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13/09/2013

Baré na mesa!

FCB ignora filme sobre um dos momentos mais importantes para a música e cultura da cidade

Depois da sequência de três filmes inspirados ou sobre o rock de Brasília nos anos 1980, o aguardado longa metragem Geração Baré-Cola – Usuários de Rock está chegando aos cinemas. A produção retrata o cenário do rock brasiliense da década de 1990, de onde despontaram Raimundos, Little Quail and The Mad Birds, Maskavo Roots, Oz, entre outras bandas que ajudaram a definir a cara do rock brasileiro no período.

Em seu primeiro teste de audiência, realizado em Brasília. O filme causou uma grande comoção entre os convidados para a sessão VIP. “Foi super aceito pelo público mas temos que dar o desconto por ser um filme que mostra a cidade com pessoas da cidade, e tinha muita gente na platéia que participou e ou conhecia as pessoas que participam do filme”, conta o diretor Patrick Grosner, que destacou a exibição do longa em Curitiba. “Foi uma grande surpresa, pois o público não era ligado ao rock e não sabia mesmo nada sobre o filme. No debate final fomos super aprovados, confirmando a força narrativa do filme e a total aceitação da plateia”.

Apesar de sua importância e de retratar uma época e uma cena que teve grande impacto nacional na produção musical e que ajudou a definir os rumos artísticos e estéticos daquela década, Geração Baré-Cola foi ignorado justamente pelo evento que deveria ser sua maior vitrine. O Festival de Cinema de Brasília.

“No ano passado, fomos realmente desdenhados pela comissão que selecionou os filmes do FCB, mas principalmente pela comissão da seleção Mostra Brasília, pois o filme tem um potencial incrível de interação com o público e conta uma história que ninguém ainda não contou”, lamenta o diretor.

Em 2012, a Mostra Brasília tinha espaço para a exibição de 4 longas com 3 curtas em cada sessão, mas os curadores resolveram selecionar apenas 2  longas para aumentar o número de curtas selecionados. Em 2013, o regulamento vedava a participação de filmes já inscritos no ano anterior.

“Fui assistir a todas as sessões e fiquei muito decepcionado com a qualidade do que foi selecionado. Muitos curtas ruins tiraram o espaço de pelo menos mais dois longas de qualidade! E para terminar, os dois longas selecionados dividiram os dois prêmios de longas oferecidos pelo festival. Acho que o FCB perdeu a grande chance de ver um filme de qualidade, com um assunto da cidade, que encheria facilmente uma sala com muita gente interagindo e curtindo um trabalho feito em Brasília para Brasília", diz Patrick Grosner.

Apesar desses contratempos, a estreia comercial está próxima e a julgar pelas reações despertadas nas pré-estreias, será um sucesso de público. “É uma incrível aventura sonora, repleta  de momentos especiais, causos e narrativas bem-humoradas, vivenciadas pelos músicos e suas respectivas bandas”, destaca o diretor. E nós aguardamos ansiosamente.

11/05/2013

Somos tão Jovens: Arte e vida real

Show na SQS 208 - 1982
No decorrer da última semana, publicamos no braço facebookiano do R64, uma série que ilustra bem a qualidade mais notável no filme Somos tão Jovens, a impecável direção de arte.

Os shows do Cafofo (407 norte), o do gramado da SQS 208 e o do festival Atlântida. Alguns mais implicantes podem se incomodar com deslizes como a troca do baixo SG usado originalmente por Renato Russo por uma guitarra Les Paul, mas não compromete em nada a fidedignidade estética de época presente no longa metragem,

Neste post, vocês podem conferir as imagens comparativas das fotos promocionais do filme com os registros dos eventos reais. Reparem que na foto do show na SQS 208, até um anônimo homem de chapéu foi reproduzido em Somos tão Jovens.

A foto do festival Atlântida é de Renato Mendonça e as outras de autores desconhecidos (quem souber ou for o autor, é só avisar).



