
Outro dia, aqui mesmo no blog, baixei o disco
Vitimas do Milagre, que o
Detrito Federal lançou em 1987, pela extinta Polygram.
Nesse mesmo ano me mudei de Brasília para São Paulo – uma experiência horrorosa, e que por esse motivo hoje me sinto um vencedor.
Para minha alegria, o Detrito acabou vindo à SP para divulgação do disco e ficou por aqui por uma semana ou mais. Claro que larguei tudo que fazia para ficar com meus amigos: Cascão, Simone, Mauro, Débora e Milton. Sorte maior foi a banda ter ficado num hotel perto de onde eu morava – até porque não conhecia SP.
Foram dias bacanas e lembro de ter ido com o Detrito a programas no SBT (fizeram playback para o programa Qual é a Música?), na Cultura e em algumas rádios. A banda também fez alguns shows e um memorável foi o que rolou na extinta casa noturna Latitude 3001, que era um barco ao lado da Av. 23 de maio, onde a Plebe lançou O Concreto Já Rachou. Muito frio em SP, muito frio mesmo! Lembro-me do Dr. Cascão sem voz com cachecol enrolado no pescoço. Nesse dia fiz a luz do show. Era uma mesinha pequena que me dava coisa como 10 ou 15 combinações diferentes.
Também não me esqueço que a banda ficou no mesmo hotel que o elenco de uma peça de teatro e, nesse elenco, ninguém menos que Patrícia Pillar, minha eterna musa. Numa manhã, no salão do café da manhã, Débora, sabendo que eu babava pela Pillar pegou algo meu – acho que minha carteira – e jogou em cima da Patrícia que estava na mesa ao lado.
Bom, roubada mesmo foi quando o show no Latitude acabou, foram todos embora, e na kombi da banda não cabia nem mais um par de baquetas. Pior do que ficar sem carona foi não saber pra que lado ir quando já era alta madrugada. Mas depois de um tempo cheguei vivo em casa.
Foi uma semana muito porra louca, bem divertida. Lembro-me também que Simone (hoje Syang) gastou fortunas de telefonemas para o Ronan... hehe
Dou muita risada nesses dias que tenho escutado o Vítimas.
PS: Esse foi o primeiro disco que Charles Gavin, do Titãs, produziu.