Mostrando postagens com marcador 90. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 90. Mostrar todas as postagens

13/09/2013

Baré na mesa!

FCB ignora filme sobre um dos momentos mais importantes para a música e cultura da cidade

Depois da sequência de três filmes inspirados ou sobre o rock de Brasília nos anos 1980, o aguardado longa metragem Geração Baré-Cola – Usuários de Rock está chegando aos cinemas. A produção retrata o cenário do rock brasiliense da década de 1990, de onde despontaram Raimundos, Little Quail and The Mad Birds, Maskavo Roots, Oz, entre outras bandas que ajudaram a definir a cara do rock brasileiro no período.

Em seu primeiro teste de audiência, realizado em Brasília. O filme causou uma grande comoção entre os convidados para a sessão VIP. “Foi super aceito pelo público mas temos que dar o desconto por ser um filme que mostra a cidade com pessoas da cidade, e tinha muita gente na platéia que participou e ou conhecia as pessoas que participam do filme”, conta o diretor Patrick Grosner, que destacou a exibição do longa em Curitiba. “Foi uma grande surpresa, pois o público não era ligado ao rock e não sabia mesmo nada sobre o filme. No debate final fomos super aprovados, confirmando a força narrativa do filme e a total aceitação da plateia”.

Apesar de sua importância e de retratar uma época e uma cena que teve grande impacto nacional na produção musical e que ajudou a definir os rumos artísticos e estéticos daquela década, Geração Baré-Cola foi ignorado justamente pelo evento que deveria ser sua maior vitrine. O Festival de Cinema de Brasília.

“No ano passado, fomos realmente desdenhados pela comissão que selecionou os filmes do FCB, mas principalmente pela comissão da seleção Mostra Brasília, pois o filme tem um potencial incrível de interação com o público e conta uma história que ninguém ainda não contou”, lamenta o diretor.

Em 2012, a Mostra Brasília tinha espaço para a exibição de 4 longas com 3 curtas em cada sessão, mas os curadores resolveram selecionar apenas 2  longas para aumentar o número de curtas selecionados. Em 2013, o regulamento vedava a participação de filmes já inscritos no ano anterior.

“Fui assistir a todas as sessões e fiquei muito decepcionado com a qualidade do que foi selecionado. Muitos curtas ruins tiraram o espaço de pelo menos mais dois longas de qualidade! E para terminar, os dois longas selecionados dividiram os dois prêmios de longas oferecidos pelo festival. Acho que o FCB perdeu a grande chance de ver um filme de qualidade, com um assunto da cidade, que encheria facilmente uma sala com muita gente interagindo e curtindo um trabalho feito em Brasília para Brasília", diz Patrick Grosner.

Apesar desses contratempos, a estreia comercial está próxima e a julgar pelas reações despertadas nas pré-estreias, será um sucesso de público. “É uma incrível aventura sonora, repleta  de momentos especiais, causos e narrativas bem-humoradas, vivenciadas pelos músicos e suas respectivas bandas”, destaca o diretor. E nós aguardamos ansiosamente.

08/09/2012

Rock Brasília: A segunda geração chega às telas


Saiu o primeiro teaser do documentário Geração Baré-Cola que conta a história da cena brasiliense dos anos 1990, que revelou Raimundos, Maskavo Roots, Little Quail e outras.

Dirigido por Patrick Grosner, que tambem registrou muita coisa dessa época como fotógrafo, o filme é baseado em 33 entrevistas com músicos e pessoas que vivenciaram a época.

"A narrativa foi construída com imagens de arquivos VHS únicos, intercaladas com 33 entrevistas atuais. Entre o material de arquivo, encontram-se vídeo-clips e imagens inéditas de apresentações e ensaios de bandas como: Raimundos, Little Quail and The Mad Birds, Maskavo Roots, Pravda, Oz, Low Dream, DFC, Os Cabeloduro e outros", explica o diretor.

Aguardemos. Mas, antes, o teaser direto do forno, em primeira mão.


23/05/2012

Encontro anual do Little Quail em Brasília

Uma das bandas mais importantes e influentes dos anos 1990, o Little Quail and the Mad Birds faz neste domingo (27/5), em Brasília, o seu primeiro Encontro Anual.

É verdade que as apresentações esporádicas já vinham acontecendo desde 2009, quando a banda se reuniu para participar do Power Trio Festival, em São Paulo. Isso foi noticiado em primeira mão por aqui. Depois disso, o Little Quail participou do festival Porão do Rock, na edição que homenageou o rock brasiliense, no mesmo ano. Esse show foi gravado e está disponível aqui no R64.

Agora, pela primeira vez, estes revivals foram oficializados. “É, galera, não conseguimos resistir”, justificou Gabriel Thomaz, hoje à frente dos Autoramas. Nas redes sociais, fãs da banda pedem que este encontro além de anual seja também itinerante. “Não vai rolar SP, nem BH, nem Rio. É só esse, e parece q vai rolar todo ano. não tem como fazer turnê. Todo mundo é cheio de compromisso”, explicou. Lembrando que o Bacalhau é atualmente o baterista do Ultraje à Rigor; e o mito das 4 cordas, Zé Ovo, é roadie profissional de agenda cheia e que, nas folgas, também treina para competições de ciclismo.