Show no Cafofo - 1980
Festival Atlântida - 1983

21/04/2013

Brasilia: Cinco ponto três

"Estou perdido no Planalto Central eu moro aqui no Centro -Oeste do Brasil, tenho tantos planos(...) Já me cansei dessa visão horizontal e desse papo que está tudo vertical. Eu me sinto estrangeiro, vivo sempre sem dinheiro(...) Pelas praças de Brasilia ando assim sem garantia me sentindo em Sevilha, nessa moderna arquitetura e a frieza pelas ruas: já perdi meus documentos, meu emprego no cimento. Aí meu Deus, meu casamento!"
(M.V.L)

Essa pode ser a realidade de muitos que vieram pra cá em 1960, quando a terra era vermelha e batida nas velhas vitrolas que entoavam sem parar o hino "Só deixo o meu cariri no último pau-de-arara". Hoje, cinquenta e três anos de sons, cores, luzes que piscam, gritam e avisam aos seus habitantes que o tempo trouxe a maturidade de uma jovem senhora, e seus filhos, com o orgulho misturado com vergonha (pelos atos de corrupção que aqui se vê com frequência) , lhe dá os parabéns.

Felicito Brasilia, não porque as principais decisões da Nação começam por aqui, mas sim por seus diamantes que brindaram os brasileiros com sua genialidade. A história do Rock Nacional está intimamente ligada aos braços de nossa capital. Renato Manfredini Jr, Hebert Viana, Dinho Ouro-Preto e sua trupe cantaram seus versos aos quatro cantos do país, declarando a gratidão por essa cidade que reúne cada uma das 27 pátrias desse nosso imenso Brasil.

Mas, como diz o poeta GOG “Quem mora fora do avião/Bate palma e pede diversão.” A rima fala da Brasília que existe fora do Plano Piloto e que não é ornada com monumentos e palácios daqui.

Se acaso quiser mesmo saber “o que se tornou Brasília” deve ir muito além deste “intramuros”, muito além dos limites oficiais da cidade planejada, dos cartões postais, que só mostram as imagens da arquitetura modernista, sobretudo o eixo monumental com as obras realizadas por Oscar Niemeyer e os edifícios-sede do poder central.

As grades, tão visíveis e presentes pelas cidades-satélites do Distrito Federal,devem ser compreendidas nesse universo de símbolos e valores, de conteúdo nacional, mas que, na capital do País, ganham um sentido mais específico.

Convém lembrar que os moradores das cidades-satélites vieram para Brasília, por sua própria vontade, não tanto para construir a nova capital,mas sobretudo para construir uma vida nova para si mesmos. O espírito pioneiro confunde-se com o espírito de colono e essas casas com grades em ferro parecem constituir uma parte visível dessa “vitória”: a conquista de um pequeno território para si, dentro de um projeto inteiramente diverso daquele imaginado pelo urbanista Lúcio Costa.

Que venham outros sopros de bons ventos, Brasilia! Parabéns!

04/03/2013

Onde estão nossos grandes homens e suas grandes ideias?


Urge em Brasília uma enorme renovação no rock. E não só às 19 horas como informa a Voz do Brasil. Aquele cujo fama se desenvolveu sendo oitentista e noventista com grupos que faziam covers, desde bandas americanas como Bill Halley and His Comets até os Bítous.

Houve um empréstimo no repertório e pouquíssimo na atitude. Os sorrisos ingênuos, as saias curtas, os cabelos penteados pra cima, as calças boca-de-sino e um certo constrangimento. O Brasil passava por um período de chumbo que iria se aliviar por volta de 1979/1980 em um processo de redemocratização.

Câmbio Negro, Raimundos, Legião Urbana, 5 Generais, Replicantes, Graforréia Xilarmônica, Peter Perfeito, Camisa de Vênus, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Little Quail e etc....

As bandas acima (e centenas de outras) tinham influências (e quem não tem?), mas possuíam características singulares, que atraíam fãs de todo o Brasil, cada um com seu jeitinho, cada um com suas peculiaridades e cada um com suas próprias riquezas.

