Aborto Inicial

Em 2005, o Capital Inicial lançou um álbum apenas com músicas do Aborto Elétrico. A antiga banda que era formada por dois integrantes do Capital, Flávio e Fê Lemos e pelo vocalista da Legião Urbana, Renato Russo, teve finalmente suas músicas registradas em fonogramas. E por mais que a interpretação pop do vocalista Dinho Ouro-Preto pareça deslocada em meio à crueza das canções, o resultado foi bem superior à grande maioria dos álbuns do Capital Inicial.
Na ocasião desse lançamento, foi ao ar no canal Multishow um programa onde a banda falou sobre sua carreira e a época do Aborto Elétrico, o início da cena oitentista. Um vídeo bem interessante tanto para aqueles que viveram aquele momento como para os mas novos que queiram saber mais sobre a cena que consolidou o rock de Brasília.

Rumores, o clássico

Em 1985, mesmo ano em que o primeiro disco da Legião Urbana chegou às lojas, foi lançada a primeira coletânea independente do rock brasiliense, Rumores.
O selo responsável foi o Sebo do Disco, que também era uma loja especializada em usados, como o próprio nome diz, e em álbuns independentes. A lojinha ficava no subsolo do Venâncio 2000. A prensagem única foi de apenas mil cópias o que transformou o disco em raridade de colecionador. 
Estavam presentes no álbum as promessas do rock brasiliense naquele momento. Escola de Escândalo, Finis Africae, Elite Sofisticada e Detrito Federal compareceram com duas faixas cada uma.
Existem algumas curiosidades sobre esse álbum. O Rumores foi o único registro oficial da banda Escola de Escândalo e uma das poucas coletâneas honestas do rock candango. A banda Elite Sofisticada foi batizada em uma brincadeira com a Plebe Rude.

RUMORES Vários (1985, Sebo do Disco)

01. Escola de Escândalo – Complexos
02. Finis Africae – Van Gogh
03. Elite Sofisticada – Fuga
04. Detrito Federal – Desempregado
05. Finis Africae – Ética
06. Escola de Escândalo – Luzes
07. Detrito Federal – Fim-de-semana
08. Elite Sofisticada – Sozinho

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O Pós-Punk


O rock de Brasília, dos anos 80, aquele em que faziam parte a Legião, a Plebe, o Capital, Escola, Diamante, Elite, etc... era altamente influenciado pelo Pós-Punk. Num vácuo entre o Punk Rock e a New Wave, existiu o Pós-Punk. Entre 1978 e 1981 muita coisa boa surgiu. A diferença entre as bandas de Brasília para as bandas de São Paulo, por exemplo, é essa.
Falando de anos 80, enquanto Olho Seco, Cólera, Ratos e Inocentes ouviam coisas como GBH, Exploited, Riistetyt, Rattus e Dead Kennedys. As bandas da capital escutavam Pil, XTC, Stranglers, Gang of Four, Joy Division. É claro que o Punk Rock e Hardcore também eram escutados. O Dead Kennedys, por exemplo, é uma influência comum entre todas elas. Quem tem o Diário da Turma poderá ver ao final do livro uma lista de bandas preferidas.
Mas acontece que, em Brasília, a maioria foi para esse lado do Pós-Punk, do gótico. Enquanto o Punk dizia“sem futuro”, o Pós-Punk, ao contrário, acreditava nele. Enquanto no Punk as guitarras gritavam, no Pós-Punk a atenção se voltou para o baixo e para os teclados.
Lá se escutava coisas até mesmo desconhecidas em SP, como Fred Banana Combo e Haircut 100. A riqueza da sonoridade do Pós-Punk era (e é) absurda. Hoje inclusive há algumas bandas novas como Bloc Party, Franz Ferdinand, Radio 4, Mates of State entre tantas outras, que resgataram essa sonoridade.
Dito tudo isso, informo a todos que a partir da semana que vem abrirei uma série de textos para falar dessas ótimas bandas do Pós-Punk. Enquanto isso, respire fundo, e escute Metal Box, 2º disco do Pil.