Enquanto não sai o aguardado documentário sobre a cena brasiliense dos 1990 - Geração Baré-cola, do diretor Patrick Grosner - o show deste domingo será uma ótima oportunidade para se relembrar ou conhecer a banda desbravadora daquela geração, e ver um dos melhores shows do rock brasileiro.
 

12/05/2012

Cult 22 - 1991-2012+

Na noite desta 6ª feira (11), foi ao ar pela última vez o mais antigo programa de rock em rádios de Brasília. O Cult 22. Programa que foi ao ar pela primeira vez em de outubro de 1991, e durante quase 21 anos foi a principal janela para as bandas de Brasília. O programa também foi responsável pela produção e lançamento daquela que, ao lado do disco Rumores, é a mais importante coletânea do rock brasiliense, a Cult Cover Demo.

Hoje, o rock brasiliense amanheceu um pouco mais silencioso. Fica a homenagem e o agradecimento do Rock Brasilia, desde 1964 aos criadores do Cult 22, Carlos Marcelo e Marcos Pinheiro, e a todos que trabalharam neste programa tão importante para a cultura de Brasília.

"A sexta maior economia do mundo não tem educação, saúde, segurança pública e agora a capital do país perdeu seu principal meio de adquirir CULTURA. A minha escola de música fechou. Foi lá que aprendi a escutar o melhor do rock que a humanidade conseguiu produzir. Foi lá que toquei pela primeira vez quando ainda tinha 16 anos de idade e, novamente com o Lucy and the Popsonics, anos depois. Lá também escutávamos o melhor do metal, do pop.... Sim, era rock e pop sem discriminação + apoio cultural local. Foi lá que escutei Little Quail, Raimundos e outras milhares de bandas brasilienses pela primeira vez. Marcos Pinheiro, o grande historiador do rock brasiliense, esteve lá firme e forte todas às sextas por 20 anos sem nunca ter recebido um tostão sequer e provavelmente deve até ter gastado bastante. Ele investiu sua vida na minha educação musical e na minha diversão... e provavelmente de muitos brasilienses também. Brasil, Brasília.... vcs são indefensáveis." - Fernanda Popsonic, Lucy and the Popsonics.

"Um patrimônio da cultura de Brasília, morto pela má gestão. Que vergonha" - Penny Lane, site Rock Brasília.

"Não dá para acreditar..." - Cláudio Bull, Divine, Superquadra e Da Silva.

"Nem os governos Cristovam Buarque, Joaquim Roriz e Arruda conseguiram, mais um marco para o governo AGNELO + FiLLIPELI. Acabou..." - Djalma Phu, Macakongs 2099 e fundador do DFC.


Cult Cover Demo - Vários (1993)

01 - Animais dos Espelhos - Me perco (Mercenárias)
02 – BSB-H - Rock’n'roll all night (Kiss)
03 - DFC - Boys don’t cry (The Cure)
04 - Little Quail and the Mad Birds - Stock Car’s theme
05 - Low Dream - Baby can I hold you (Tracy Chapman)
06 - Mata Hari - Sunday Morning (The Velvet Underground)
07 - Oz - Walk like an Egyptian (The Bangles)
08 - Pravda - Eu me rendo (Fábio Jr)
09 - Raimundos - Desculpe, mas eu vou chorar (Leandro e Leonardo)
10 - Restless - Day tripper (The Beatles)
11 - Sunburst - Unbelievable (E.M.F.)
12 - The Succulent Fly - Digital (Joy Division)

17/02/2012

Carnaval é legal (MTV), 1995


A MTV Brasil, nos anos 1990, sabia aproveitar algumas datas para produzir programas com umas sessions bem legais. Já postei por aqui o Romance MTV, especial de Dia dos Namorados, de 1995.

No mesmo ano, a emissora havia levado ao ar o especial  Carnaval é Legal que contou com um line up improvável que ia do Ratos de Porão a Bezerra da Silva, passando por bandas como Chico Science & Nação Zumbi, Little Quail and the Mad Birds e Planet Hemp, entre outras.

Abaixo, os vídeos do programa, que encontrei no blog La Cumbuca.









