you Debbie Harry!!! Essa faixa tocou no meu casamento. Antes disso, já a amava desde sempre!
13. Pareço Moderno - Cérebro Eletrônico
Cérebro Eletrônico é uma das bandas mais interessantes do Brasil. Gosto muito de seus discos, shows e de cada um deles.
14. Bitter Breakfast - Wry
Conheci o Wry quando entramos para a Monstro Discos. O Fabrício Nobre sempre falava muito bem. Acabei me encantando.
15. Office-Boy - Bonde do Rolê
Essa é com certeza uma das músicas brasileiras mais sacanas que já ouvi. Eu a acho divertida.


Érika Martins


1. The fairest of the seasons - Nico
Cantava na banda acústica que eu tinha antes da Penélope. Amo o timbre da voz dela.

2. Suzy is a headbanger - Ramones
Obrigatória numa discotecagem.
3. Debaser - Pixies
Clássico! Dá sempre vontade de sair dançando quando escuto.
4. Candy - Iggy Pop & Kate Pierson
O dueto mais incrível de toda a história do rock. As duas vozes se entrelaçaram, combinando perfeitamente.
5. Birthday - Sugarcubes
Foi a primeira música que escutei a Bjork cantar e me apaixonei na hora!

6. In My Life - The Beatles
Letra linda! sempre me emociona.
7. Luz - Perrosky
Uma das últimas músicas que ouvi e que me tocou muito...acho que estou vivendo bem este momento na minha vida...Luz;)
8. Low down man - Squirrel Nut Zippers
Quem me mostrou pela primeira vez foi o Tom Capone e eu gostei tanto da banda que ele me deu o disco na hora!
9. A História da Vida de Cada Um - Autoramas
Acho a letra ótima, todo mundo se identifica, né?
10. Amor - Tom Bloch
Canção linda da banda gaúcha. E sou uma fãzaça das letras do Pedro veríssimo.
11. 100% -  Sonic Youth
As guitarras mais bacanas da história do rock!
12. Grilos - Erasmo Carlos
Adoro muitas canções dele, mas essa foi minha preferida durante muito tempo.
13. Eu e Você - Brazilian Bitles
Gravei para a trilha do filme da Grande Família e passou a fazer parte do que escuto com frequência.
14. Hanging on the telephone - Blondie
Debbie Harry é uma deusa do Rock!!!!
15. Só Penso no Meu Bem - Ecos Falsos
Gravei com eles essa música excelente.

Érika Martins e Lucy and the Popsonics se apresentam no palco Chili Beans, do festival Porão do Rock, no sábado (30). A programação completa está aqui.

10/08/2010

Juntatribo, 16 anos (atualizado em 20/08)

O festival Juntatribo, que aconteceu no campus da Unicamp (Campinas-SP) em 93 e 94 (e se não me engano, houve uma reedição recente) foi o marco zero do rock independente brasileiro. Foi um evento de repercussão nacional e não tinha um headline sequer do mainstream daquele momento. Ali, naquelas condições precárias, foi possível enxergar que a produção musical existia e que tinha cara e voz.

Grande parte das bandas relevantes dos anos 1990 estiveram no palco do Juntatribo, entre elas, duas das maiores daquela década, Raimundos e Planet Hemp.

Little Quail and the Mad Birds, Oz, Garage Fuzz e outras também fizeram apresentações históricas.

Abaixo, um especial produzido pelo canal EPTV, de Campinas, relembra o festival.



Atualização de 20/08: Neste outro vídeo, um apanhado geral de como foi o clima do evento.

19/04/2010

Outros 50, Brasília, outros 50

Outros 50. Esse foi o tema escolhido pelos organizadores da comemoração alternativa dos 50 anos de Brasília. Idealizado pelo Fórum de Cultura do Distrito Federal, com apoio do ministério da Cultura, a festa terá a participação de mais de mil artistas e bandas locais. Além da música, o evento que acontece entre os dias 20 e 23 no Complexo Cultural da Funarte, terá também oficinas, exposições e mostra de audiovisuais.