Rock Porão

Não confundam com o Porão do Rock, cuja primeira edição aconteceria nove anos depois. Esse Rock Porão aconteceu em 1989 e ilustra um momento bem interessante de transição entre duas gerações do rock candango. Em meio a bandas de estilos variados, estavam lado a lado os veteranos Filhos de Mengele e bandas novas que se estabeleceriam em breve, como o Little Quail, ou que tinham entre seus integrantes aqueles que formariam os Raimundos, como o Zona (banda do Fred) e o Royal Street Flesh (banda do Rodolfo).



Uma boa semana para todos!

Sai da frente, pessoal

A popularidade da banda Os Cabeloduro na segunda metade da década de noventa era impressionante. Entre 1995 e 1997, seus shows eram eventos quase semanais, e lotavam sempre. Um dos poucos shows deles em que não se viu uma turba de adolescentes se acotovelando para conseguir entrar (era véspera de vestibular da UnB), foi um que aconteceu em 1996 e no qual eles fizeram a apresentação que antecedeu a banda americana Shelter. Mas, mesmo assim, creio que tenha sido um show histórico, pois foi a primeira (única?) vez em que uma banda local simplesmente engoliu a atração gringa. O Shelter não conseguiu manter o público com mesmo pique que Os Cabeloduro o deixaram, sem exagero.
Foi uma banda marcante pra uma geração, tanto que não demorou muito para que começassem a pipocar bandas novas cuja maior influência musical era Os Cabeloduro, um feito impressionante para uma banda ainda sem álbum. Em 1996, após muita expectativa, saiu o primeiro disco, Com todo amor e carinho.
Os hits que já eram cantados em coro apareciam em fonogramas pela primeira vez., Dezenove faixas, entre elas alguns clássicos do punk rock boca-suja como Canção de Amor, Foda-se, A Barca, Enfia no C* e Jump.
Trilha sonora dos adolescentes candangos dos anos 90 e a última banda que reinou no palco do Teatro Garagem, agora disponível para os leitores do blog.
Uma curiosidade: Bem no comecinho, o nome da banda era Os Cabelos Duro. Por sugestão do Gabriel Thomaz eles trocaram para Os Cabeloduro.


Os Cabeloduro – Com todo amor e carinho (1996)

01 - A Barca
02 - Mãozinha
03 - Vida anormal I
04 - Ódio sem razão
05 - Mr. Crazy Fist Fucker
06 - Igreja $.A.
07 - Enfia no Cú
08 - Vida anormal II
09 - Foda-se
10 - Raimunda
11 - Cala a Boca Animal
12 - Punk Rock Song
13 - Jump!
14 - Simidão
15 - Na Mesma Moeda
16 - Pinga com Limão
17 - Politicos Fascistas
18 - Cosme - Damião de Corpos
19 - Canção de Amor
20 - Conclusão!!!

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Fora dos Eixos: O Círculo

Abrindo a minha série sobre bandas novas, não necessariamente de Brasília, mas independentes, alternativas e boas. Vamos falar de uma bem legal que tocou no Porão deste ano, O Círculo.
Uma das belezas de trabalhar para o site do Porão do Rock foi ganhar o CDzinho dos meninos. Não deu para ver o show, mas quando eu cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi colocar o bichinho pata tocar.
Como há tempos não acontecia, eu gostei instantaneamente do álbum. Eles tocam um indie rock, com MPB e pitadas de samba que me agradou demais. A música destaque fica por conta de “A Janela”, que se não for a música de trabalho, eles estão dando muito mole.