Little Quail And The Mad Birds - "Tem Galinha No Bonde"


Planet Hemp - "Nega do Cabelo Duro"


Garage Fuzz - "Abre Alas"


Chico Science e Nação Zumbi - "Eu Mato" (Jorge Du Peixe nos vocais)


Ratos de Porão - "Ala-la-ô"


Bezerra da Silva - "Fica Doido Varrido"


Skank - "O Teu Cabelo Não Nega"


Kleirderman - "Está Chegando a Hora"


Ultraje A Rigor - "Yes, Nós Temos Banana"


02/12/2011

A vez dos 1990

Raimundos
Depois da safra cinematográfica sobre o rock brasiliense dos anos 1980, chegou a vez da geração dos 1990 ilustrar as telas. A cena que começou a engatinhar no refluxo da tsunami dos antecessores e que revelou nacionalmente bandas como Raimundos, Little Quail, Maskavo Roots e DFC, será retrada no documentário Geração Baré-cola, do diretor Patrick Grosner.

O nome é uma homenagem a um refri envasado em garrafa de cerveja que existia no DF.

Little Quail and the Mad Birds
Patrick, que tambem registrou muita coisa dessa época como fotógrafo, explica que o filme será baseado em 33 entrevistas com músicos e pessoas que vivenciaram a época. "A narrativa foi construída com imagens de arquivos VHS únicos, intercaladas com 33 entrevistas atuais. Entre o material de arquivo, encontram-se vídeo-clips e imagens inéditas de apresentações e ensaios de bandas como: Raimundos, Little Quail and The Mad Birds, Maskavo Roots, Pravda, Oz, Low Dream, DFC, Os Cabeloduro e outros". Esperemos.  Enquanto isso, um drops com as fotos de algumas bandas.

Maskavo Roots

Oz

Cambio Negro
Os Cabeloduro

12/07/2011

Clássicos Versão 2011

Duas das mais importantes bandas do rock brasileiro retornam à cena em DVDs com a retrospectiva de toda a carreira e resgate de velhos hits com releituras honestas.

Um dos grandes testes para uma grande banda, é ela se recuperar de uma perda ou desfalque profundo. E um bom passo pra exorcizar os fantasmas ancestrais, é revisitar a carreira. Sem melancolia e nem culpa, bom frisar. Ou seja, assumir o legado e seguir em frente.

Plebe Rude e Raimundos sofreram baixas importantes. O caso da Plebe foi até mais simples. A banda perdeu o Ameba (o contraponto vocal) e Gutje (e seus rontontons).

Mas, com a entrada de um dos grandes guitarristas/front man do rock brasileiro, Clemente (Inocentes); e de Txotxa (ex-Maskavo Roots e um dos melhores bateristas do Brasil). A superação foi relativamente tranquila.

Já o Raimundos, com perdão do trocadilho infame, perdeu o cara que era a cara da banda. E que além disso, era dono de um carisma incomum e de um timbre vocal inconfundível. Pra qualquer outra banda, isso seria o mesmo que o fim. Mas, o Raimundos não acabou e, apesar de uma temporada no limbo, retomou a agenda de shows cheios e apresentações vibrantes.

No público, além dos fãs mais velhos, uma garotada que não tinha idade para ver shows na Era Rodolfo.

Os DVDs Roda Viva, do Raimundos e Rachando o Concreto, da Plebe Rude estão à venda nas melhores lojas do ramo e na internet.


Abaixo, dois vídeos liberados para a divulgação.

Raimundos - Me Lambe


Plebe Rude - Até quando esperar


fdfdfd

21/06/2011

Fala, Codorna!

Duas entrevistas bem legais com o Little Quail and the Mad Birds, uma das bandas mais influentes do rock brasileiro nos anos 1990.

No primeiro vídeo, a banda participa de um programa de TV local, nos idos de 1992.

Detalhe interessante é que foi uma entrevista antes de um show no Teatro Nacional, cujo ingresso custava 9 mil "dinheiros". Pra quem não sabe ou não se lembra da inflação, dá pra ter uma ideia do que é uma moeda que não vale nada.

O segundo vídeo foi feito pelo Evandro Esfolando, um amigo de longa data dos três, em 2010. O trio tinha se reunido novamente para um show no festival Rolla Pedra, em Brasília, e o Evandro teve a sacação de registrar esse momento bem autêntico do Little Quail no backstage do evento.




09/04/2011

1995 - Romance MTV

Em 1995, a MTV produziu um especial de Dia dos Namorados chamado Romance MTV. As principais bandas da época apresentavam covers de canções de amor. O programa contou com a participação de Raimundos, Maskavo Roots, Graforréia Xilarmônica, Pato Fu, Planet Hemp e  Little Quail and the Mad Birds entre outras.

Abaixo, os vídeos, com versões para clássicos como 7-11 dos Ramones e Love me Tender, do Elvis.













16/03/2011

Raimundos: Kavookavala

O primeiro disco sem Rodolfo Abrantes

Kavookavala, de 2002, foi o primeiro álbum dos Raimundos sem a presença do Rodolfo. Há quem diga que é o único, por não considerar o álbum virtual (um dos pioneiríssimos no formato, vale dizer) Ponto Qq Coizah. Imagino como deve ter sido difícil para a banda concebê-lo.


