Mostrando postagens com marcador 80. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 80. Mostrar todas as postagens

11/05/2013

Somos tão Jovens: Arte e vida real

Show na SQS 208 - 1982
No decorrer da última semana, publicamos no braço facebookiano do R64, uma série que ilustra bem a qualidade mais notável no filme Somos tão Jovens, a impecável direção de arte.

Os shows do Cafofo (407 norte), o do gramado da SQS 208 e o do festival Atlântida. Alguns mais implicantes podem se incomodar com deslizes como a troca do baixo SG usado originalmente por Renato Russo por uma guitarra Les Paul, mas não compromete em nada a fidedignidade estética de época presente no longa metragem,

Neste post, vocês podem conferir as imagens comparativas das fotos promocionais do filme com os registros dos eventos reais. Reparem que na foto do show na SQS 208, até um anônimo homem de chapéu foi reproduzido em Somos tão Jovens.

A foto do festival Atlântida é de Renato Mendonça e as outras de autores desconhecidos (quem souber ou for o autor, é só avisar).



Show no Cafofo - 1980
Festival Atlântida - 1983

24/04/2012

Legião Urbana e Paralamas do Sucesso juntos (1988)

Esse especial da TV Globo, gravado no Teatro Fênix, foi ao ar originalmente em 1988.

Recentemente foi lançado também em dvd e traz hits das duas bandas além de um cover incidental dos Rolling Stones.

Segue o set list do programa e o vídeo na íntegra.




Abertura
Será
Meu Erro
Tédio
Depois que o Ilê Passar
Tempo Perdido
Alagados
O Beco
Que País é Esse
Nada Por Mim
Dois Elefantes
Eu Sei Ainda é Cedo/Jumpin' Jack Flash

 

26/03/2012

Que país é este?

Uma reportagem do Domingo Espetacular da Record, revelou que o Renato Rocha, o Negrete, ex-baixista da Legião Urbana e que gravou os três primeiros discos da banda, se encontra hoje na mais absoluta miséria, morando nas ruas do centro do Rio de Janeiro.

Uma situação triste, chocante até, para uma pessoa que integrou a banda brasileira que mais discos vendeu. A reportagem traz depoimentos do pai do Negrete e também de Philippe Seabra, guitarrista da Plebe Rude. Assista abaixo.










 

06/10/2011

R64 Brasil: Três Acordes de Cólera (Documentário)

O documentário Três Acordes de Cólera , de 2005, foi trabalho de conclusão de curso de Paulinha Harumi e Thais, duas estudantes de comunicação social da PUC e fãs da banda.

Foi exibido originalmente pela TV PUC e disponibilizado no Youtube. Uma boa oportunidade para quem ouviu falar ou conheceu a banda somente após a morte do líder Redson.

Uma banda que conseguiu ser independente por 30 anos sem precisar de midia ou dinheiro de leis de incentivo. Honestidade autoral, integridade artística e coerência ideológica.

28/09/2011

Presente para os brasilienses

por Penny Lane

O filme de abertura da 44ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no dia 26, foi o tão esperado Rock Brasília - A Era de Ouro, do cineasta Vladimir Carvalho e produção de Marcus Ligocki Jr.

O filme conta a história das principais bandas brasilienses nascidas nos anos 80, e que colocaram Brasília definitivamente no mapa do rock´n roll mundial. Com cenas reais da época e vários depoimentos de personagens da chamada “Era de ouro” do rock nacional, uma época pré-jabá onde as rádios tinham liberdade musical para escolher o que queriam tocar. Os shows no Foods e na Zoom dão um choque na memória dos que viveram a época mágica.

Em meio às quadras do Plano Piloto e a Colina, a história do rock nacional ganhava páginas de glória, redigidas por integrantes da Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. Uma entrevista de Vladimir com Renato Russo em pleno boom da Legião traz recordações boas e arranca risadas da platéia. A ironia do gênio do rock brasileiro passeia por momentos não tão charmosos de uma época de repressão e censura.