Entre as bandas, algumas das principais da atualidade como Lucy and the Popsonics, Trampa, Gilbertos Come Bacon e Móveis Coloniais de Acaju. Eles dividirão o palco com bandas veteranas como Os Cabeloduro, DFC e Detrito Federal e com novatas como ElectroDomesticks e Brown-Há, entre outras. Uma programação bem variada que conta com bandas de estilos diversos, do grindpsicodélico do Galinha Preta até o som bicho-grilo da setentista Liga Tripa. (Veja a programação completa aqui)

E a comemoração oficial? Aquela que o Arruda dizia que entraria para a história da cidade e para a qual chegaram a cogitar nomes como U2, Paul McCartney e Beyoncé. Pois então, depois de Arruda ir para a cadeia e Paulo Octávio renunciar, a festa quase foi cancelada, mas acabou confirmada. E na Esplanada, no dia 21, haverá apresentação de atrações locais renomadas como Plebe Rude e Raimundos, revivals como o do Mel da Terra e show dos padrinhos do rock brasiliense, os Paralamas do Sucesso. Além de atrações, digamos, mais “populares”.

Que o aniversário de Brasília represente o início de um novo tempo. É ano eleitoral, época de conscientização, é quando aparece a oportunidade de varrer os corruptos para fora da política. Que seja mesmo o início de outros 50 anos. Como diz o hino popular da cidade, “Desperta o gigante brasileiro/desperta e proclama ao mundo inteiro/num brado de orgulho e confiança/nasceu a linda Brasília, a Capital da Esperança”. E que venham outros 50.

18/11/2009

Festival de Cinema de Brasília: Esfolando as telas


Foi ontem (17) a abertura do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e a edição deste ano terá uma pitada de rock. É que entre os filmes que concorrem na Mostra Brasília (dedicada à produção local) está O Galinha Preta, da premiada diretora Cibele Amaral. O filme foi baseado em um conto do Evandro Esfolando, escritor, cartunista, mascate, blogueiro e vocalista do Quebraqueixo.

O filme é uma comédia de ação, que conta a história de Galinha Preta, um cara que decide, com a ajuda de um comparsa, assaltar, em meio a um evento gospel, a igreja onde trabalha como tesoureiro. No elenco estão Alexandre Carlo (Natiruts), Lauro Montana (DJ) e Jovane Nunes (Cia de Comédia Os Melhores do Mundo), entre outros.


A exibição do longa-metragem será no domingo (22) às 16h30 no Cine Brasília com entrada franca.

14/10/2009

Vídeo: Porão do Rock 2009

Eu sei que já tem um tempo que aconteceu o festival e que já se falou tudo o que era pra ser dito. Mas, encontrei por acaso uma matéria bacana sobre o domingo do revival no Porão do Rock 2009 e resolvi trazer pra cá. Essa matéria foi produzida para o programa Contradição Show e publicada no Youtube.

21/09/2009

Pra baixar: Little Quail no Porão do Rock 2009

Zé Ovo bate as asas em Brasília novamente

 .
Pois é, preparei uma surpresa pros leitores do Rock Brasília, desde 1964. É que estou disponibilizando o show do Little Quail and the Mad Birds que rolou no domingo (20), dia dedicado ao Rock Brasília no Porão do Rock 2009.

Pra quem não conseguiu ir e nem ouvir pela net, está aí o show que foi considerado o melhor do festival por muita gente. É importante lembrar também, que este show apresentou o LQ para muita gente da nova geração, que podem também baixar por aqui, o primeiro e o segundo álbum, além do EP. Curtam aí!

Little Quail and the Mad Birds - Ao vivo no Porão do Rock 2009

1. 1,2,3,4
2. Berma is a Monster
3. Samba do Arnesto
4. Baby Now
5. Mamma Mia
6. Me espera um pouco
7. Mau-mau
8. A alegria está contagiando o meu coração
9. Conversa
10. O sol eu não sei
11. Família que briga unida, permanece unida
12. Essa menina
13. Aquela
14. Conversa
15. Dezesseis
16. Azarar na W3
17. Umbabarauma
18. Conversa
19. Galera do fundão
20. Cigarette

BAIXE AQUI

O domingo do Rock Brasília no Porão



Neste ano, como todos sabem, a organização do festival convidou algumas das bandas mais significativas do rock de Brasília. Algumas bandas se mostraram impossíveis de se reunir, como ficou claro no caso do Escola de Escândalo. Colocaram o vocalista do Pravda para cantar as músicas do Bernardo e da Marielle e ainda tocar as guitrarras do Fejão, é mole? Fiquei meio sem graça pelos caras.