O quinteto nasceu em 2006 e desde então vem ganhando mais espaço o meio independente. É até meio chato ver bandas legais na Bahia como O Círculo e ainda ter que aguentar a popchatarock Pitty. Querem mais um exemplo boa música de lá? Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, que estiveram aqui na última FMI.
Outros destaques do Cd são “Depois de Ver”, “Amor de Graça”, “Machado” e “Nada Igual”. Achou muitas? O Cd, que ganha o mesmo nome da banda, contém 14 músicas. Eles tem em sua maioria a mesma linearidade, mostrando claramente as influências dos rapazes, mas se perdem em algumas. Na verdades duas parecem estar totalmente “out” da proposta do grupo. São elas “Cano na Cabeça” e “Um Bravo”. Ambas ganham de Pedro Pondé um quê de hip-hop, que não convencem.
Os meninos ainda tem a audácia de fazer uma versão para “Muito Romântico” de Roberto Carlos. E o melhor, não soa pretensioso. É uma banda para quem gosta do estilo, que vale a pena ouvir.
O Círculo é Pedro Pondé (nos vocais), Júnior Martins (baixo), Israel Jarbas (teclado), Daniel Coentro (batera), Tassiano e Beef (nas guitarras).


1987, Detrito Federal em SP


Outro dia, aqui mesmo no blog, baixei o disco Vitimas do Milagre, que o Detrito Federal lançou em 1987, pela extinta Polygram.
Nesse mesmo ano me mudei de Brasília para São Paulo – uma experiência horrorosa, e que por esse motivo hoje me sinto um vencedor.
Para minha alegria, o Detrito acabou vindo à SP para divulgação do disco e ficou por aqui por uma semana ou mais. Claro que larguei tudo que fazia para ficar com meus amigos: Cascão, Simone, Mauro, Débora e Milton. Sorte maior foi a banda ter ficado num hotel perto de onde eu morava – até porque não conhecia SP.
Foram dias bacanas e lembro de ter ido com o Detrito a programas no SBT (fizeram playback para o programa Qual é a Música?), na Cultura e em algumas rádios. A banda também fez alguns shows e um memorável foi o que rolou na extinta casa noturna Latitude 3001, que era um barco ao lado da Av. 23 de maio, onde a Plebe lançou O Concreto Já Rachou. Muito frio em SP, muito frio mesmo! Lembro-me do Dr. Cascão sem voz com cachecol enrolado no pescoço. Nesse dia fiz a luz do show. Era uma mesinha pequena que me dava coisa como 10 ou 15 combinações diferentes.
Também não me esqueço que a banda ficou no mesmo hotel que o elenco de uma peça de teatro e, nesse elenco, ninguém menos que Patrícia Pillar, minha eterna musa. Numa manhã, no salão do café da manhã, Débora, sabendo que eu babava pela Pillar pegou algo meu – acho que minha carteira – e jogou em cima da Patrícia que estava na mesa ao lado.
Bom, roubada mesmo foi quando o show no Latitude acabou, foram todos embora, e na kombi da banda não cabia nem mais um par de baquetas. Pior do que ficar sem carona foi não saber pra que lado ir quando já era alta madrugada. Mas depois de um tempo cheguei vivo em casa.
Foi uma semana muito porra louca, bem divertida. Lembro-me também que Simone (hoje Syang) gastou fortunas de telefonemas para o Ronan... hehe
Dou muita risada nesses dias que tenho escutado o Vítimas.
PS: Esse foi o primeiro disco que Charles Gavin, do Titãs, produziu.

We are silly and play rockabilly

Quando o Little Quail começou a tocar pela cidade e mostrou que era possível fazer uma banda bacana sem precisar levantar bandeira de movimento ou tribo alguma, eles estavam na verdade plantando a semente do que se tornaria uma nova tribo urbana bem comum por aqui, a dos rockabillies.
Este cartaz é bem especial porque pouco tempo depois o Little Quail se fundiria com o Roque e os Biles, chegaram a se apresentar como quinteto no programa Boca Livre, apresentado pelo Kid Vinil em 1988. Na época, ao lado de Zé Ovo, Gabriel e Bacalhau estavam o vocalista Rondon e o segundo guitarrista, o Nívio.
Se não me engano, essa foi a única apresentação do combo. Abaixo, o cartaz de um show em que as duas bandas se apresentaram separadamente.