Mais emocionante é o depoimento do professor Briquet, pai de Fê e Flávio Lemos, que com seu jeitinho paternal arrancou lágrimas do público. Outro momento a ser destacado é o relato sobre a causa mortis de Renato Russo: “ele morreu de depressão, não de HIV”, relata Carmem Tereza, irmã do cantor. A película mostra também o quanto a vida de Renato foi chacoalhada pelo show da Legião no Mané Garrincha em 1988.

O documentário é uma obra prima do cinema nacional. Expõe um período em que a juventude, por mais oprimida que fosse, encontrou uma forma de dizer o que pensava através de uma linguagem universal.

Parabéns aos produtores e atores do filme, especialmente Vladimir Carvalho que como poucos, encontrou uma forma nobre e emocionante de declarar seu amor a Brasília. Nós agradecemos o presente!

27/09/2011

Cinema: Rock Brasília emociona a plateia

do site do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Plateia lotada e aplausos efusivos. Este foi o resultado da exibição do longa-metragem Rock Brasília - era de ouro, que abriu o 44º Festival de Brasília do cinema brasileiro, na noite de segunda-feira, dia 26. O mais recente filme de Vladmir Carvalho foi exibido em hors concours e atraiu, à Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, autoridades (o Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o Secretário de Cultura, Hamilton Pereira, e o coordenador geral do Festival, Nilson Rodrigues), cineastas, jornalistas, roqueiros e público em geral, para uma grande homenagem ao rock de Brasília nos anos 80, quando surgiram as bandas Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.

A noite festiva do 44º Festival de Brasília do cinema brasileiro foi comandada pelo ator José de Abreu, no papel de apresentador. Ele fez questão de chamar a atenção não só para a programação de filmes, mas também para os seminários que serão promovidos pelo evento, como forma de "repensar o cinema nacional e discutir seus desafios e potencialidades", disse José de Abreu.

Antes da projeção, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do maestro Cláudio Cohen, executou duas obras: Brasília Episódio Sinfônico, de Fernando Morais, trompista da OSTNCS, e Eduardo e Mônica, sucesso de Renato Russo, que recebeu arranjos de Renato Vasconcelos. A apresentação foi aplaudida de pé por uma platéia de cerca de 1.500 espectadores.

Para fazer a apresentação do longa-metragem da noite, José de Abreu relembrou um pouco da história do documentarista Vladmir Carvalho, repassando o vínculo do diretor com o próprio Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. "Desde o filme As Bolandeiras, passando por Barra 68 e tantos outros títulos, a história de Vladimir se confunde com a do Festival de Brasília", lembrou José de Abreu. Logo depois, Vladimir Carvalho foi convidado a subir ao palco e foi recebido de pé pela platéia com um aplauso efusivo. O cineasta convocou todos da equipe do filme que estavam no local. Subiram, além da equipe técnica e de produção, os roqueiros que são algumas das estrelas do documentário: Flávio e Fê Lemos, da banda Capital Inicial, André Müller e Phillippe Seabra, da Plebe Rude, além da mãe de Renato Russo, Carmem Manfredini. No filme, eles falam da história de cada um e de suas vidas atualmente.

O produtor Marcus Ligocki foi o primeiro a agradecer a disponibilidade dos roqueiros em atender a equipe do filme, concedendo grandes e longas (e muitas vezes divertidas) entrevistas. Marcus lembrou a apresentação apoteótica do Capital Inicial no sábado no Rock in Rio; comentou o show próximo que a Legião fará no mesmo festival carioca e a indicação ao Grammy latino para o disco que celebra os 30 anos da Plebe Rude. Ligock fez questão de citar os mecanismos institucionais de patrocínio, como FAC - Fundo de Arte Cultura, da Secretaria de Cultura do GDF, e Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, que possibilitaram a realização do filme.