Não é tão exagerado afirmar que o Raimundos foi construído à imagem e semelhança do seu vocalista original, dono de uma voz habilidosa e única. Não que o Digão cante mal, pelo contrário, é bem afinado. Mas, o Rodolfo tinha uma habilidade vocal digna de dubladores de desenho animado ou humoristas imitadores. E era essa voz que “contava (e criava) as estorinhas” dos Raimundos desde os tempos dos ensaios com os PR-200 da Ciclotron na garagem do Digão ou na Mad House do Berma.

Para compensar esse desfalque tremendo, o jeito foi recorrer a um antigo parceiro e quase mentor intelectual do Rodolfo nos idos de 1987. O Telo, ex-vocalista do Filhos de Mengele. Co-autor de boa parte das músicas do primeiro álbum e até de algumas do Só no forévis, último álbum com a formação original. Alegria foi feita para a banda relâmpago FM’s Band. Havia laços e entrosamento entre todos ali. 

O resultado foi um álbum muito bem feito tecnicamente e acho até que as mágoas da separação contribuíram para pegada mais raivosa nas músicas pesadas, o que ficou muito bom. No entanto, apesar das letras e dos riffs bem sacados de praxe e da presença de um hit radiofônico potencial, Vento Certo (Água da Mina). O antigo vocalista fez falta e Kavookavala não aconteceu.

Um dos problemas que afetaram esse álbum foi também o fato o seu lançamento ter coincidido com o da estreia solo do Rodolfo. A banda de aleluia coreRodox. E, pra complicar ainda mais, Rodox vinha com status de grande aposta da (mesma) gravadora. Mas, não deixa de ser curioso observar que ambos os trabalhos tinham faixas que poderiam seguir os passos do megahit Mulher de Fases, como Vento Certo (Raimundos) e De uma só vez (Rodox). Juntos, talvez tivessem emplacado as duas.

Um disco importante para que o Raimundos não acabasse por ali mesmo. E, mesmo com seus altos e baixos, é um trabalho que traz a marca de uma banda diferenciada.

RaimundosKavookavala (2002)

1. Fique! Fique! 
2. Crocodilo meio kilo
3. Joey
4. Vento certo (água da mina)
5. Kavookavala
6. El Mariachi
7. Mas vó
8. Princesinha
9. Uabarrêba
10. Atitude severa
11. Pegamutukalá
12. Baixo calão





10/10/2010

Maskavo Roots, 1994


O Maskavo Roots foi formado a partir de uma banda de reggae chamada Cravo Rastafari, no início dos anos 90. Naquele tempo, 9 de cada 10 bandas formadas em Brasília eram punk/hardcore/metal. E o Maskavo foi uma banda que rompeu com o tudo que o rock de Brasília havia produzido de mais relevante até então. Apesar da influência do punk se fazer presente no ska à Sandinista (álbum triplo do The Clash, de 1980) que a banda fazia, o MR trilhou um caminho diferente de seus contemporâneos e suas guitarras distorcidas.

Alguns hits grudentos como Tempestade e Besta Mole foram bastante executados, mas a banda se esfacelou e mudou tanto que nem dá pra dizer que é a mesma. Pinduca ainda formaria o Prot(o), que gravou dois bons cds, e o Marcelo Vourakis passou pelos Cabeloduro, com quem gravou um cd em 2005.

O disco de 1995 é excelente, só que não foi digerido corretamente pelo mercado da época. Espremido entre o forró-core dos Raimundos e o mangue-beat de Recife, ainda teve que disputar espaço com o experimentalismo engraçadinho do Pato Fu. Mas, é um clássico de seu tempo, repleto de composições interessantes, hits assoviáveis e arranjos inteligentes, e que saiu pelo selo Banguela.


Maskavo Roots (1994) Banguela Records

1. Chá Preto
2. Gravidade
3. Tempestade
4. Blond Problem
5. 5°
6. Don Genaro
7. Far Away
8. 45
9. Los Grilos
10. O Corpo(Dance 'til It Drops)
11. Besta Mole
12. Sexta
13. Escotilha
14. D.D.P.
15. Yo No Quiero Trabalhar

BAIXE AQUI

12/09/2010

O Derick Riggs do cerrado

Zander Rocha é o artista responsável pelas ilustrações dos álbuns do DFC e de algumas outras bandas de Brasília. 

Em 1995, seu traço estava grafitado também nas paredes do Balakobako, uma casa que ficava na rua do famoso Gate's Pub, em Brasília, e um dos melhores espaços para shows que tivemos. Foi lá o palco de estreia do Bois de GeriãoAbaixo, alguns dos trabalhos do Zander, um especialista em monstros.
Capa da edição japonesa de disco do DFC

Arte Macakongs 2099
Capa DFC

10/08/2010

Juntatribo, 16 anos (atualizado em 20/08)

O festival Juntatribo, que aconteceu no campus da Unicamp (Campinas-SP) em 93 e 94 (e se não me engano, houve uma reedição recente) foi o marco zero do rock independente brasileiro. Foi um evento de repercussão nacional e não tinha um headline sequer do mainstream daquele momento. Ali, naquelas condições precárias, foi possível enxergar que a produção musical existia e que tinha cara e voz.

