Grandes Encontros: Alf, o ETeimoso e Raimundos

Homenagem ao Beckenbauer do Cerrado

Pela primeira vez eu vi um zagueiro ser o melhor jogador da seleção em uma conquista. Uma homenagem ao Lúcio, de Planaltina pro mundo.

Marchetteiras: O inacreditável aconteceu - A MTV de fato morreu!


Resolvi postar esse texto também aqui porque pra mim esse é um acontecimento que não pode passar em branco...

Ontem cheguei em casa por volta das 19h30 para sair novamente 15 minutos depois, ao ligar o computador para imprimir um doc, li que Michael Jackson morrera. Claro que fiquei estarrecido e dei uma rápida passada por outras matérias para ver se de fato era verdade.

Sai novamente para voltar as 22h. Chegando em casa, agora pra ficar, sentei em frente a TV e comecei a procurar por notícias. No Multishow estava passando um especial sobre o bizarro cantor, mas também se restringiu a isso. A Globonews só falava de Michael e mostrava inclusive imagens ao vivo do hospital, do helicóptero com o corpo, a mesma coisa, claro, na CNN; na VH1, em que a programação não é feita aqui, não passava nada, mas também nem daria... compreensível.
Porém, o inacreditável era que a MTV não passava absolutamente nada. Se fossemos depender dessa emissora para saber de algo, só saberíamos da morte do astro, talvez, hoje e ainda sim provavelmente no final da tarde, sei lá...

O casamento entre Michael Jackson e MTV é de suma relevância para o mundo pop, do entretenimento. A MTV hoje é o que é muito por causa de Michael Jackson e ele também se tornou esse mito graças a MTV. Michael é o maior astro da música pop da geração do videoclipe. Antes dele só nomes como Elvis Presley e Beatles.

Eu esperava, no mínimo, uma mobilização intensa da MTV, chefes convocando VJs, diretores, roteiristas e profissionais técnicos para irem à emissora para dar entradas ao vivo, com informações quentes vindas da MTV americana, videoclipes do cantor passando a todo instante, intercalados com programas especiais (eu mesmo fiz um acho que em 1997 sobre ele que é absolutamente atemporal em que mistura matérias de arquivo e clipes).

Enfim, muita coisa dava para se fazer, mas não foi feito. Isso mostrou que de fato a MTV Brasil se tornou irrelevante e descartável na vida do jovem, para o mercado de entretenimento e para o mercado fonográfico. Ontem fiquei me perguntando o motivo da MTV ainda estar no ar. Foi vergonhosa a omissão dela. Peço desculpas aos amigos que lá ainda trabalham, mas estou sendo sincero e sei que não estou errado. Morreu O CARA, o rei da Pop Music e a MTV não se mexeu. Realmente quem faz a MTV hoje, quem dá sua direção, está mais do que acomodado. A única coisa que ela fez foi colocar um programete de meia hora, as 23h30.


Lembro-me a mobilização que foi quando morreu Kurt Cobain. Naquela época a MTV não tinha programas ao vivo, mas mesmo assim foi gravada uma cabeça com o Gastão e posta no ar interrompendo a programação e não só avisando o acontecimento, mas dizendo que entradas como aquela seriam constantes assim que houvesse novidades. Isso aconteceu 5 minutos após sabermos pela MTV americana da morte do Kurt. Todos ficaram ao telefone em contato direto com os Estados Unidos – não havia internet. Correria para preparar algo especial, clipes do Nirvana no ar, enfim, foi feito o que era pra ser feito e o dava pra se fazer.

Ontem não aconteceu nada disso e se compararmos a importância de Michael Jackson em relação a Kurt Cobain, o líder do Nirvana fica no chulé, com todo respeito.

O mínimo a ser feito era colocar TODOS os videoclipes de Michael Jackson rodando a todos instante, com programação loopada. Era pra ter feito uma rapa no arquivo para ver que programas haviam na casa, matérias, enfim, colocar tudo no ar, e deixar rolando madrugada a dentro até finalmente chegar hoje e VJs entrarem ao vivo com notícias de internet, da MTV americana, jornais na mão, enfim, mobilização total.