Dois meses e pouquinho

Em pouco mais de dois meses de blog, fui surpreendido pelo carinho com que esta minha publicação foi recebida pelas pessoas que vivem ou viveram a cena rocker da cidade. Foi aí que percebi que se eu continuasse a tocar o blog sozinho, talvez não conseguisse corresponder às expectativas.
Agora o blog conta com a colaboração de Paulo Marchetti, ex-vocalista dos Filhos de Mengele, profundo conhecedor da cena dos anos oitenta e autor do livro O Diário da Turma, e de Alê dos Santos, jovem estudante de jornalismo, alguém que acompanha in loco a cena atual.
Então é isso, leitores, esperamos fazer com que este blog seja cada vez mais bacana para vocês.
P.s: Devido a um problema no site que hospeda meus arquivos, hoje excepcionalmente não postarei o álbum para download. Aproveite e ouça o player! ;)

Clip clip

Antes da estréia da MTV brasileira, em 1990, os clipes das bandas eram exibidos em programas nos canais tradicionais da TV aberta. E um dos programas de clipes mais bacanas era o Clip Clip, transmitido pela Rede Globo entre 1985 e 1987. Nele tinha um quadro em que as bandas da época tocavam versões exclusivas de suas músicas em um estúdio de gravação.
A Plebe Rude fez uma apresentação bem legal, quando mostrou uma versão de Proteção que continha trechos incidentais de Do leme ao pontal, do Tim Maia e Bichos Escrotos e AAUU, dos Titãs. De fato, era a mesma versão que eles costumavam tocar somente nas suas apresentações ao vivo. Abaixo o vídeo para matar a curiosidade dos mais novos e a saudade dos mais velhos.

Fejão Maravilha


Luiz Eduardo gostava de guitarra. O autodidata que dedilhava o braço de seu instrumento de maneira quase mediúnica e brincava de tirar de ouvido a vinheta do Jornal Hoje, foi o primeiro popstar independente de Brasília.
Seu nome era mais comentado que o das bandas que participava. Nome não, apelido. Pois como tantos garotos negros que se atrevem a crescer entre os brancos e, por conseqüência, recebem deles apelidos relativos à cor de sua pele, Luiz Eduardo virou Fejão. O maior guitarrista do rock de Brasília, que participou das bandas Escola de Escândalo, Fallen Angel e Dungeon.
Em 1996, Fejão contraiu uma meningite e faleceu no dia 8 de julho sem ter seu valor devidamente reconhecido. Acima, foto do Dungeon, e abaixo, um vídeo da apresentação do Escola no programa Mixto Quente, da Rede Globo, no verão de 1986.
Agradeço à leitora Dagmar Pereira por me enviar a foto do Dungeon.

Vai Thomaz no Acaju


Em 2006, uma jam em um show no CCBB chamou a atenção do público roqueiro da cidade. Foi o encontro entre o Móveis Coloniais de Acaju, a mais bem-sucedida banda brasiliense da atualidade, e Gabriel Thomaz, ex-líder do Little Quail and the Mad Birds e hoje à frente do Autoramas. No set list, além das músicas do Móveis, foram tocadas umas releituras de clássicos do Little Quail e um cover do Maskavo Roots, contemporâneo dos Codornas. A união recebeu o infame nome de Vai Thomaz no Acaju e rendeu a gravação de um compacto em vinil azul, lançado pela Gravadora Discos, selo do Gabriel Thomaz. Fiquei sabendo que esse single estava disponível para download no Trama, e pra facilitar a vida dos amigos leitores, eu copilei as três faixas em um arquivo único, para você baixar aqui mesmo, no Rock Brasília, desde 1964.