Ao falar, Vladimir Carvalho quis fazer apenas dois grandes agradecimentos: ao Secretário Hamilton Pereira, pelo apoio do FAC, e ao empenho pessoal do ex-ministro Juca Ferreira, que estava presente no evento e foi bastante aplaudido. "Quis trazer às telas a história desta fabulosa rapaziada que marcou a história do Brasil", afirmou o cineasta. E, emocionado, concluiu: "Brasília foi muito vilipendiada nos últimos anos, sofreu com os poderosos que não mereciam sua representatividade. No fundo, eu fiz este filme pra dizer: eu te amo, Brasília!"



Foram quase duas horas de exibição, para uma platéia totalmente cativada. Aplausos no meio do filme, gargalhadas e lágrimas ao final, com o belo depoimento de Briquet de Lemos, pai de Flávio e Fê Lemos.

Uma noite histórica!

14/09/2011

Grana, fama e infortúnio

Philippe Seabra participou do Infortúnio, híbrido de desenho animado e talk show da MTV Brasil, inspirado no clássico Space Ghost Coast to Coast do Cartoon Network.

O vocalista da Plebe Rude fala sobre a origem do movimento punk em Brasília e sobre o apogeu da geração ícone do rock brasileiro, ao lado de Legião Urbana e Capital Inicial. A Funérea ainda dá uma palhinha cantando Até quando esperar junto com aquele que é conhecido na boca pequena como Fifi Trovoada. Assista abaixo, em duas partes



21/07/2011

Entrevista: Vladimir Carvalho e Carmem Manfredini

O documentário Rock Brasília - Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, está no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro deste ano. Há uma semana, o filme ganhou o prêmio de melhor documentário no 4º Paulínia Festival de Cinema, na cidade homônima, no interior paulista. No FBCB, o filme, que retrata a pré-história das bandas brasilienses dos anos 1980, vai concorrer na Mostra Brasília, com outras produções do Distrito Federal.

Este vídeo abaixo, foi produzido pelo Youtube Cinema, canal que estreou recentemente e que fez uma cobertura bem legal do Paulínia Festival. Confira a entrevista com o diretor e com Carmem Manfredini, mãe de Renato Russo, nos bastidores do festival.



dsds

18/07/2011

Making of de Faroeste Caboclo

As filmagens de Faroeste Caboclo, longa metragem de René Sampaio, inspirado na canção-fábula da Legião Urbana terminaram na semana passada.

Pouco depois, a produção divulgou um pequeno vídeo de bastidores com imagens até então inéditas de João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) e Maria Lúcia (Isis Valverde) no Lago Paranoá.

A estreia de Faroeste Caboclo deve acontecer até o final de 2011.


12/07/2011

Clássicos Versão 2011

Duas das mais importantes bandas do rock brasileiro retornam à cena em DVDs com a retrospectiva de toda a carreira e resgate de velhos hits com releituras honestas.

Um dos grandes testes para uma grande banda, é ela se recuperar de uma perda ou desfalque profundo. E um bom passo pra exorcizar os fantasmas ancestrais, é revisitar a carreira. Sem melancolia e nem culpa, bom frisar. Ou seja, assumir o legado e seguir em frente.

Plebe Rude e Raimundos sofreram baixas importantes. O caso da Plebe foi até mais simples. A banda perdeu o Ameba (o contraponto vocal) e Gutje (e seus rontontons).

Mas, com a entrada de um dos grandes guitarristas/front man do rock brasileiro, Clemente (Inocentes); e de Txotxa (ex-Maskavo Roots e um dos melhores bateristas do Brasil). A superação foi relativamente tranquila.

Já o Raimundos, com perdão do trocadilho infame, perdeu o cara que era a cara da banda. E que além disso, era dono de um carisma incomum e de um timbre vocal inconfundível. Pra qualquer outra banda, isso seria o mesmo que o fim. Mas, o Raimundos não acabou e, apesar de uma temporada no limbo, retomou a agenda de shows cheios e apresentações vibrantes.

No público, além dos fãs mais velhos, uma garotada que não tinha idade para ver shows na Era Rodolfo.

Os DVDs Roda Viva, do Raimundos e Rachando o Concreto, da Plebe Rude já estão à venda nas melhores lojas do ramo e na internet.