Talvez por conta do momento vivido pelo país entre 80 e 90, muito do discurso de tais bandas serviram de retórica para uma geração carente de representantes (honestos) nos lugares centrais do Brasil. Esses grupos, junto com seus vocalistas, ganharam fama e renome por traduzirem um sentimento e o inconsciente coletivo de uma sociedade marcada por tempos em que se comprava um arroz de manhã a um preço e a tarde ele estava remarcado e mais caro.

Muitas vezes, esse discurso vinha cheio de estilo e de uma nobreza textual impressionantes, caso de Legião Urbana e Paralamas do Sucesso, ou com ironia, deboche e/ou sutileza, caso de Ultraje e Little Quail. Independentemente do formato, eles diziam o que pensavam, o que sentiam, e levavam multidões a cantarem em brandos orgulhosos “eu faço parte da galera do fundão”, por exemplo.

Faz um tempo que vivemos um novo milagre econômico (tal nomenclatura ganhou nascimento na década de 50 com Juscelino) e um momento do país que equalizou em alguns setores (não sejamos modestos quanto a isso) a condição de um segmento na sociedade que sempre procurou se atualizar. São aqueles que consomem informação, que pagam ingressos em casas de show e teatro, compram CDs aqui e lá fora, criticam, interagem, assumem posturas, debatem e criam teorias.

Hoje em dia a maior crítica ao status quo de qualquer coisa em qualquer lugar não vem do santo e sagrado palco, mas do próprio público.O que aconteceu com a proposta textual do rock candango? Impossível diagnosticar apenas um sintoma desta patologia incubada, que não mata, mas incomoda. Uma dor que aparece de vez em quando, some e volta para dela lembrarmos. O rock do quadradinho (aquele cantado em português, baixo, guitarra e bateria, com balada radiofônica, no máximo) tornou-se coverizado e muito menos semelhante à voz de um povo.

Tu está certo se pensa que a proposta do rock não necessariamente está ligada a se fazer ícone da voz do público ou de um grupo específico, mas, coincidentemente, desde que não temos mais música que leva a uma certa reflexão, temos uma expressão artística bem discutível na questão do seu próprio valor artístico e abstrato.

Tolice querer enumerar bandas que hoje possuem um texto musical diferente de boa parte dos exemplos citados acima. Seria restringir ao gosto pessoal e desrespeitar o leitor no fato que gosto é coisa abstrata, discutível filosoficamente, mas de debate infrutífero.

A música piorou. O texto também (inclusive os meus!). Os recursos linguísticos são recorrentes, sem autoindulgência e atendendo (por mais clichê que seja) uma receita estabelecida pela promoção, não de um pensamento, mas de um estilo. As bandas hoje são menos conhecidas do que o carimbo que levam. As pessoas gostam, por exemplo, de forró universitário, não importa quem seja o intérprete daquela moda.

Será que há 30 anos também tínhamos um discurso ensaiado pelos interesses fonográficos e uma feliz coincidência com o que havia de melhor produzido em todos os termos? Tudo não passou de uma grande benção a obtenção de letristas como Renato Russo, Rodolfo Abrantes, Gabriel Thomaz e outros tantos bons candangos?

O que se espreita é que não há nenhum interesse (ao menos aparente) de que surja um novo jeito de se fazer música, que consiga unir uma qualidade textual abrangente e uma música bacana, atraente e que mexe com corações. Parece que nosso rock só pode atender hoje uma condição, sem atender outra. Não consegue ser completo. Anima, festeja, mas não “cativa” ou cativa, anima, mas não “festeja”. Não há um sentido de integridade.

Não é engraçado. É triste.

08/09/2012

Rock Brasília: A segunda geração chega às telas


Saiu o primeiro teaser do documentário Geração Baré-Cola que conta a história da cena brasiliense dos anos 1990, que revelou Raimundos, Maskavo Roots, Little Quail e outras.