Grande parte das bandas relevantes dos anos 1990 estiveram no palco do Juntatribo, entre elas, duas das maiores daquela década, Raimundos e Planet Hemp.

Little Quail and the Mad Birds, Oz, Garage Fuzz e outras também fizeram apresentações históricas.

Abaixo, um especial produzido pelo canal EPTV, de Campinas, relembra o festival.



Atualização de 20/08: Neste outro vídeo, um apanhado geral de como foi o clima do evento.

25/07/2010

109 - A rua, o mito

Documentário sensacional produzido por alunos da UnB em 2002. Disponibilizado há pouco no Youtube.







Homenagem ao meu colega Tuca Pinheiro, grande (apesar da baixa estatura) fotógrafo e um dos proprietários do Beirute.

19/07/2010

Debaixo lá das palhas do coqueiro


...e o resto da estória não precisa nem falar, maconheiro nordestino que queria encaretar, e é por isso que o Raimundos nunca vai se acabar.

Os versos quase proféticos são da canção Marujo, dos Raimundos. Banda com uma das trajetórias mais interessantes no rock brasileiro. Isso porque quase tudo que se refere ao eles parece ter sido escrito por alguém.

Tem o início, com a história de amigos que tocavam apenas pra zoar, já que todos ali tinham as bandas “de verdade”.Depois, a banda acabou e foi ressuscitada pelo baterista Fred, que nunca havia sido integrante.... Isso acabou sendo fundamental na carreira do Raimundos. Acho que sem ele, a banda sequer existiria. Pelo menos não da forma como conhecemos ou mesmo com a obra que produziu. Seria uma banda sobrevivente apenas na memória dos mais empolgados com rock brasiliense.


Depois teve a saída do Rodolfo por motivos religiosos, o que acabou gerando mágoas e ressentimentos tanto nos remanescentes como nele mesmo. E aí, não foram poucos os que deram a banda como acabada. Mas como o refrão de Marujo prenunciara, eles resistiram. Graças ao enorme número de fãs que a banda possui. E se engana quem pensa que o Raimundos toca para trintões melancólicos de um passado que não retorna. Passou-se uma geração após a saída do carismático vocalista. Para os novos fãs, cativados por seu caminhão de hits, a formação atual é a banda e pronto. Não se sente saudade do que nunca se viu. Não custa lembrar que 2010 foi o ano em que o Raimundos assumiu seu legado sem culpa e reencontrou a estrada e o público.

Abaixo vocês podem ver o programa MTV+ no qual seus integrantes falam sobre sua trajetória cercada de peculiaridades e que botou a banda, sem dúvida alguma, entre as cinco maiores do rock nacional em todos os tempos, basta que a lista seja séria.


12/07/2010

1993: A vez do Brasil


Antes de gravar primeiro álbum, o Little Quail, ao lado de Graforréia Xilarmônica, Neanderthal, Pitbulls on Crack e Rip Monsters, participou de uma coletânea da rádio paulistana 89 FM chamada A Vez do Brasil. Esse álbum rendeu o clipe de 1, 2, 3, 4 e abriu as portas da MTV para o LQ.

Abaixo, a banda participa do programa Gás Total, apresentado pelo Gastão Moreira nos idos de 93. Tem um momento histórico que é quando o Zé Ovo dá um tapa no saco do Gastão no fim da entrevista.



19/05/2010

1994: Gastão redescobre o Brasil

Matéria histórica da MTV sobre o rock brasiliense feita em 1994, upado em seis partes para o Youtube pelo Ricardo Pipo da Cia de Comédia Os Melhores do Mundo.

Destaque pra jam com Little Quail e Maskavo Roots e pro raro registro do lendário Fejão, em ação com o Dungeon. Divirtam-se.







11/05/2010

O dia em que Sid Vicious falou comigo


Era 1987. Éramos um grupo de moleques recém-convertidos a punks. Lembro de quando o Rodolfo (ex-Raimundos) conseguiu uma cópia de cópia de cópia de um VHS com o filme dos Sex Pistols, The Great Rock’n’Roll Swindle, uma raridade em tempos pré-downloads. Tão raro, que assistir àquela fita de imagem borrada, cores instáveis e com legendas em japonês, era praticamente um evento social. Lembro de ter participado de umas duas exibições do filme, mas houve mais que isso.

Pouco tempo depois disso, começou a rolar um papo de que o Bruno, irmão do Rodolfo, tinha habilidades mediúnicas e comandava, com sucesso, rodadas e mais rodadas da famosa brincadeira do copo em sua casa.

Pra quem não conhece, é aquela em que se dispõe, em uma mesa, pedaços de papel com números e as letras do alfabeto, em forma de círculo. No centro do círculo, um copo. O copo é supostamente o canal de ligação para se conversar com espíritos. Dava um certo cagaço, confesso.