Onde estavam os chefões da MTV? Em casa assistindo ‘A Fazenda’? Porque não foi feita essa mobilização? Na Globonews, que não tem essa obrigação da MTV, só se falava de Michael Jackson!

Esse fato só constatou o que todos desconfiavam: a MTV morreu e ninguém a avisou.

PS: Será que quando a Madonna morrer a MTV também vai ficar dormindo?

Garagem sem fronteiras



A primeira edição do Rock sem Fronteiras aconteceu em fevereiro deste ano. Desde então, o projeto, que trouxe de volta o Teatro Garagem para o rock independente, vem acontecendo em todas as últimas terças-feiras de cada mês.

Além de resgatar o mais importante palco do rock brasiliense, o Rock sem Fronteiras inovou com uma excelente idéia de disponibilizar transporte gratuito de ida e volta. Ainda tem entrada franca e, principalmente, shows bem organizados, com horários cumpridos rigorosamente.

Quinze bandas já se apresentaram nas quatro edições anteriores, entre elas veteranas como Os Cabeloduro (vídeo acima), DFC e ARD, e outras da novíssima geração como Gonorants, Trampa, Quebraqueixo e Etno. Por tudo isso, o Rock sem Fronteiras é hoje o principal espaço para as bandas independentes em Brasília, com todos os méritos.

Na próxima terça-feira, dia 30, vai rolar a quinta edição do projeto. No palco estarão Cadabra e 10zero4, duas boas bandas do início da década e o Gilbertos Come Bacon, um dos destaques da novíssima safra. Mas, é o seguinte, a organização avisa que o local está sujeito a lotação, portanto programe-se, as infos estão no flyer abaixo.

Da série "Trabalhador Brasileiro"


Sem comentários...

Rock Brasília na telona

A vida e obra de Renato Russo será tema de três filmes em fase de produção. São eles Faroeste Caboclo, de René Sampaio e Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura. O terceiro é o documentário Rock Brasília de Vladimir Carvalho, que terá Renato como uma de suas figuras mais importantes.

O Somos Tão Jovens vai retratar o período (“em que uma turma de rapazes brasilienses adotou a rebeldia punk para confrontar a caretice da cidade nos anos finais da ditadura”) descrito no livro de Carlos Marcelo, Renato Russo - O Filho da Revolução.

O cineasta brasiliense René Sampaio escolheu outro caminho para falar de RR. Faroeste Caboclo conta a saga de João de Santo Cristo, personagem da música homônima, criada por Renato Russo no início de sua carreira. Quem assina o roteiro é ninguém menos que Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, livro que se transformou no grande sucesso filmado por Fernando Meirelles.

Já no documentário Rock Brasília, o diretor Vladimir Carvalho quer enfocar a trajetória de bandas surgidas na Capital Federal como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial. Vladimir trabalha em cima de um material gravado por ele nos anos 1980. Um dos grandes trunfos do projeto será uma entrevista inédita realizada com Renato Russo.

Pois é, agora é aguardar para que também se confirmem em 2010 as versões para a telona dos livros O Diário da Turma e Esfolando Ouvidos. Que venham outros!

Blogs Bróder 1

Na semana passada eu instalei uns widgets de estatística que me informam de onde vem e para onde vai o fluxo de leitores que passa por aqui. Foi o que me fez lembrar que ainda não havia publicado nada (digo postagem, pois os links estão ali na coluna da direita, no Consuma Informação) sobre os blogs parceiros que eu acompanho e indico. Hoje e nas próximas segundas-feiras farei uns comentários sobre alguns dos blogs que eu linkei por aqui e outros que, por ventura, for encontrando nas minhas andanças na net.

O Efemérides do Rock Brasileiro é editado pelo Paulo Marchetti (O Diário da Turma e RockBsb64) e trata dos acontecimentos e datas que de alguma forma marcaram o rock nacional em todos os tempos, com curiosidades e informações. É atualizado diariamente e não tem arquivo de postagens.

Editado pela Márcia Brasil, o Contramão trata de rock progressivo. O mais interessante nesse blog é o extenso acervo de discos disponibilizados, com títulos raros e bem variados.