Dirigido por Patrick Grosner, que tambem registrou muita coisa dessa época como fotógrafo, o filme é baseado em 33 entrevistas com músicos e pessoas que vivenciaram a época.

"A narrativa foi construída com imagens de arquivos VHS únicos, intercaladas com 33 entrevistas atuais. Entre o material de arquivo, encontram-se vídeo-clips e imagens inéditas de apresentações e ensaios de bandas como: Raimundos, Little Quail and The Mad Birds, Maskavo Roots, Pravda, Oz, Low Dream, DFC, Os Cabeloduro e outros", explica o diretor.

Aguardemos. Mas, antes, o teaser direto do forno, em primeira mão.


12/05/2012

Cult 22 - 1991-2012+

Na noite desta 6ª feira (11), foi ao ar pela última vez o mais antigo programa de rock em rádios de Brasília. O Cult 22. Programa que foi ao ar pela primeira vez em de outubro de 1991, e durante quase 21 anos foi a principal janela para as bandas de Brasília. O programa também foi responsável pela produção e lançamento daquela que, ao lado do disco Rumores, é a mais importante coletânea do rock brasiliense, a Cult Cover Demo.

Hoje, o rock brasiliense amanheceu um pouco mais silencioso. Fica a homenagem e o agradecimento do Rock Brasilia, desde 1964 aos criadores do Cult 22, Carlos Marcelo e Marcos Pinheiro, e a todos que trabalharam neste programa tão importante para a cultura de Brasília.

"A sexta maior economia do mundo não tem educação, saúde, segurança pública e agora a capital do país perdeu seu principal meio de adquirir CULTURA. A minha escola de música fechou. Foi lá que aprendi a escutar o melhor do rock que a humanidade conseguiu produzir. Foi lá que toquei pela primeira vez quando ainda tinha 16 anos de idade e, novamente com o Lucy and the Popsonics, anos depois. Lá também escutávamos o melhor do metal, do pop.... Sim, era rock e pop sem discriminação + apoio cultural local. Foi lá que escutei Little Quail, Raimundos e outras milhares de bandas brasilienses pela primeira vez. Marcos Pinheiro, o grande historiador do rock brasiliense, esteve lá firme e forte todas às sextas por 20 anos sem nunca ter recebido um tostão sequer e provavelmente deve até ter gastado bastante. Ele investiu sua vida na minha educação musical e na minha diversão... e provavelmente de muitos brasilienses também. Brasil, Brasília.... vcs são indefensáveis." - Fernanda Popsonic, Lucy and the Popsonics.

"Um patrimônio da cultura de Brasília, morto pela má gestão. Que vergonha" - Penny Lane, site Rock Brasília.

"Não dá para acreditar..." - Cláudio Bull, Divine, Superquadra e Da Silva.

"Nem os governos Cristovam Buarque, Joaquim Roriz e Arruda conseguiram, mais um marco para o governo AGNELO + FiLLIPELI. Acabou..." - Djalma Phu, Macakongs 2099 e fundador do DFC.


Cult Cover Demo - Vários (1993)

01 - Animais dos Espelhos - Me perco (Mercenárias)
02 – BSB-H - Rock’n'roll all night (Kiss)
03 - DFC - Boys don’t cry (The Cure)
04 - Little Quail and the Mad Birds - Stock Car’s theme
05 - Low Dream - Baby can I hold you (Tracy Chapman)
06 - Mata Hari - Sunday Morning (The Velvet Underground)
07 - Oz - Walk like an Egyptian (The Bangles)
08 - Pravda - Eu me rendo (Fábio Jr)
09 - Raimundos - Desculpe, mas eu vou chorar (Leandro e Leonardo)
10 - Restless - Day tripper (The Beatles)
11 - Sunburst - Unbelievable (E.M.F.)
12 - The Succulent Fly - Digital (Joy Division)

24/04/2012

Legião Urbana e Paralamas do Sucesso juntos (1988)

Esse especial da TV Globo, gravado no Teatro Fênix, foi ao ar originalmente em 1988.