Abaixo, dois vídeos liberados para a divulgação.

Raimundos - Me Lambe


Plebe Rude - Até quando esperar


fdfdfd

11/07/2011

Somos tão jovens

Aborto Elétrico em show na 208 sul
Preso por uma doença degenerativa numa cadeira de rodas, Renato Manfredini Junior, 16 anos, se refugia na poesia e na música.


Infeliz e desajustado, ele só encontra consolo no sonho de se tornar o líder de uma grande banda de rock. Uma vez curado ele descobre no movimento punk uma saída para seu sentimento de inadequação, adota o nome de Renato Russo e forma com amigos da Turma da Colina a banda Aborto Elétrico, compondo as contundentes Que País é Este? Tédio, Música Urbana e Geração Coca Cola....

É nesse período pouco conhecido da história de um dos maiores ícones do rock brasileiro que se ambienta o filme Somos tão jovens, do cineasta Antonio Carlos da Fontoura. O filme faz parte da trinca de ases sobre o rock brasiliense que estreiam este ano nos cinemas do Brasil. Os outros são Rock Brasília, Era de Ouro, do diretor Vladimir Carvalho e que estreou no Festival de Paulínia (SP) no último sábado (9); e Faroeste Caboclo - O filme, de René Sampaio. Assista abaixo, à reportagem do Fantástico.




dsdsds

11/06/2011

Rock Brasíla: "Making of"

Renato Russo e Vladimir Carvalho
Making of das filmagens do longa metragem Rock Brasília, no Rio de Janeiro.

E o documentário do cineasta Vladimir Carvalho, que agora tem o subtítulo "a Era de Ouro", foi selecionado para a mostra competitiva do Paulínia Festival de Cinema, que acontece na cidade homônima no interior paulista entre os dias 7 e 14 de julho. O filme concorre na categoria documentário com outras 5 produções.

08/06/2011

Eduardo e Mônica agora vendem celular

Um comercial de empresa de telefonia produziu um curta-metragem com a música Eduardo e Mônica, da Legião Urbana, para uma campanha de Dia dos Namorados.

Mas, cuidado, é um filme publicitário. E como dizia o Renato Russo nos tempos do Aborto Elétrico, a vida que a gente leva não é nada igual aos anúncios de empresas de telefonia.

17/05/2011

Discoteca Nacional: 23 anos de Psicoacústica

por Paulo Marchetti

Hoje (11/05), o mundo lembra dos 30 anos da morte do pai do reggae Bob Marley. Nada mais justo. Adoro BM, aliás, reggae pra mim é só Bob Marley.

Mas aqui lembro dos 23 anos de lançamento do maravilhoso, estupendo, inacreditável e importanticississiwissímo Psicoacústica, terceiro disco do Ira! , lançado exatamente em 11 de maio de 1988.

Psicoacústica é daqueles discos que serão eternamente atuais. Até a capa é em 3D!!!!! Eu sou bastante suspeito para falar desse disco que é cheio de detalhes curiosos e que é um dos responsáveis pela mudança de comportamento (!!!) no cenário musical da época. 


Infelizmente o Ira! acabou, porque Psicoacústica poderia muito bem ser homenageado em um show com o disco inteiro sendo executado....

Para entender um pouco do contexto da época de seu lançamento, leia também o post do blog Sete doses de cachaça, Quando Tudo Mudou.

Nessa singela homenagem, resgato duas críticas do disco publicadas na época de seu lançamento: uma da revista Veja e outra da Folha de São Paulo de pré-lançamento. Sugiro também ler a reportagem e crítica escrita por Thales da Menezes na Folha de São Paulo, caderno Ilustrada, do dia 11-05-1988. É só acessar o acervo digital da FSP.