Evandro Vieira toca o Esfolando Weblog. Blog que trata da cultura urbana. Música, HQ, Exposições, Festivais, Produção Independente. Curte esses lances? Acompanhe esse blog que você vai gostar.

O Identidade Musical é onde se encontra análises sobre bandas, fenômenos mercadológicos, produção independente. Os textos bem elaborados e críticas bem fundamentadas são outro ingrediente bacana desse blog que é editado pelo Tiago Barizon e pelo Carlos Rogério Duarte.

É isso, galera, dêem uma passada nos blogs listados acima que futuramente falarei sobre outros blogs bacanas.

Uma boa semana para todos!


Legião Urbana no Mané Garrincha, 21 anos

Pois é, exatamente há um ano eu publicava a primeira postagem do blog e há 21 anos, a Legião Urbana fazia um show que entraria para a história do rock brasileiro pela porta dos fundos. O fatídico show no estádio Mané Garrincha aconteceu no dia 18 de junho de 1988 e entre as 50 mil pessoas presentes estava o Daniel Cariello, publicitário e editor da revista Brazuca e do blog Chéri à Paris. É ele quem assina o texto abaixo, que foi gentilmente cedido para ser publicado aqui.

Faroeste Caboclo

Tinha 14 anos. Era o primeiro show de rock que assistia na vida. A Legião Urbana era amada na cidade mais ou menos como os Beatles em Liverpool. Todo mundo foi ao Mané Garrincha. Todo mundo mesmo. Os 50 mil presentes compraram ingressos, ou não, e lotavam o gramado, as cadeiras e as arquibancadas do estádio.

Foi uma noite tensa. A polícia montada avançava com os cavalos sobre as transamazônicas filas que se formavam do lado de fora. A cidade estava extasiada. Ninguém queria perder a volta do ídolo, um ano e meio depois. O caos era tão grande que tiveram a brilhante idéia de liberar as roletas. Quem tinha ingresso entrava. Quem não tinha entrava também.

A aparição da banda no palco pareceu a volta do messias. E, de certa forma, era mesmo. A multidão gritava enlouquecidamente, e o show começou, triunfal, com Que País é Esse?, música de mesmo nome do recém-lançado disco, que até então já tinha vendido mais de 400 mil cópias.

O que aconteceu naquela noite muita gente ainda se lembra: bombinhas explodiram no palco, um louco agarrou Renato Russo no meio de Conexão Amazônica, brigas por toda parte, o cantor xingou a platéia, a platéia xingou o cantor. Um clima de quase guerra civil.

A banda saiu do palco depois de 50 minutos de apresentação. O público, indignado, iniciou um quebra-quebra. Eu estava nas arquibancadas. E dava para ver a multidão correndo de um lado para o outro no gramado do estádio. A polícia, claro, não conseguiu controlar a catarse coletiva.

No dia seguinte, prometi pra mim mesmo que ficaria 10 anos sem ouvir as músicas deles. Fiquei uma semana. E a Legião nunca mais tocou em Brasília.

Geração Coca-Cola

Antes da Legião Urbana, nenhuma banda da cidade tinha conseguido projeção nacional. Outras vieram depois. Mas a diferença é que o quarteto tinha Renato Russo, um professor de inglês que gostava de Bob Dylan, Beatles, Stones e Sex Pistols.

Naqueles anos, ninguém mais estava a fim de ouvir Absyntho, Metrô, Sempre Livre e outros grupos que, felizmente, apareceram e desapareceram na década de oitenta. Era hora de escutar músicas que contavam o que acontecia no dia-a-dia da gente.

Renato sabia o que dizia. E sabia o que o seu público queria que ele dissesse. Suas letras iam da desilusão amorosa entoada em Ainda é Cedo à revolta em ver a pátria sem rumo, gritada em Que País É Este?.

Ele tinha a poesia dos trovadores. Foi o maior letrista do rock brasileiro em todos os tempos, mas com alma punk. Quando parava pra falar, todos ouviam. Por isso mesmo falava o que queria. Uma mistura explosiva do poeta francês Baudelaire com Sid Vicious, o polêmico baixista dos Pistols.

Será?