Recentemente foi lançado também em dvd e traz hits das duas bandas além de um cover incidental dos Rolling Stones.

Segue o set list do programa e o vídeo na íntegra.




Abertura
Será
Meu Erro
Tédio
Depois que o Ilê Passar
Tempo Perdido
Alagados
O Beco
Que País é Esse
Nada Por Mim
Dois Elefantes
Eu Sei Ainda é Cedo/Jumpin' Jack Flash

 

21/04/2012

52 anos


Parabéns, Brasília. Apesar da fama injusta, como se a grande maioria dos corruptos não nos fosse enviada pelos demais estados. Pra nós, será sempre nosso lar, a cidade de endereços estranhos, de clima mais estranho ainda. Do céu mais bonito do mundo e berço das melhores bandas de rock do Brasil. Deixo aqui registrada a minha singela homenagem à capital erguida pela força e pelo suor de incansáveis trabalhadores brasileiros. A foto é de Marcel Gautherot e foi tirada em 1958.

26/03/2012

Que país é este?

Uma reportagem do Domingo Espetacular da Record, revelou que o Renato Rocha, o Negrete, ex-baixista da Legião Urbana e que gravou os três primeiros discos da banda, se encontra hoje na mais absoluta miséria, morando nas ruas do centro do Rio de Janeiro.

Uma situação triste, chocante até, para uma pessoa que integrou a banda brasileira que mais discos vendeu. A reportagem traz depoimentos do pai do Negrete e também de Philippe Seabra, guitarrista da Plebe Rude. Assista abaixo.










 

17/02/2012

Carnaval é legal (MTV), 1995


A MTV Brasil, nos anos 1990, sabia aproveitar algumas datas para produzir programas com umas sessions bem legais. Já postei por aqui o Romance MTV, especial de Dia dos Namorados, de 1995.

No mesmo ano, a emissora havia levado ao ar o especial  Carnaval é Legal que contou com um line up improvável que ia do Ratos de Porão a Bezerra da Silva, passando por bandas como Chico Science & Nação Zumbi, Little Quail and the Mad Birds e Planet Hemp, entre outras.

Abaixo, os vídeos do programa, que encontrei no blog La Cumbuca.









Little Quail And The Mad Birds - "Tem Galinha No Bonde"


Planet Hemp - "Nega do Cabelo Duro"


Garage Fuzz - "Abre Alas"


Chico Science e Nação Zumbi - "Eu Mato" (Jorge Du Peixe nos vocais)


Ratos de Porão - "Ala-la-ô"


Bezerra da Silva - "Fica Doido Varrido"


Skank - "O Teu Cabelo Não Nega"


Kleirderman - "Está Chegando a Hora"


Ultraje A Rigor - "Yes, Nós Temos Banana"


02/12/2011

A vez dos 1990

Raimundos
Depois da safra cinematográfica sobre o rock brasiliense dos anos 1980, chegou a vez da geração dos 1990 ilustrar as telas. A cena que começou a engatinhar no refluxo da tsunami dos antecessores e que revelou nacionalmente bandas como Raimundos, Little Quail, Maskavo Roots e DFC, será retrada no documentário Geração Baré-cola, do diretor Patrick Grosner.

O nome é uma homenagem a um refri envasado em garrafa de cerveja que existia no DF.

Little Quail and the Mad Birds
Patrick, que tambem registrou muita coisa dessa época como fotógrafo, explica que o filme será baseado em 33 entrevistas com músicos e pessoas que vivenciaram a época. "A narrativa foi construída com imagens de arquivos VHS únicos, intercaladas com 33 entrevistas atuais. Entre o material de arquivo, encontram-se vídeo-clips e imagens inéditas de apresentações e ensaios de bandas como: Raimundos, Little Quail and The Mad Birds, Maskavo Roots, Pravda, Oz, Low Dream, DFC, Os Cabeloduro e outros". Esperemos.  Enquanto isso, um drops com as fotos de algumas bandas.