VAI THOMAZ NO ACAJU - Gravadora Discos, 2007


1. O Sol Eu Não Sei | Família que Briga Unida Permanece Unida

2. A shot in the Dark Sim, e daí?

3. Stock Car

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Sangre de Dios

Para se ter uma idéia da popularidade da banda Oz, o show de lançamento do álbum Sangre de Dios, em 1995, aconteceu em um ginásio de clube diante de aproximadamente cinco mil pessoas que cantaram a maioria das letras (todas em inglês) em coro, um feito considerável.
Com exceção das bandas que figuraram no topo do mainstream (Legião Urbana, Capital Inicial e Raimundos), apenas Plebe Rude, Little Quail, Os Cabeloduro e, atualmente, o Móveis Coloniais de Acaju mobilizaram tantas pessoas.Sangre de Dios é um álbum bem bacana. Mas, por conta da qualidade das composições, pois a produção não conseguiu realçar a personalidade e o carisma da banda, algo marcante nas apresentações ao vivo. São vinte e duas faixas (!) de um power trio enérgico com guitarra distorcida, baixo e bateria bem harmonizados e a interpretação personalíssima do vocalista Marcelo Bighead, hoje conhecido com Nego Moçambique. Mais um álbum completo disponível para os leitores deste blog.

OZ - Sangre de Dios (1995)

1. Sky of potato chips
2. Dinossaur’s night
3. Snow man
4. Turkey buzzard
5. The boy with a blue brain
6. Burn
7. So long (little glue)
8. Blinded
9. Get up
10. Jack
11. Space cake
12. Très bien mon ami
13. A man is a man
14. Walk like an egyptian
15. King Gargoola
16. Whale's Song
17. Mama Jama
18. Machine
19. Bomb
20. The number 6
21. Sangre de Dios
22. The noise

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Progressivo


O rock progressivo dos anos setenta também repercutiu por Brasília, principalmente pelos acordes da banda Tellah, formada em 1974 e que chegou a gravar um álbum em 1980, chamado O Continente Perdido. Antes havia composto a trilha sonora da peça O Cavalo de Guerra, encenada na cidade.

As influências da época, como Deep Purple, Yes e Rush, eram bem presentes nas composições da banda, que também flertava com o Clube da Esquina, movimento musical mineiro de onde surgiu o Milton Nascimento, de quem eles regravariam a música Caçador de Mim.

A banda chegou a abrir shows de grandes nomes da década de setenta, como o reformulado Mutantes, o Joelho de Porco e O Terço. A última apresentação deles foi no Projeto Cabeças, em 1984, curiosamente o ano em que as guitarras de Brasília começaram a despontar nacionalmente. Em breve postarei O Continente Perdido.

Onde os porcos pastam


O Prot(o) surgiu a partir de um projeto experimental solo do ex-Maskavo Roots, Carlos Pinduca. Este primeiro disco veio após duas demos muito boas, quando o Prot(o) ainda nem era uma banda, o Pinduca gravava todos os instrumentos. É um álbum muito bacana, onde algumas influências incomuns dentro do gênero psicodélico (eles têm algo do Clash e do pós-punk oitentista) resultam em músicas com bastante identidade. É aquele tipo de banda que, devido às experiências anteriores dos integrantes, já estreiava pronta e bem resolvida.
Pena que, ao vivo, a banda não tinha a empatia necessária para deslanchar. O Prot(o) ainda chegou a lançar um segundo álbum, só que um pouco inferior a este belo debut, que está disponível para você, ilustre visitante. A banda se separou em 2007.
Prot(o) - Prot(o) (2003, Monstro Discos)

1 - Brejense
2 - O Amor Em Gestos Calados
3 - Encarando a Face do Mal
4 - Canção do Amor Tranqüilo
5 - Onde os Porcos Pastam Longe de Mim
6 - O Que Eu Procuro Está Em Mim
7 - Recifoligem Versus Spectreman
8 - As Chaves Dos Seus Sentimentos
9 - Eletroacústica
10 - Fique
11 - Helmut, o Robô
12 - Pra Que o Jardim?
13 - Blecaute Suburbano

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