O começo era ritualístico. Bruno puxava uma reza e pedia que todos dessem as mãos e, depois, apoiassem o dedo indicador levemente sobre o copo. Quem está aí? – perguntava o médium. E o copo deslizava até a frente das letras, para formar seu nome: S – I – D .

Sid? – perguntou novamente o Bruno. V – I – C – I – O – U – S , deslizou o copo, em resposta. Foi uma emoção, Sid Vicious tinha escolhido nosso pequeno grupo de punks juvenis para se comunicar novamente com o mundo dos vivos. E fez revelações bombásticas. Ele não matou Nancy. E prometeu contar mais, na próxima sessão.

Passada a euforia, ficou a dúvida. “O Bruninho é um charlatão”, disse o Berma, o único a não engolir o contato. Foi o suficiente para que todos ficassem mais espertos nas sessões seguintes. Primeiro tentamos fazer sem o Bruno e o copo não se mexeu. “Ele é o médium, tem que ser com ele”, defendia um do time dos crédulos. O fato é que mesmo com a presença do Bruno, todos estavam mais atentos pra perceber se havia alguém que estivesse com o dedo apoiado "não tão levemente" como deveria, e assim conduzisse o copo sobre a mesa. Mas, o copo não andou mais. E o Sid Vicious não voltou para contar as novidades.

A fraude não chegou a ser comprovada de fato e o Bruno nunca foi desmascarado. Mas, por mais que hoje esteja claro que o episódio foi uma brincadeira. Durante um tempo mínimo, acreditamos mesmo ter falado com o baixista dos Sex Pistols.


04/04/2010

Série 50 anos: 6. Meninos, eu vi - parte 2 (1990s)

(leia a primeira parte aqui)

por Zeca Domingos

Eu sei que eu já falei um pouco dos anos 1990, mas alguns detalhes, como o link deles com o início do século 21, são bem importantes e não poderiam ser esquecidos.

Como eu disse em meu último post, toquei em algumas bandas do cenário daquela década, e tive oportunidades únicas: Na época em que toquei com o Succulent Fly, o Anderson (vocal) junto com o Vítor – da primeira grande produtora de shows desta cidade a Look Like Produções, alguém se lembra? Eles trouxeram o Fugazi para tocar no Teatro Garagem, com a nossa banda de abertura.

Bandas de rock, para mim, são locais de aprendizagem. Sério, sem demagogia. Se você me perguntar sobre uma banda, pergunte o que aprendi que eu lhe conto. Com o Succulent Fly eu aprendi, por exemplo, que uma banda que quer tocar faz o seu próprio show, arma o seu próprio esquema. Aliás, isto ocorria também com os Animais dos Espelhos e com o Divine – esta última trouxe pra tocar em Brasília, o Superchunk, Fellini e Luna.

Ainda no primeiro lustro dos anos noventa (que chique! Lustro = 1/2 década! -  NE.: Zeca, isso me lembra que tanto eu quanto vc tivemos uma banda chamada Cultura Inútil, hehehe) O rock de Brasília pós-Legião mostrava sua cara. Neste sentido a Rádio Cultura FM e seus programas – Cult 22 e Ideia Nova – serviram, e muito, para a manutenção da cena rock daquela época. Na verdade, tínhamos um espaço de circulação de idéias bem legal: rádios, jornais (suplementos semanais e a ousadíssima iniciativa do jornal Via-Skalla, especializadíssimo em rock ) e ainda os fanzines que tinham sua força, como o Tupanzine do Ricardo Tubá do Guará, o do Claúdio Bull e tantos outros.

Naquela mesma época tiveram vários grandes shows, e participei de alguns deles: Burning Garage e o show do Second Come – ambos produzidos pela Look Like e com participação das guitar bands ( eu mesmo não gostava muito desde rótulo, mas vá lá...): Animais dos Espelhos, Oz, Sunburst e Low Dream. Este mesmo grupo de bandas tocou algumas vezes no Guará no Lord Dim Pub, um espaço alternativo lá daqueles lados.

Ainda neste tema, é necessário lembrar do cassete coletânea Cult Cover Demo. Projeto originalíssimo da Cultura FM que reuniu as bandas mais significativas naquele momento e cada uma gravou um cover inusitado. O resultado foi interessantíssimo: DFC tocando Boys dont Cry; Little Quail tocando o tema de Stock Car e outras loucuras superlegais. O show de lançamento foi uma celebração com todas as bandas no Teatro Garagem entupido de gente, numa combinação louca: Guitar bands juntos com bandas de HC, metal e o Mata Hari! Foi um festival de moshs.

O rock em Brasília e no Brasil estava numa rota impossível. Em relação aos anos 1980, o cenário era promissor. Já rolava um intercâmbio de bandas - algumas que nem mais existem, mas que tiveram a função fundamental de trocar figurinhas com as bandas locais. Algumas iniciativas empresariais apostaram no rock. Vide o caso do Bronx, uma estrutura feita única e exclusivamente para shows; casas como o Sindicato e São Rock feitas especificamente para o público rocker.