Músicas
1 – Rubro Zorro
2 – Manhãs de Domingo
3 – Poder, Sorriso, Fama
4 – Receita Para Se Fazer Um Herói
5 – Pegue Essa Arma
6 – Farto do Rock’n’Roll
7 – Advogado do Diabo
8 – Mesmo Distante

Drops Efemérides do Rock Brasileiro: Nesse mesmo 11 de maio de 1988, foi lançado Trashland (EMI), segundo disco da Mercenárias, produzido por Edgard Scandurra.


Revista Veja – 25/05/1988 (edição 1029, página 127)

Caixa de Música
Bons LPs de Maria Bethânia, Cazuza e Ira!

Psicoacústica, Ira! – Em seu terceiro LP, o quarteto paulista Ira! Consegue a proeza de se manter original no rock brasileiro. O segredo do grupo, além da atuação competente dos instrumentistas, é buscar referências num escaninho da história da música pop hoje esquecido por todos os grupos – o rock inglês do comecinho dos anos 60, anterior a explosão dos Beatles, dos cabelos longos e do psicodelismo. Esse rock era executado pelos mods, rapazes até certo ponto bem-comportados, que se vestiam no rigor da moda e carregavam suas músicas de ironia.


Em Psicoacústica, o clima das letras e pesado – os versos falam de crimes, tiros pelas costas, castigo, farsas e perigo. Em contrapartida, a maioria das canções tem melodia fáceis e alegres. Esse contraste empresta as faixas Poder, Sorriso, Fama e Receita Para Se Fazer Um Herói um clima de dubiedadee de sarcasmo que dá ao grupo a sua marca. Psisicoacústica, de maneira coerente com as influências do grupo, recupera também um brincadeira típica do final dos anos 50 – o dos óculos em 3D. Cada disco vem acompanhado de um par deles, necessário para se decifrar o desenho tridimensional da capa e do selo do LP.


Folha de São Paulo, caderno Ilustrada, 04/11/1988
Da reportagem local

Psicoacústica é uma coisa sutil: trata-se de aproveitar um disparo no começo da fita ou um resto de canção que ficou registrado em baixo da versão final. Pode ser um acidente, um canal que não foi usado e saiu na mixagem final, ou “a rodada de lâmpada acidental”. A partir das próximas semanas, “Psicoacústica” vai ser mesmo o nome do terceiro LP do grupo Ira! Que, segundo o guitarrista Edgar (sic) Scandurra, está pronto sem “ nenhuma faixa com apelo pop muito forte”.




O repertório total é composto por oito canções. “Pegue essa arma” já está tocando nas FMs alternativas. Edgar (sic), 26, explica que “Psicoacústica” foi uma palavra inventada pelos quatro integrantes do grupo depois das gravações. “A gente colocou detalhes que não iriam sair nos arranjos iniciais e quase todos eram incidentais”.

Como a introdução de “Fato do Rock’n’Roll” (sic): o som de um ricochete é na verdade o ruído da fita quando alguém apertou o botão “play”. Ou então o final de “Manhãs de Domingo”: a música acaba utilizando um trecho da primeiragravação que fizemos. A gente tinha gravado a versão final em cima da anterior e, quando fomos ouvir, tinha um trecho final ainda registrado e ele era legal. Então unimos”, explicou Scandurra.

Esses detalhes “tão pequenos” de “Psicoacústica” deixam Edgar (sic) ansioso com o novo trabalho. É o primeiro produzido só pela banda, sem os toques de Peninha Schmidt ou Peninha. “Ficamos mais livres”, disse os guitarrista. Ele disse que perdeu a fita com o registro final e garante estar “com saudade de ouvir de novo”. (LB)

03/05/2011

Rock Brasília, o Filme: Teaser trailer

Acabou de cair na rede o primeiro teaser trailer do documentário Rock Brasília - Ninguém segura essa utopia, do diretor Vladimir Carvalho. O filme narra o surgimento da cena rocker da capital nos anos 1980, desde os tempos seminais até o estouro nacional de Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. Sua estreia está prevista para o 2º semestre.

14/03/2011

Relicário fotográfico

Legião Urbana no Teatro Galpão
Nos idos de 1980 e pouco, eram raras as pessoas que andavam com máquinas fotográficas e ainda menos gente tinha disposição para fotografar shows de bandas iniciantes.