Naquela noite de 18 de junho de 1988, isso tudo veio à tona. A idolatria pela Legião e especialmente pelo vocalista estavam no auge. A expectativa era muito grande, tanto do público quanto do grupo. A banda prometia revolta e energia em suas músicas e foi isso que levou 50 mil pessoas ao estádio. Quando as coisas começaram a dar errado, ficou impossível controlar os ânimos.

Assim como a tragédia de Altamont (Festival de 1969 que tinha em seu line up, os Rolling Stones cujos seguranças espancaram um fã até a morte) marcou a transição dos sonhadores anos 60 para a barra pesada dos anos 70, o show do Mané Garrincha foi também um divisor de águas na carreira do grupo e na história da cidade.

A partir daquele momento, o quarteto passou a evitar longas turnês e deixou de lado o discurso político. As letras tornaram-se mais introspectivas. Brasília nunca mais juntou tanta gente em uma apresentação de uma só banda e a segurança da platéia passou a ser levada mais a sério nos shows (ou você acha que 700 policiais e seguranças dariam conta da multidão?).

Renato Russo também deixou de lado o discurso messiânico. Não queria mais mudar o mundo. Passou a querer apenas cantar suas próprias aflições e angústias.

Naquela noite Brasília perdeu um punk. E muito da inocência também.

Marchetteiras: O Disco Mais Importante

embaixo há uma enquete sobre qual seria ‘o maior disco do rock de Brasília’. Cada um tem sua escolha e sua teoria. Eu tenho a minha. Claro que a lista não está completa, falta Tellah, Banda 69, e tantas outras, mas também aí seria demais para uma simples brincadeira.

O Paralamas do Sucesso não é uma banda de Brasília, mas a cidade é de suma importância para sua história. Sem a capital não existiria a banda. Portanto acredito que ‘Cinema Mudo’ seja o disco mais importante, apesar de não estar na lista. O motivo?

Foi nesse disco que, pela primeira vez, uma composição de Renato Russo foi gravada (“Química”) e com ela todo um contexto (Aborto Elétrico, Trovador, Legião, Turma...). Foi com ela que Herbert conseguiu fazer com que executivos da EMI ouvissem uma fitinha caseira de RR.

Foi com ‘Cinema Mudo’ que o Paralamas teve a oportunidade de falar para o país sobre o que acontecia em Brasília. Falar sobre Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude e Escola de Escândalo. Foi através de Paralamas que Legião, Plebe, Escola, Dentes Kentes, Arte no Escuro puderam ter uma oportunidade na gravadora.

Foi com os shows do Paralamas que a Legião chegou, por exemplo, a Santos, mesmo sendo uma banda iniciante, fazendo a abertura de seus shows. Foi nas entrevistas dadas a revistas como ‘Pipoca Moderna’ e ’Roll’ que a cena de Brasília começou e ser falada e assim conseguindo espaço no principal palco daquela geração: o Circo Voador.

Foi com a ajuda do trio que Brasília passou a frequentar o circuito carioca de shows e, por consequencia, o circuito paulistano.
Não, “Química” não tocou nas rádios, mas nesses primeiros shows da Legião fora de BsB a música era conhecida e pedida pelo público.
Resumindo, foi graças ao ‘Cinema Mudo’ que o rock de Brasília chegou ao conhecimento dos jornalistas, nos palcos do eixo RJ-SP, e nas rádios como a Fluminense (A Maldita) e na velha e 89 FM de SP.

Ah! E tem outra: a influência do rock de Brasília foi também de suma importância para o início do Paralamas. Não era só “Quimica” que a banda tocava. Em seu repertório tinha “Ainda é Cedo” e, afinal de contas, tudo que o Paralamas queria era tocar na capital e deixou isso muito claro em seu primeiro hit “Vital e sua Moto”. Fora o lance das influencias tipo Haircut 100, Specials, English Beat, Clash, Ramones... tudo vindo de BsB.

Por tudo isso eu considero ‘Cinema Mudo’ o disco mais importante do rock de Brasília.

Para ouvir e amar

Em 1995, a MTV produziu um especial de Dia dos Namorados chamado Romance. Little Quail e Raimundos participaram com as músicas Eu não tenho namorada, da Cely Campelo e Seven Eleven, do Ramones, respectivamente.