Detrito Federal e do Dungeon/Fallen Angel, foram bons, muito bons mesmo. No caso do primeiro – Cascão que me perdoe – o Alex Podrão é o Detrito em pessoa. No segundo, os músicos da banda do Alemão, são muito bons e ponto final. O negão (Fejão) é insubstituível, mas a banda remanescente tem competência de sobra.

Os Cabeloduro, foram simplesmente foda no palco dois. Qualquer coisa que eu fale a mais só vai estragar o que estava muito bom e agradável. O público então, nem se fala: pessoas de boa índole – famílias até! – desfrutando um momento de bom humor, diversão sadia sem violência. E versos como ‘estupra mas não mata, estupra e dá porrada’ ou “se eu tenho um ballantines e uma mulher gostosa, vou pra cama me fazer’ eram entoados em clima de colônia de férias.

Rolou até uma reunião surpresa, mas essa entra no rol das impossíveis, mesmo se os caras da banda o quisessem: Legião Urbana. Primeira grande baixa, Renato Russo. Outra ausência, estranhíssima para mim apesar de todo o folclore sobre o temperamento da figura, foi a do baixista Negrete. Talvez algum leitor saiba me explicar por que. Fizeram então uma formação com músicos desconhecidos e alguns meio que manjados.

Mas como eu já disse, é complicado falar de uma banda que vendeu mais discos que os Beatles no Brasil. E de todas aquelas pessoas que estavam lá, poucas viram a banda tocar. A banda tocaria sozinha que a galera faria o resto, como ocorreu em Pais e Filhos. Esta música foi cantada pelo Bonfá no início, mas na prática a platéia que cantou. Aliás, a escolha dos vocais foi muito mal feita, exceção dada ao Tony Platão.

Esta foi a primeira vez que o Legião toca aqui, desde o desastre de 1988. Tem noção que foi a primeira vez que eles puderam falar com Brasília, sem intermediários, desde então? Deixa então o Bonfá se emocionar e falar no microfone, de improviso, que está feliz. Nós também ficamos. E demoramos mais de vinte anos e mais de vinte milhões de discos para isto acontecer. E, sinceramente, gostaria que os caras do Legião soubessem disso.

Um outro show digno de nota: Paralamas do Sucesso. Não tenho palavras para explicar o que é ver aquela banda com tantos anos de carreira, que sem exagero, foi o catalizador da primeira geração de Bsb, tocar na Esplanada, mandando um hit atrás do outro. Fizeram uma parada sensacional em Meu Erro: começaram tocando ela tipo um ou dois tons abaixo, mas o suficiente para não descaracterizar a música e na parte ‘bastaria!’ entravam no tom da música mesmo (eu não estava bêbado; ou foi isso ou um pau nos monitores). Velho parecia que uma onda de adrenalina era despejada na galera de tal modo que a música crescia! Wow!!

Pra encerrar, os ícones dos anos 90 fizeram bonito. Maskavo Roots Little Quail compareceram com apresetações deliciosamente memoráveis e com seus componentes originais. Os primeiros, com o line up poderosíssimo de cordas (PrataXPinduca) e uma cozinha muito precisa (MarraraXTxotxa). O Litlle Quail? Bem, só com figuras: o mestre dos palcos – Zé Ovo - a cozinha do Ultraje a RigorBacalhau- e o sistema nervoso central dos AutoramasGabriel. Por fim, o Raimundos parece ter aprendido a usar seu arsenal de hits e estrapolou o tempo em 40 minutos, pra se ter uma noção. Grande festa da música brasiliense.

Texto: Zeca Domingos

Frase do Porão do Rock 2009


"Agradecemos aos Paralamas do Sucesso, à Plebe Rude e à Legião Urbana por abrirem este show do Little Quail", Gabriel Thomaz, guitarrista e vocalista do Little Quail and the Mad Birds.

O Little Quail fez um showzaço na noite de domingo.

Uma boa semana para todos!

17/09/2009

Pedra 90 - Porão 2009: Maskavo Roots

Primeiro Cd da banda Maskavo Roots, que futuramente só se chamaria Maskavo. A banda foi formada em 1993 pelos ex-integrantes do Cravo Rastafari. Começaram em Brasília tocando no circuito undergroud da cidade, como por exemplo, Feira de Música, Projeto Made in Brasília do Teatro Nacional e em várias festas espalhadas pelo Distrito Federal. Influenciados pela cena cultural crescente no país e seguindo a trilha de bandas como Raimundos e Little Quail, começaram a compor e gravar sua Primeira Fita Demo.