As imagens da postagem são registros históricos únicos de bandas que, pouco tempo depois, alcançariam sucesso nacional. As fotos são de Renato Mendonça Júnior, o Barney.





Plebe Rude

Escola de Escândalo

Capital Inicial
Zero (SP)
Legião Urbana



18/03/2010

Série 50 anos: 4. E o DF criou o Punk... (1980s)

É engraçado, mas quem me apresentou ao punk rock foi o rock brasiliense. Pra ser mais específico, foi o Detrito Federal. Eu tinha uns onze anos e jogava no mesmo time de futebol de moleques que o Gabriel Thomaz. Ele era um pouco mais velho e já tinha uma discoteca considerável. O pai dele tinha uma loja de discos no Rio de Janeiro e abastecia o filho em Brasília com clássicos e lançamentos.

Nas duas prateleiras cheias de LPs que o Gabriel tinha em casa, era possível encontrar desde o primeiro compacto do Ultraje a Rigor, ainda com o Edgar Scandurra até o É proibido fumar, do Roberto Carlos. Clássicos como o Álbum Branco dos Beatles dividiam espaço com lançamentos como Devo. Coisas obscuras como XMal Deutchland , Einstürzende Neubauten ou X compartilhavam a companhia de futuros clássicos como Rocket to Russia dos Ramones ou Give 'Em Enough Rope, do Clash, discos lançados menos de 10 anos antes. Era 1984.

Eu já era um pequeno consumidor de rock, algo que numa época em que não havia internet para se baixar músicas e os discos não eram das coisas mais baratas para se pedir quando se é tão novo, o jeito era pedir uns dois discos de aniversário e passar um bom tempo da vida gravando fitas e mais fitas. O bom era que encontrar bons rocks nas rádios não era tão raro como hoje, bastava um pouco de paciência e devoção pra se gravar umas fitas de 60 min só com bandas bacanas.

Eu tinha muita coisa da Plebe, Legião, Ira e outras bandas “grandes” na época. Mas, os acordes da música Desempregado e os primeiros versos: “Eu não pago água, eu não pago luz, eu não pago telefone, eu não pago gás” me causaram uma sensação que ainda não havia experimentado. Pela primeira vez eu percebi que “fazer uma banda” não era algo tão complicado assim. Naquele momento, fui picado pela mosca do punk rock e nunca mais fui o mesmo.

Na primeira oportunidade, comprei uma fita de 90 minutos, Basf, de cromo. Fui até a casa do Gabriel e pedi pra ele gravar o Detrito do disco Rumores e outras bandas “Punks que nem o Detrito Federal”. Saí de lá com noventa minutos de punk rock. Sex Pistols, Ramones, Clash (não gostei na época, fui aprender a gostar mais tarde), Replicantes, Cólera, Dead Kennedys, Camisa de Vênus....

Na minha insignificante história de vida não houve CBGB ou Londres. O punk surgiu em Brasília e o Sex Pistols foi o Detrito Federal. E eu podia fazer uma banda... (continua)

03/12/2009

Tonton Macoute – O bicho papão do rock de Brasília


por Daniel Cariello*

De vez em quando surge uma banda em que todo mundo aposta. É ouvida, comentada, os shows são legais e elogiados. Mas, por alguma tramóia do destino, acaba não dando certo. Os anos 80 produziram pelo menos duas clássicas na capital: o Escola de Escândalo e o Tonton Macoute.

A história da primeira é bem conhecida por quem acompanha o rock candango. Só pra dar uma situada básica, vale dizer que em 1987 o grupo assinou com a EMI e gravou uma demo produzida pelo plebeu Philippe Seabra. Mas, por motivos diversos, nunca conseguiram lançar o esperado disco de estréia. E o grupo acabou antes do fim da década.