Maskavo Roots

Oz

Cambio Negro
Os Cabeloduro

28/09/2011

Presente para os brasilienses

por Penny Lane

O filme de abertura da 44ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no dia 26, foi o tão esperado Rock Brasília - A Era de Ouro, do cineasta Vladimir Carvalho e produção de Marcus Ligocki Jr.

O filme conta a história das principais bandas brasilienses nascidas nos anos 80, e que colocaram Brasília definitivamente no mapa do rock´n roll mundial. Com cenas reais da época e vários depoimentos de personagens da chamada “Era de ouro” do rock nacional, uma época pré-jabá onde as rádios tinham liberdade musical para escolher o que queriam tocar. Os shows no Foods e na Zoom dão um choque na memória dos que viveram a época mágica.

Em meio às quadras do Plano Piloto e a Colina, a história do rock nacional ganhava páginas de glória, redigidas por integrantes da Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. Uma entrevista de Vladimir com Renato Russo em pleno boom da Legião traz recordações boas e arranca risadas da platéia. A ironia do gênio do rock brasileiro passeia por momentos não tão charmosos de uma época de repressão e censura.

Mais emocionante é o depoimento do professor Briquet, pai de Fê e Flávio Lemos, que com seu jeitinho paternal arrancou lágrimas do público. Outro momento a ser destacado é o relato sobre a causa mortis de Renato Russo: “ele morreu de depressão, não de HIV”, relata Carmem Tereza, irmã do cantor. A película mostra também o quanto a vida de Renato foi chacoalhada pelo show da Legião no Mané Garrincha em 1988.

O documentário é uma obra prima do cinema nacional. Expõe um período em que a juventude, por mais oprimida que fosse, encontrou uma forma de dizer o que pensava através de uma linguagem universal.

Parabéns aos produtores e atores do filme, especialmente Vladimir Carvalho que como poucos, encontrou uma forma nobre e emocionante de declarar seu amor a Brasília. Nós agradecemos o presente!

27/09/2011

Cinema: Rock Brasília emociona a plateia

do site do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Plateia lotada e aplausos efusivos. Este foi o resultado da exibição do longa-metragem Rock Brasília - era de ouro, que abriu o 44º Festival de Brasília do cinema brasileiro, na noite de segunda-feira, dia 26. O mais recente filme de Vladmir Carvalho foi exibido em hors concours e atraiu, à Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, autoridades (o Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o Secretário de Cultura, Hamilton Pereira, e o coordenador geral do Festival, Nilson Rodrigues), cineastas, jornalistas, roqueiros e público em geral, para uma grande homenagem ao rock de Brasília nos anos 80, quando surgiram as bandas Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.

A noite festiva do 44º Festival de Brasília do cinema brasileiro foi comandada pelo ator José de Abreu, no papel de apresentador. Ele fez questão de chamar a atenção não só para a programação de filmes, mas também para os seminários que serão promovidos pelo evento, como forma de "repensar o cinema nacional e discutir seus desafios e potencialidades", disse José de Abreu.

Antes da projeção, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do maestro Cláudio Cohen, executou duas obras: Brasília Episódio Sinfônico, de Fernando Morais, trompista da OSTNCS, e Eduardo e Mônica, sucesso de Renato Russo, que recebeu arranjos de Renato Vasconcelos. A apresentação foi aplaudida de pé por uma platéia de cerca de 1.500 espectadores.

Para fazer a apresentação do longa-metragem da noite, José de Abreu relembrou um pouco da história do documentarista Vladmir Carvalho, repassando o vínculo do diretor com o próprio Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. "Desde o filme As Bolandeiras, passando por Barra 68 e tantos outros títulos, a história de Vladimir se confunde com a do Festival de Brasília", lembrou José de Abreu. Logo depois, Vladimir Carvalho foi convidado a subir ao palco e foi recebido de pé pela platéia com um aplauso efusivo. O cineasta convocou todos da equipe do filme que estavam no local. Subiram, além da equipe técnica e de produção, os roqueiros que são algumas das estrelas do documentário: Flávio e Fê Lemos, da banda Capital Inicial, André Müller e Phillippe Seabra, da Plebe Rude, além da mãe de Renato Russo, Carmem Manfredini. No filme, eles falam da história de cada um e de suas vidas atualmente.