A fita logo se expalhou pela cidade e pelo país, servindo de cartão de visitas ao mercado fonográfico. Caiu nas mãos do jornalista e produtor Carlos Eduardo Miranda, que na época foi o fundador do Selo Banguela junto com os Titãs. Gostaram tanto da fita demo que a banda não encontrou dificuldades para fazer parte do cast do selo. O contrato veio no inicio de 1994 e o lançamento do CD Maskavo Roots foi em 1995 com a produção do próprio Miranda e de Nando Reis. A primeira música de trabalho foi Tempestade, que de imediato figurou entre as mais executadas do país e da MTV.

Esta é a referência básica do Maskavo Roots na Wikipédia (!!!!). É mole?

Na verdade o geral é isto aí. Eles foram uma das bandas da geração de 90 que tinha um tipo de som bem diferenciado. Leve-se em conta que nesta época praticamente todas as bandas faziam um som mais pesado e o Maskavo Roots tocava, digamos assim, mais na manha, em termos de som. Era o que fazia deles uma banda bem particular naquela época.

A oportunidade de vê-los no Porão deste ano (que convidou alguns dos all stars dos últimos 25 anos de Rock Brasília) vai ser no mínimo interessante. Visto que os integrante rumaram por trajetórias distintas em suas carreiras musicais.

Prata: Ficou este tempo todo com o Maskavo e na ativa. Eu tenho uma teoria que a banda não precisa ser boa, tem é que dar show, pegar tarimba de palco. E isto o prata tem de sobra.

Txotxa: Este cara não tá na Plebe? Sem comentários.

Pinduca: Bem, o cara saiu do Maskavo para montar um dos grupos mais interessantes do cenário brasiliense dos últimos anos, o Prot(o) – sem rasgação de seda....

Salsicha: Cara, o sujeito sai do ska para encarar Os Cabeluduro por uns tempos. Tarefa hercúlea...

E o povo quer saber: Onde está a Joana? A vocalista da banda e musa daquela época. Ninguém disse que ser do rock tem que ser feio. Me lembro que saiu uma foto dela, tipo pôster na Bizz. Parece que estavam apostando nela como sex simbol ou algo do gênero. O fato era que ela cantava legal – mesmo – e essa história de musa meio que ofuscava o talento da cantora.

O M. Roots que se apresentará no Porão não será a banda Maskavo cuja formação mais recente mantém somente o guitarrista Prata. E é isto. o Maskavo Roots foi, sem dúvida alguma, uma das bandas com a trajetória mais longeva, e isto por si só, já é um puta mérito dos caras. Estarei lá no Porão para prestigiá-los. Não escondo de ninguém a minha adimiração pelos colegas que conseguem fazer do rock uma profissão! Dá-lhe Maskavo Roots! E eu quero ouvir Besta Mole!!!!!!!!!!

Texto: Zeca Domingos
Foto: Patrick Grosner

16/09/2009

Porão 2009: Urbana Legio Omnia Vincit

Segundo o portal Terra, a atração surpresa prometida pelo Porão do Rock será mesmo  um revival reunindo os remanescentes da última formação da Legião Urbana (Dado e Bonfá, na foto) e o ex-vocalista da banda carioca Hojerizah e apresentador do humorístico Pisando na Bola, Toni Platão. O Hojerizah foi uma banda do pós-punk carioca nos anos 80 e Platão se destacava por um vocal potente de empostação erudita.

Atualização de 17/09: Se o RockBsb64 não foi o primeiro a dar essa notícia, pelo menos os leitores daqui souberam um dia antes dos da Rolling Stone.

11/09/2009

R64 Brasil: Porão e Porongas



Os rumores que correm sobre o Porão do Rock 2009 dão conta de que a tal atração secreta seria uma jam homenagem à Legião Urbana, com a banda (Dado-Bonfá-Negrete) base e convidados. Vamos ver.

De qualquer jeito, Dado Villa-Lobos está em franca atividade. Ontem (10) ele participou de um show em homenagem à memória de Chico Mendes que aconteceu no Rio de Janeiro. Ele tocou a música Índios ao lado dos acreanos do Los Porongas (leia a entrevista exclusiva concedida ao RockBsb64 aqui.), uma das bandas pop mais bacanas da atualidade.