O Tonton Macoute é o outro da safra. O nome foi roubado da polícia repressora do Haiti, no governo Papa Doc, e significa bicho papão, em francês. A formação inicial tinha o vocalista/letrista Cau, a tecladista/backin´ vocal Cláudia, o trompetista Flama e o baixista Maurício. Cadê a guitarra? Não tinha. O quarteto era completado por uma (hoje) arcaica bateria eletrônica.

Drum’n’bass nos anos 80? Hein?


A primeira demo mostrava que, em épocas de Legião, Capital e Plebe no auge, tinha gente na cidade disposta a fazer música diferente. Completamente diferente. O som eletrônico tinha vocais em português, inglês e alemão, muito mais recitados do que cantados, teclados inspirados por grupos como Ranaissance, baixo preciso e o incrível trompete. Isso tudo fazia da banda a única do gênero. Aliás, que gênero? Não dava pra classificar.

E muito antes do Rotomusic de Liquidificapum, o 1º disco do Pato Fu, as programações da bateria Roland do Tonton já chamavam a atenção. Animais, uma das primeiras composições, era praticamente um drum´n´bass. E A Pele era algo como um acid jazz. Isso em 1986.

A fita demo do grupo foi parar nas mãos da Fluminense FM, uma conhecida rádio de vanguarda do Rio. Pra vocês terem uma idéia, foi a mesma rádio que tocou Legião Urbana antes de todo mundo. As músicas Electric Light e A Pele ficaram, respectivamente, em 1º e 2º lugar durante um bom tempo.

Quando a banda começava a decolar, o trompetista Flama decidiu tentar vôos maiores. Saiu pra tocar em uma orquestra no Rio de Janeiro. E logo depois o baixista Maurício saiu também.

Tempo de reformulações
Entra Sérgio Couto, percussionista do Obina Shock, histórico grupo de Brasília que estourou nacionalmente com a música Vida. Abre parênteses. A estréia do Obina em vinil, com músicas em português, francês, inglês e dialetos africanos, influenciou diretamente os Paralamas a compor o disco Selvagem?. Fecha parênteses. Entra também o baixista Dedé, egresso da banda Fama. Volta Maurício.

Com novos membros e dois baixistas, um tocando eventual guitarra, o agora quinteto buscou um caminho um pouco mais pop. Mas isso não significou perda de qualidade. Mesmo sem Flama, o som continuava original. A segunda demo, com músicas como A Bruxinha e Mr. DeJohnette, uma homenagem ao baterista de jazz Jack DeJohnette, era tão boa quanto a primeira.

Mas o tempo foi passando e as expectativas de gravação de um disco foram por água abaixo quando Collor assumiu a presidência e cortou as verbas da cultura. Um tempo de trevas para os artistas brasileiros. E os primeiros que dançaram foram os que não se enquadravam no duvidoso gosto do ex-presidente.

Sem perspectivas, o grupo acabou. Cláudia e Sérgio Couto casaram-se e foram pra Varsóvia. Cau se mandou pro Rio. E assim terminou uma das mais criativas e originais bandas da história da cidade, avançada pra época e até hoje atual. Duvida? Baixe agora a copilação das duas demos da banda e tire suas próprias conclusões. (versão completa, atualizada em 4/12)
 *Daniel Cariello edita a revista Brazuca e o blog Chéri à Paris. 

Tonton Macoute (Demos, 1986-1987)

1. Intro
2. Electric night
3. A pele
4. O circo I
5.  A casa
6. O sino
7. Ruas I
8. Animais
9. O circo II
10. Mr. deJohnette
11. A bruxinha
12. Vigília
13. Ruídos
14. Ruas II


14/10/2009

Vídeo: Porão do Rock 2009

Eu sei que já tem um tempo que aconteceu o festival e que já se falou tudo o que era pra ser dito. Mas, encontrei por acaso uma matéria bacana sobre o domingo do revival no Porão do Rock 2009 e resolvi trazer pra cá. Essa matéria foi produzida para o programa Contradição Show e publicada no Youtube.