A MTV, naquele momento, era um grande veículo de informação, solapando as fontes tradicionais – revistas, zines e mesmo as rádios estatais. Nesse contexto, a Cultura FM continuou atuante, mas com uma importância menor, mas ainda assim imprescindível até hoje. O advento da MTV ocorreu junto com uma série de coisas juntas. Eu defendo a tese que com a MTV nós começamos a tornar o rock nacional, de fato, nacional. Note que uma das tendências daquele momento eram os sons regionalizados com uma roupagem moderna e sofisticada – tais como Chico Science e Nação Zumbi, o álbum Roots do Sepultura e mesmo o primeiro dos Raimundos.

Isto aconteceu também, pela troca de informações entre as bandas, que ocorria, via shows ou via mídia. Meio que padronizamos a forma de fazer som – equipamentos e tal. Mas ainda assim, se manteve a originalidade de cada cidade, pois a especificidade de cada uma delas acaba sendo determinante para o seu tipo de produção. Tanto é que as grandes bandas daquele momento, foram as grandes bandas da MTV: Raimundos, Little Quail, Maskavo Roots. Bandas poderosas que tiveram a seu favor a estrutura da mídia como nunca antes. Ainda bem!

Esta padronização acabou descambando em estruturas como a Abrafin. Na virada do século, festivais do tamanho do Porão do Rock já faziam parte do calendário cultural de grandes cidades brasileiras. Um sonho que se tornou realidade. Como também se tornou real o sonho também de tocar no exeterior. Muitas bandas tocam mais lá do que aqui, sem que necessariamente tenham que se mudar para lá: viva a globalização.

Neste segundo momento da década de 1990, eu estive em três bandas: Câmbio Negro, Succulent Fly e, finalmente, Divine – até o encerramento da banda, no início do século 21. Em todos os grupos, tive a oportunidade de desfrutar bons momentos, alguns deles dignos da história da cidade e outros dignos somente de minha vida: Primeira Calourada da UnB10 mil pessoas tocando em casa! As já citadas aberturas para bandas gringas, Porão do Rock com os Divinos e 65 mil pessoas, e no Porão do Rock como DJ pra não sei quantas mil pessoas.

Alguns dos nossos ficaram no meio do caminho. E muitos ainda irão ficar. E merecem ser lembrados: Fejão (sem dúvida um dos mais originais guitarristas da cidade. Não o conheci pessoalmente, mas um texto sobre rock de Bsb sem ele, convenhamos....), Renato Russo e Cássia Eller. E a querida ex-baterista dos Flies, Berila.

09/03/2010

Série 50 anos: 2. Meninos, eu vi (1990s)


Por Zeca Domingos

Este texto vai ser meio difícil de fazer: É relativamente fácil falar de outras bandas, mesmo das que eu já toquei. Outra coisa é falar de mim mesmo como se fosse uma reportagem. Vou tentar, já sabendo que é um jogo perdido. Por que tentar? Ora, quem não gosta de falar de si mesmo? E, querem saber? Pode soar convencimento de minha parte e não estou nem aí. Caras,  tenho quase 40 anos e, convenhamos, já passei do tempo de falsa modéstia; quando você tem 15 anos, nego te pergunta se você toca baixo e tu diz assim eu tento ou estou aprendendo olhando pro chão e rindo sem graça; quando te perguntam de sua banda, você diz algo do tipo, ‘toco com uns amigos aí e tal’; se você é novo nas pistas, fica também sem graça de dizer o seu nome de DJ, ou pior, esconde-se em nomes ridículos que mal duram um fim de semana.

E, sério mesmo, não é convencimento. Mas sim orgulho de fazer parte – mesmo que mínima – desta história louca que é construir parte de uma cultura, de uma cidade ‘sem tradições próprias’ que, para desespero de muitos, está completando 50 anos e derrubando os rótulos conservadores através dos tempos.

Na década de 60, éramos uma utopia. E a cidade tornou-se um fato incontestável. Na década de 70 tornamo-nos capital da malfadada ditadura, capital do Poder; na década seguinte, reinventamos o rock brasileiro e ajudamos a pôr a ditadura abaixo. O próprio rock acusava a cidade de ser um tédio; acabamos com ele na década de 90 com nossas festas. E, a fazenda asfaltada que teria 500 mil habitantes no ano 2000 é, agora, próximo do término da primeira década do século 21, a terceira metrópole do país.