O produtor Marcus Ligocki foi o primeiro a agradecer a disponibilidade dos roqueiros em atender a equipe do filme, concedendo grandes e longas (e muitas vezes divertidas) entrevistas. Marcus lembrou a apresentação apoteótica do Capital Inicial no sábado no Rock in Rio; comentou o show próximo que a Legião fará no mesmo festival carioca e a indicação ao Grammy latino para o disco que celebra os 30 anos da Plebe Rude. Ligock fez questão de citar os mecanismos institucionais de patrocínio, como FAC - Fundo de Arte Cultura, da Secretaria de Cultura do GDF, e Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, que possibilitaram a realização do filme.

Ao falar, Vladimir Carvalho quis fazer apenas dois grandes agradecimentos: ao Secretário Hamilton Pereira, pelo apoio do FAC, e ao empenho pessoal do ex-ministro Juca Ferreira, que estava presente no evento e foi bastante aplaudido. "Quis trazer às telas a história desta fabulosa rapaziada que marcou a história do Brasil", afirmou o cineasta. E, emocionado, concluiu: "Brasília foi muito vilipendiada nos últimos anos, sofreu com os poderosos que não mereciam sua representatividade. No fundo, eu fiz este filme pra dizer: eu te amo, Brasília!"



Foram quase duas horas de exibição, para uma platéia totalmente cativada. Aplausos no meio do filme, gargalhadas e lágrimas ao final, com o belo depoimento de Briquet de Lemos, pai de Flávio e Fê Lemos.

Uma noite histórica!

14/09/2011

Grana, fama e infortúnio

Philippe Seabra participou do Infortúnio, híbrido de desenho animado e talk show da MTV Brasil, inspirado no clássico Space Ghost Coast to Coast do Cartoon Network.

O vocalista da Plebe Rude fala sobre a origem do movimento punk em Brasília e sobre o apogeu da geração ícone do rock brasileiro, ao lado de Legião Urbana e Capital Inicial. A Funérea ainda dá uma palhinha cantando Até quando esperar junto com aquele que é conhecido na boca pequena como Fifi Trovoada. Assista abaixo, em duas partes



21/07/2011

Entrevista: Vladimir Carvalho e Carmem Manfredini

O documentário Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, está no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro deste ano. Há uma semana, o filme ganhou o prêmio de melhor documentário no 4º Paulínia Festival de Cinema, na cidade homônima, no interior paulista. No FBCB, o filme, que retrata a pré-história das bandas brasilienses dos anos 1980, vai concorrer na Mostra Brasília, com outras produções do Distrito Federal.

Este vídeo abaixo, foi produzido pelo Youtube Cinema, canal que estreou recentemente e que fez uma cobertura bem legal do Paulínia Festival. Confira a entrevista com o diretor e com Carmem Manfredini, mãe de Renato Russo, nos bastidores do festival.



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18/07/2011

Making of de Faroeste Caboclo

As filmagens de Faroeste Caboclo, longa metragem de René Sampaio, inspirado na canção-fábula da Legião Urbana terminaram na semana passada.

Pouco depois, a produção divulgou um pequeno vídeo de bastidores com imagens até então inéditas de João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) e Maria Lúcia (Isis Valverde) no Lago Paranoá.

A estreia de Faroeste Caboclo deve acontecer até o final de 2011.


12/07/2011

Clássicos Versão 2011

Duas das mais importantes bandas do rock brasileiro retornam à cena em DVDs com a retrospectiva de toda a carreira e resgate de velhos hits com releituras honestas.