Não encontrei o vídeo na net, mas como não foi a primeira vez que esse encontro de gerações do rock brasileiro aconteceu, achei um vídeo de um show anterior. Aqui a música é Tempo Perdido.

02/09/2009

Onde está o Porão?


Estamos em setembro e até agora não foi definida a data do Porão do Rock de 2009. Já rolaram as seletivas, correm rumores sobre gratuidade e line-up, mas nada oficial sobre o maior festival da cidade (No site de uma das atrações anunciadas consta o dia 19 de setembro como data de apresentação) Vamos esperar e ver se vai se cumprir a promessa de trazer o Little Quail and the Mad Birds.

P.s.: Na manhã seguinte à postagem, a leitora Chaveirinho avisou nos comentários que já há data, local e horário do Porão, veja aqui. Valeu, mina.

14/08/2009

Antes do Porão

Esse fim de semana está bom pro rock brasiliense, show gratuito é o que não falta. O mais badalado é a seletiva do Porão do Rock que vai rolar na Torre de TV, mas no sábado à tarde, também com entrada franca, tem o lançamento do álbum Antes do Baile da banda de surf music Super Stereo Surf.

A seletiva do Porão acontece pela primeira vez como um evento gratuito, como o próprio festival começou. No sábado, a programação está prevista para começar às 19 horas com show dos Autoramas, do Gabriel Thomaz. Em seguida começa a seletiva as bandas Soatá, River Phoenix, Cassino Supernova, Na Lata, Misty Mountain, High High Suicides, Mostarja e os veteranos do Terno Elétrico. O Raimundos fará o show de encerramento e logo após serão anunciadas as duas bandas classificadas da noite.

No domingo, a pauleira abre às 18 horas com os Ratos de Porão. Depois, a seletiva com Gonorants, Blazing Dog, Hellena, Ranka, Bootlegs, Dias de um Futuro Esquecido, Rhevange e Kanela Seka. Os gaúchos do Krisiun encerram a noite e em seguida serão divulgadas as últimas classificadas para o festival.

Mas, antes do Porão de sábado ainda tem outro show de graça. No Balaio Café, 201 norte, às 16 horas, a banda de surf music instrumental, Super Stereo Surf lança o álbum Antes do Baile, em um show que terá paricipações especiais de Frango (Galinha Preta), Jotapê (ASKeS), Cochlar e Julia Ferrari.


07/08/2009

Descendo a ladeira

Eu não costumo fazer agenda cultural aqui no RockBsb64. Acho um lance meio sacal, publicitário e tal. Além disso, em Brasília o que não falta é blog pra fazer quase que exclusivamente isso. Mas, volta e meia divulgo uns shows e eventos por aqui.

Hoje à noite vai acontecer mais uma edição da festa Play! no Blackout Bar. Entre os DJs que comandarão as pickups da balada estará o Zeca Domingos, meu brother das antiguíssimas e também um dos colaboradores daqui do RockBsb64.

Já no sábado e domingo, na Ermida Dom Bosco, vai rolar o 7º Campeonato OverMeeting - Circuito Brasileiro de Skate Downhill - campeonato de skate de descida de ladeira. Com entrada franca e a participação de 12 bandas nos dois dias. No sábado, o som fica por conta de Nonato Dente de Ouro, Star Fox, Na Vera, Brown Há, Surf Sessions e Manjahro. Já no domingo, dia da pauleira, vai ter Combustão, Os~, Trampa, Quebraqueixo, Gonorants e Brasucas. As competições começam às 10 da manhã e os shows a partir das 14 horas.

Confira os flyers abaixo (clique para ampliar) e bom fim de semana!

12/07/2009

Um Ramone no cerrado

foto de celular: Márcio Toper
por Jotapê*
Apesar do nome bizarro, o show Ramones em Brasília? Eu vou que rolou na última sexta-feira foi um dos eventos mais interessantes que vi nos últimos tempos.
Quem começou a esquentar a fria noite brasiliense foi o Super Stereo Surf. Banda que se mostrou surf music até com um frio de 13 graus. Tiraram os casacos e mostraram seus trajes praieiros. Já na primeira música, Barata, o batera mostrou que o rock praiano pode ser tocado sentando a mão na bateria, sem perder groove. A banda seguiu música após música animando o público, a ponto de ter palminhas e tudo mais. Os timbres das guitarras estavam perfeitos e o som muito claro, pelo menos para quem estava na frente. Interessante foi olhar para trás e ver TODOS no local olhando o show e os corpos mexendo no ritmo do instrumental surfista. Nada de conversas paralelas. O público estava realmente curtindo a música.