21/09/2009

O domingo do Rock Brasília no Porão



Neste ano, como todos sabem, a organização do festival convidou algumas das bandas mais significativas do rock de Brasília. Algumas bandas se mostraram impossíveis de se reunir, como ficou claro no caso do Escola de Escândalo. Colocaram o vocalista do Pravda para cantar as músicas do Bernardo e da Marielle e ainda tocar as guitrarras do Fejão, é mole? Fiquei meio sem graça pelos caras.

Detrito Federal e do Dungeon/Fallen Angel, foram bons, muito bons mesmo. No caso do primeiro – Cascão que me perdoe – o Alex Podrão é o Detrito em pessoa. No segundo, os músicos da banda do Alemão, são muito bons e ponto final. O negão (Fejão) é insubstituível, mas a banda remanescente tem competência de sobra.

Os Cabeloduro, foram simplesmente foda no palco dois. Qualquer coisa que eu fale a mais só vai estragar o que estava muito bom e agradável. O público então, nem se fala: pessoas de boa índole – famílias até! – desfrutando um momento de bom humor, diversão sadia sem violência. E versos como ‘estupra mas não mata, estupra e dá porrada’ ou “se eu tenho um ballantines e uma mulher gostosa, vou pra cama me fazer’ eram entoados em clima de colônia de férias.

Rolou até uma reunião surpresa, mas essa entra no rol das impossíveis, mesmo se os caras da banda o quisessem: Legião Urbana. Primeira grande baixa, Renato Russo. Outra ausência, estranhíssima para mim apesar de todo o folclore sobre o temperamento da figura, foi a do baixista Negrete. Talvez algum leitor saiba me explicar por que. Fizeram então uma formação com músicos desconhecidos e alguns meio que manjados.

Mas como eu já disse, é complicado falar de uma banda que vendeu mais discos que os Beatles no Brasil. E de todas aquelas pessoas que estavam lá, poucas viram a banda tocar. A banda tocaria sozinha que a galera faria o resto, como ocorreu em Pais e Filhos. Esta música foi cantada pelo Bonfá no início, mas na prática a platéia que cantou. Aliás, a escolha dos vocais foi muito mal feita, exceção dada ao Tony Platão.

Esta foi a primeira vez que o Legião toca aqui, desde o desastre de 1988. Tem noção que foi a primeira vez que eles puderam falar com Brasília, sem intermediários, desde então? Deixa então o Bonfá se emocionar e falar no microfone, de improviso, que está feliz. Nós também ficamos. E demoramos mais de vinte anos e mais de vinte milhões de discos para isto acontecer. E, sinceramente, gostaria que os caras do Legião soubessem disso.

Um outro show digno de nota: Paralamas do Sucesso. Não tenho palavras para explicar o que é ver aquela banda com tantos anos de carreira, que sem exagero, foi o catalizador da primeira geração de Bsb, tocar na Esplanada, mandando um hit atrás do outro. Fizeram uma parada sensacional em Meu Erro: começaram tocando ela tipo um ou dois tons abaixo, mas o suficiente para não descaracterizar a música e na parte ‘bastaria!’ entravam no tom da música mesmo (eu não estava bêbado; ou foi isso ou um pau nos monitores). Velho parecia que uma onda de adrenalina era despejada na galera de tal modo que a música crescia! Wow!!

Pra encerrar, os ícones dos anos 90 fizeram bonito. Maskavo Roots e Little Quail compareceram com apresetações deliciosamente memoráveis e com seus componentes originais. Os primeiros, com o line up poderosíssimo de cordas (PrataXPinduca) e uma cozinha muito precisa (MarraraXTxotxa). O Litlle Quail? Bem, só com figuras: o mestre dos palcos – Zé Ovo - a cozinha do Ultraje a Rigor – Bacalhau- e o sistema nervoso central dos Autoramas – Gabriel. Por fim, o Raimundos parece ter aprendido a usar seu arsenal de hits e estrapolou o tempo em 40 minutos, pra se ter uma noção. Grande festa da música brasiliense.

Texto: Zeca Domingos
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts with Thumbnails