Um dos grandes testes para uma grande banda, é ela se recuperar de uma perda ou desfalque profundo. E um bom passo pra exorcizar os fantasmas ancestrais, é revisitar a carreira. Sem melancolia e nem culpa, bom frisar. Ou seja, assumir o legado e seguir em frente.

Plebe Rude e Raimundos sofreram baixas importantes. O caso da Plebe foi até mais simples. A banda perdeu o Ameba (o contraponto vocal) e Gutje (e seus rontontons).

Mas, com a entrada de um dos grandes guitarristas/front man do rock brasileiro, Clemente (Inocentes); e de Txotxa (ex-Maskavo Roots e um dos melhores bateristas do Brasil). A superação foi relativamente tranquila.

Já o Raimundos, com perdão do trocadilho infame, perdeu o cara que era a cara da banda. E que além disso, era dono de um carisma incomum e de um timbre vocal inconfundível. Pra qualquer outra banda, isso seria o mesmo que o fim. Mas, o Raimundos não acabou e, apesar de uma temporada no limbo, retomou a agenda de shows cheios e apresentações vibrantes.

No público, além dos fãs mais velhos, uma garotada que não tinha idade para ver shows na Era Rodolfo.

Os DVDs Roda Viva, do Raimundos e Rachando o Concreto, da Plebe Rude já estão à venda nas melhores lojas do ramo e na internet.


Abaixo, dois vídeos liberados para a divulgação.

Raimundos - Me Lambe


Plebe Rude - Até quando esperar


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11/07/2011

Somos tão jovens

Aborto Elétrico em show na 208 sul
Preso por uma doença degenerativa numa cadeira de rodas, Renato Manfredini Junior, 16 anos, se refugia na poesia e na música.


Infeliz e desajustado, ele só encontra consolo no sonho de se tornar o líder de uma grande banda de rock. Uma vez curado ele descobre no movimento punk uma saída para seu sentimento de inadequação, adota o nome de Renato Russo e forma com amigos da Turma da Colina a banda Aborto Elétrico, compondo as contundentes Que País é Este? Tédio, Música Urbana e Geração Coca Cola....

É nesse período pouco conhecido da história de um dos maiores ícones do rock brasileiro que se ambienta o filme Somos tão jovens, do cineasta Antonio Carlos da Fontoura. O filme faz parte da trinca de ases sobre o rock brasiliense que estreiam este ano nos cinemas do Brasil. Os outros são Rock Brasília, Era de Ouro, do diretor Vladimir Carvalho e que estreou no Festival de Paulínia (SP) no último sábado (9); e Faroeste Caboclo - O filme, de René Sampaio. Assista abaixo, à reportagem do Fantástico.




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21/06/2011

Fala, Codorna!

Duas entrevistas bem legais com o Little Quail and the Mad Birds, uma das bandas mais influentes do rock brasileiro nos anos 1990.

No primeiro vídeo, a banda participa de um programa de TV local, nos idos de 1992.

Detalhe interessante é que foi uma entrevista antes de um show no Teatro Nacional, cujo ingresso custava 9 mil "dinheiros". Pra quem não sabe ou não se lembra da inflação, dá pra ter uma ideia do que é uma moeda que não vale nada.

O segundo vídeo foi feito pelo Evandro Esfolando, um amigo de longa data dos três, em 2010. O trio tinha se reunido novamente para um show no festival Rolla Pedra, em Brasília, e o Evandro teve a sacação de registrar esse momento bem autêntico do Little Quail no backstage do evento.




11/06/2011

Rock Brasíla: "Making of"

Renato Russo e Vladimir Carvalho
Making of das filmagens do longa metragem Rock Brasília, no Rio de Janeiro.

E o documentário do cineasta Vladimir Carvalho, que agora tem o subtítulo "a Era de Ouro", foi selecionado para a mostra competitiva do Paulínia Festival de Cinema, que acontece na cidade homônima no interior paulista entre os dias 7 e 14 de julho. O filme concorre na categoria documentário com outras 5 produções.

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