Com aplausos calorosos durante toda a apresentação, o show de abertura contou com momentos particularmente interessantes: A troca de instrumentos entre Alex Maraskin e Márcio (guitarrista e baixista, respectivamente) em uma das músicas; o tributo ao Ramones, quando mostraram que estavam todos eles vestindo uma camisa dos pais do Punk por baixo das blusas floridas, e o improviso em Balada do Pistoleiro, quando Harrisson colocou um homeopático Hey Ho Let’s Go, diluído no decorrer da música.

Excelente apresentação! A única pena foi que eu não pude vê-los tocando a faixa 3 do CD Antes do Baile, Os Imperdoáveis. É uma música que fiz e ainda estou seco para ver ao vivo. Então fica pro show de lançamento do CD em agosto!!

Algumas dezenas de minutos depois, entrou no palco o ex-cabeludo CJ Ramone ao lado de Daniel Ray (produtor e parceiro em importantes composições do Ramones) e do baterista com pinta de mexicano. Um show para fã... com o público composto de, diria eu, 75% de fãs e 25% de curiosos. Eu, que já vi Ramones ao vivo em 96, fiquei emocionado, imagino quem nunca viu (com certeza quase todo mundo ali não pôde ver)!

Foi interessante ouvir Ramones na timbragem de (guitarra) Gibson. Parece que deu um tchan diferente. As músicas seguiam e a platéia alucinada, berrando cada letra. Vi gente chorando, menininhas tietando. Um show relativamente pequeno, mas com uma atmosfera mainstream como não via há muito tempo. Indescritível a emoção de ouvir a minha preferida do Ramones, Swallow my pride. E também pude ouvir uma das canções que mais me divertiu na minha infância: Endless Vacation. Esta última deixou boa parte dos presentes chocada, pois nem todos conheciam esse lado hardcore raiz do Ramones.... Lembre-me de quando eu e meus irmãos colocávamos a caixa de som, com o volume máximo, em frente à janela do vizinho, para mostrar o punch dos Ramones (risos)!!!

Se eu tivesse que citar dois pontos únicos do show, citaria: Sheena is a Punk Rocker e I wanna be sedated, quando a banda fez o público TODO dançar, sorrir, gritar e pular de satisfação. Vale dizer que set continha também agradáveis surpresas como I wanna be your boyfriend (com direito a backing vocals!), It’s a Long way back to germany, Judy is a Punk (com direito a “iaiiii”), além das citadas acima. CJ, sem dúvida, se saiu melhor nas músicas que cantava (divinamente) nos discos dos quais participou: Strenght to Endure, My Back Pages, R.A.M.O.N.E.S. e as da banda Bad Chooper, sua atual. E confesso que quase chorei quando começaram a tocar a faixa 5 do álbum Mondo Bizarro (Strenght to Endure). Daniel Ray se encarregou de cantar as músicas que ajudou a compor: Pet Sematary e Poison Heart, e executou com competência, apesar de uma entonação um pouco “romântica” demais.

Não cronometrei o tempo de apresentação, mas posso dizer que foi o suficiente pra satisfazer as expectativa de um fã que escuta a banda há mais de 20 anos (escutava Ramones e Michael Jackson... um seguido do outro. Estranho, não?). Agora vamos esperar nosso querido Marky dar as caras por aqui... será?

ERRATA: Esse texto foi editado depois que Evandro Esfolando comentou que não havia duas guitarras. É verdade, mas como sou baixinho, estava certo até então que um outro gringo que estava ao lado do palco (possivelmente um segurança) era um guitarrista de apoio. (JP)

*Jotapê foi integrante da banda ASKeS e tem todos os cds (inclusive os piratas ao vivo) e vídeos do Ramones. Além de saber cantar e tocar de cabeça, pelo menos, 30 músicas do quarteto novaiorquino.