Abaixo, para os pombinhos de hoje apreciarem, está o vídeo com a apresentação das codornas:

Chegou a hora de apagar a velinha

um ano. eu comecei a criar este blog cuja história começa um pouco antes da primeira postagem. É engraçado que eu tenha sido meio que empurrado pra isso, sem me dar conta. Tudo começou mesmo quando eu quis aproveitar as facilidades tecnológicas de hoje para finalmente publicar Os Primitivos (banda da qual meu pai fez parte) na net, para que qualquer um pudesse conhecer. Depois de fazer o Myspace deles, eu comecei a achar Myspaces de altas bandas brasilienses que já haviam acabado há tempos, como 5 Generais, Escola de Escândalo, Arte no Escuro, Dezakato à Autoridade (isso me fez lembrar também de outras tantas, mas não havia nada sobre elas em toda a internet) . Daí, eu aproveitei e publiquei também as músicas de um show de 1988, de uma banda punk em que toquei entre 1986 e 1989, chamada Axbax e pela qual passaram o Zé (Ovo) Armando, o Rodox, o Chinão, o Ratão e o Berma. Além do Gabriel Thomaz, que sempre foi da banda, e do Franco Andrey, o caos em forma de protesto. Retomei o contato com o Gabriel nessa época e ele me pediu pra aproveitar a correria e fazer um Myspace pro Little Quail também.

Putz, foi uma trabalheira gigantesca, e no final disso, ainda resolvi criar um perfil do Orkut pra deixar links de todas as bandas de Brasília que tinham músicas pra se ouvir na internet, bandas de todos os tempos. Pra mim, naquele momento, o trabalho estava concluído. Como diria um humorista de programa infame, zé finí.

Mas, encontrei um bróder das antigas e vizinho de quadra, também DJ e criatura da noite, o Lauro Montana. Ele saía do supermercado comendo uma grande barra de chocolate Garoto, daquelas pesadas, hehehe. Começamos a conversar sobre as histórias cabulosas dos anos 90, primeiro comentamos sobre o livro do, este um bróder mais das antigas ainda, Evandro Vieira (Esfolando Ouvidos). Depois lembramos de histórias que eu sequer me lembrava que lembrava, lances antológicos. Isso foi responsável pelo estalo final, aquele que faz com que tudo faça sentido diante dos olhos, o voilá, o eureka, o IT’S ALIVE!

A história do rock brasiliense é muito rica, sempre foi. E é algo que eu sempre acompanhei de perto, sem nem me dar conta disso. Eu não era um jornalista que cobria shows ou cenas. Eu estava dentro, ou melhor, ao lado do início de muita coisa que os jornalistas só iriam repercutir quando chegasse até eles. Comecei então a publicar as postagens. Logo apareceram leitores ilustres, como o Paulo Marchetti, autor do Diário da Turma, e que rapidamente se tornou colaborador, imprescindível, por aqui.

Depois, chamei o Zeca Domingos (Animais dos Espelhos, Câmbio Negro, Succulent Fly...) e ele aceitou também. O blog também teve a colaboração da Alê dos Santos, que foi responsável pela criação da seção Fora dos Eixos, dedicada às bandas independentes brasileiras, algo que me permite vez por outra respirar ares de fora do universo candango. Por falar nisso, fiquei surpreso ao ver que grande parte dos leitores do blog vêm de outros estados. Muitos de Santa Catarina, Tocantins, São Paulo, Rio de Janeiro. E tem leitores do Paraná, Piauí, Acre e por aí vai. E o bacana é que sempre estão comentando as postagens. Obrigado a todos pela presença nesse nosso primeiro ano de vida.

Espero que o blog esteja contribuindo para resgatar, preservar e difundir um pedaço da história e da produção musical de Brasília e, consequentemente, do Brasil. Porque essa foi a maneira que encontrei para retribuir a honra de ter participado um pouco e presenciado muito do que foi e é feito o rock de Brasília, desde 1964.

E mais uma vez, obrigado a todos vocês que acompanham e participam do blog!


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