A parte na qual integro – que, ainda bem, ainda tenho muito para fazer por esta história – passa pelos últimos 30 anos, mais da metade do tempo de vida  de minha cidade: sempre público e artista. Os anos 80 me ensinaram que um astro de rock não é intocável, ele está do seu lado e, aliás pode até ser você  (Desde aquela época nunca tive medo de artistas.  Aliás, desprezo profundamente caras da cena que ‘se acham’ ícones intocáveis. De onde eu venho, meu caro, isto não existe).  Me lembro do Dinho falando que nós poderíamos montar uma banda, no mesmo show em que o Capital afirmava que iria soltar bombas no Congresso. Naquele mesmo show a Plebe apresentou o melhor disco da década de 1980, ao vivo e a cores. E a cidade mal tinha completado 25 anos.

Ainda nos anos 80, rolavam os shows nas tardes de domingo no Parque da Cidade: Lá eu conheci um insulto ao sistema chamado Filhos de Mengele, no mesmo palco que a Cássia Eller e os super eletrônicos Tonton Macoutes. É possível imaginar isto hoje em dia? Eu veria mesmo o grupo  - que era uma referência a guarda pessoal do presidente haitiano – em um festival na UnB de cultura latino-americana em 1989 e ficaria catatônico por 3 dias.

Quem não é músico tem uma percepção diferente de nós. Não nos entendem. As pessoas não sabem a sensação de poder que passa por dentro da gente antes de um show começar, quando você dá a primeira porrada no baixo, num bom amplificador. Toda aquela gente esperando você fazer algo...As vezes me sentia como nos gibis. Eu só fui entender isto quando li Love and Rockets em 1990. Lembro que no dia 13 de maio de 1988, centenário da Abolição, que o Movimento Negro está fazendo questão de esquecer, teve um show na ciclovia do Lago Norte. Cheguei com alguns amigos, tinha eu uns 17 anos, não podia ir ao Gilbertinho (ouvia falar que lá as coisas aconteciam), mas estava todo de preto. Caralho, todo mundo olhava pra gente como se fossemos entidades de um outro mundo. Aí o Detrito Federal passou o som tocando Rock and Roll do Led Zeppellin. Que peso. Aquele bumbo da Débora pesava muito. Lindo. Eu só fui entender isto no meu primeiro show com equipamento que prestava, na inauguração das obras do Galpãozinho em 1989. Sentei na bateria e pisei no bumbo e ouvi aquele puta som tremendo o palco e me assustando. Pombas, a minha bateria de ensaio eram dois banquinhos de couro. E tipo uns três anos depois do Capital Inicial no Congresso, eu estava posando de artista.

A primeira banda que toquei não fez shows. E não precisava. O simples fato de conseguirmos tocar algo que havíamos pensado fazia bem para nossas cabeças. É um clichê, mas o rock é mesmo uma droga. Uma descarga de energia que você sempre quer provar e sempre quer provar mais. Primeiro, os ensaios, depois os shows, as gravações. E tudo vai tomando proporções cada vez maiores. De repente, você está tocando pra quase 70 mil pessoas num megafestival. E você não quer parar. Uma vez, o Claudio Bull (vocalista da Divine) me perguntou se eu tinha medo do sucesso. Eu disse ( proféticamente, aliás ) que tinha medo mesmo era de voltar com o rabo entre as pernas para UnB. O sucesso não me apavorava.
Mas eu estou perdendo o timing. ‘Brasilia, 50 anos, meninos eu vi...’,  vamos aos anos 90.

Sentencio: qualquer narrativa sobre o rock de Brasília que fale dos anos 80, 90, 00 que desconsidere o Little Quail é injusta. Simples assim. Me recordo que houve um ano – 88, 89 -  que não tinha nenhuma banda dando show, só a turma do Bacalhau. E eles saíram daqui e levaram nossas demos para todo o país, quando não existia internet nem a ideia da Abrafin. Mantiveram a ideia da Capital do Rock na ativa.

Na virada dos anos 90, a música eletrônica veio pra quebrar tudo. Assim como o Little Quail está pro rock, Cnun e Sunrise estão para a cena de festas na cidade: Escandalizaram, trouxeram novidades, quebraram preconceitos e, para o ódio dos paulistas, fizeram as primeiras Raves Mas no início daquela década, não existiam ainda fronteiras na música eletrônica. Tudo era festa: Dreams, Balakobako, Sphaera, Jungle São Rock, Sindicato, Bizzarre/Squeeze, Glasgow: rolavam todas as tendências eletrônicas e de rock pesado, que pensando hoje, nem tem como imaginar: EBM, Techno, Ministry, Body Count. Nesta época que eu comecei a discotecar. E, simplesmente, não existiam DJs de rock! Acredito que muita gente me viu tocar e pensou ‘pombas eu tenho uns discos/cds e posso fazer o mesmo que este cara’.

Na verdade, eu comecei a tocar por volta de 1994, nos períodos em que toquei baixo com os Animais dos Espelhos, Câmbio Negro, Divine, Succulent Fly, Neuras Planetóides e Bsb-H; no mesmo período que eu abri shows com o Fugazi, Superchunk, Chico Science e Nação Zumbi – na UnB!, Gabriel Pensador, Racionais e tanta gente legal.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts with Thumbnails