25/06/2009

Garagem sem fronteiras



A primeira edição do Rock sem Fronteiras aconteceu em fevereiro deste ano. Desde então, o projeto, que trouxe de volta o Teatro Garagem para o rock independente, vem acontecendo em todas as últimas terças-feiras de cada mês.

Além de resgatar o mais importante palco do rock brasiliense, o Rock sem Fronteiras inovou com uma excelente idéia de disponibilizar transporte gratuito de ida e volta. Ainda tem entrada franca e, principalmente, shows bem organizados, com horários cumpridos rigorosamente.

Quinze bandas já se apresentaram nas quatro edições anteriores, entre elas veteranas como Os Cabeloduro (vídeo acima), DFC e ARD, e outras da novíssima geração como Gonorants, Trampa, Quebraqueixo e Etno. Por tudo isso, o Rock sem Fronteiras é hoje o principal espaço para as bandas independentes em Brasília, com todos os méritos.

Na próxima terça-feira, dia 30, vai rolar a quinta edição do projeto. No palco estarão Cadabra e 10zero4, duas boas bandas do início da década e o Gilbertos Come Bacon, um dos destaques da novíssima safra. Mas, é o seguinte, a organização avisa que o local está sujeito a lotação, portanto programe-se, as infos estão no flyer abaixo.

20/05/2009

Like a rolling stone

O Teatro Rolla Pedra, em Taguatinga, foi um dos principais espaços pra divulgação das bandas e outros artistas brasilienses nos anos 80. E é com esse mesmo espírito que será realizado o Festival Rolla Pedra - Música do Brasil, entre os dias 29 e 31 de maio na Torre de TV e com entrada franca.

Serão 40 bandas, sendo 35 do Distrito Federal e 5 de outros estados que se apresentarão em dois palcos. E apesar da ausência de bandas que na minha opinião são as mais diferenciadas da novíssima geração (Velhos e Usados, Gilbertos Come Bacon, Lucy and the Popsonics e Nancy), o festival traz um line up equilibrado e com algumas atrações de renome como Célia Porto, B Negão e os Seletores de Frequência e Raimundos. Desde os primeiros Porão do Rock, não se via um festival gratuito de tal tamanho.

E antes disso, no dia 26, última terça-feira do mês, acontecerá o retorno d'Os Cabeloduro ao Teatro Garagem, pelo projeto Rock sem Fronteiras (flyer abaixo). Um show hardcore que terá a participação da insana Galinha Preta e da veteraníssima ARD e que, assim como o Festival Rolla Pedra, também terá entrada franca.

Pra encerrar, correm rumores de que o Maskavo Roots estaria prestes a retornar aos palcos, o que, se confirmado, seria assunto para uma postagem exclusiva. Vamos aguardar.


12/05/2009

Velho Mundo Popsônico

O duo Lucy and the Popsonics é, atualmente, a mais internacional das bandas brasilienses. Há também o DFC, mas eles são uma banda bem estabelecida e têm uma discografia bem influente. Já o Lucy é uma banda nova, porém nascida na era da aldeia global da net. O seu punk rock eletrônico é quase rudimentar, mas é executado com tal tesão e carisma que não sobra espaço para que uma suposta fragilidade técnica atrapalhe alguma coisa.

O circuito independente europeu tem se mostrado uma opção para as bandas brasileiras desde a década de 80, quando a paulistana Cólera fez sua primeira european tour. Daí em diante abriu-se um canal que funciona bem até hoje. E o Lucy and the Popsonics está na Europa pela terceira vez, se não me engano.

As pessoas se interessam muito pelo fato de sermos brasilienses. Inclusive no flyer do Festival Printemps des Bourges estava escrito com todas as letras que depois de São Paulo, Brasilia era a cidade musicalmente mais interessante do Brasil. Tudo bem, só acho que é a primeira mesmo. Na entrevista nos perguntaram se Brasilia tem historico de punk rock ou eramos a primeira banda. hehehe. Tivemos que contar rapidamente a historia de Brasilia com o rock, disse a vocalista e baixista, Fernanda, sobre o primeiro show da turnê que seguiu por cinco cidades francesas, entre os dias 21 e 25 de abril.

É engraçado ver que as duas bandas mais bem sucedidas da década são quase antíteses. O Móveis é uma big band com nove integrantes, todos músicos estudados e o Lucy é formado por um casalzinho punk rocker que toca no peito e na raça. Em comum, o talento e a personalidade de seus trabalhos.
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