30/09/2008

Série Pós-Punk: 5 – Killing Joke

Jaz Coleman (voz e teclados) – Um dos fundadores do KJ é também compositor de música clássica e já lançou Symphonic Music of the Rolling Stones (1994), Us and Them: Symphonic Music of Pink Floyd (1995), Kashmir: Symphonic Led Zeppelin (1995) e Riders on the Storm: The Doors Concerto (2000). Desde 2006 é o compositor residente da União Européia.

Geordie Walker (guitarra) – Outro membro original do Killing Joke, também fez parte do Murder Inc.

Paul Ferguson (bateria) – Também fundador do Killing Joke, Paul teve como marca registrada um estilo nervoso de bateria tribal que influenciou, por exemplo, Sepultura. No final dos anos 80 saiu do KJ, também tocou no Murder Inc. e Pigface. Depois da saída dele, o KJ tocou com vários outros bateras.

Martin Glover “Youth” (baixo) – Baixista original do KJ, já lançou discos solos e trabalhou em outros 5 projetos. Um monstro no instrumento. Saiu do KJ em meados dos anos 80. Produziu e mixou alguns discos da banda nos anos 90.

Paul Raven (baixo) – Grande baixista, entrou para o Killing Joke nos anos 80, também fez parte do Murder Inc, tocou com o Prong e produziu bandas. Infelizmente morreu, aos 46 anos, de insuficiência cardíaca em 20 de outubro de 2007.

Martin Atkins (bateria) – Tocou bateria no PIL. Depois do PIL formou o Pigface e tem uma das mais respeitáveis gravadoras de Metal Industrial chamada Invisible Records. Já tocou com Ministry, Nine Inch Nails e nos anos 90 formou o Murder Inc.
Geoff Dugmore (bateria) – Baterista já tocou com muita gente: Robbie Willians, Debby Harry, Tina Turner, Natalie Imbruglia e Dido.

Um dos maiores fãs de Killing Joke que conheço é Philippe Seabra da Plebe Rude. O baterista Paul Ferguson tocava na Matt Stagger Band quando Jaz Coleman também entrou para a banda. Logo os dois saíram e formaram o Killing Joke junto com Youth e Geordie Walker. Isso aconteceu no final de 1978.

Com o dinheiro emprestado da namorada de Jaz Coleman, o Killing Joke gravou seu primeiro EP chamado Almost Red. Esse EP caiu nas mãos de John Peel que convidou a banda para tocar em seu programa. O, digamos, punk rock eletrônico do Killing Joke chamou a atenção de muitas pessoas e, em 1980, finalmente a banda lançou seu 1º disco. Na seqüência, em 1981, a banda lançou o 2º What’s THIS For...! Esses dois discos são uma pérola rara, pois a sonoridade da banda era muito diferente, agressiva, cheia de teclados, baixo super marcante e uma bateria que preenche todos os espaços. Se houve no mundo uma primeira banda que fundiu a sonoridade do Metal com o Punk, certamente foi Killing Joke (mas nada proposital). Não é a toa que Metallica gravou “The Wait” em seu disco de covers Garage Inc.

Foi na época de gravar o 3º disco que Jaz pirou, se envolveu com Ocultismo e mudou-se para a Islândia. Numa confusão de idas e vindas, Geordie e Ferguson foram com Jaz, chamaram o baixista Paul Raven e reformularam o KJ. Logo depois Ferguson voltou para a Inglaterra, montou uma nova banda com Youth, mas não durou muito e voltou para o KJ. É meio confusa toda essa história, mas resumindo bem a grosso modo, o Killig Joke se mudou para a Islândia, saiu o baixista Youth e entrou Raven em seu lugar. No final das contas a banda acabou retornando para a Inglaterra e lançou em 1983 Fire Dances, um disco mais bem comportado que os dois primeiros.

O disco que deu maior reconhecimento para a banda foi o Night Time, de 1985. E o sucesso foi tanto que o disco foi inclusive lançado no Brasil e o clipe da música “Love Like Blood”, pasmem, passava no programa Clip Clip da Globo.

Killing Joke seguiu os 80 lançando discos razoáveis, alguns de sonoridade esquisita mesmo para os fãs assíduos e, em 1991, Jaz Coleman resolveu sair novamente da Inglaterra e se mudou para a Nova Zelândia. Nesse período só Coleman e Geordie permaneciam na banda. Com eles estava o baixista Paul Raven e o baterista Martin Atkins.

Finalmente em 1994 o Killing Joke voltou às origens e gravou dois ótimos discos: Pandemonium (1994) e Democracy (1996) com o ex-baixista Youth na produção e lançando-os pelo seu selo. A boa e velha sonoridade agressiva do KJ estava de volta!

A partir daí KJ passou a gravar bons discos, incluindo aí o Killing Joke, de 2003, que tem Dave Grohl na bateria e Andy Gill (Gang of Four) como produtor, parceiro em composições e em eventuais guitarras. A turnê desse disco foi feita com o baterista Ted Parsons, do Prong. Por falar em Dave Grohl, por favor, escute a música “Eighties” (do Night Time) e veja de onde Kurt Cobain criou o riff de Come As You Are.

Agora, para delírio total dos fãs, a banda voltou com sua formação original. Desde o dia 16 de setembro está em turnê e, dentro dessas datas, há apresentações especiais onde o KJ irá tocar os dois primeiros discos inteiros, além de Pandemonium e Democracy em outras datas. Certamente virá por aí ótimos discos ao vivo acompanhados de DVDs.

Discografia recomendada:
Killing Joke (1980) (senha: englishfog)
What’s THIS For...! (1981) (parte 1 e parte 2)
Killing Joke (2003)
XXV Gathering! (2005)
Hosannas from the Basement of Hell (2006)

29/09/2008

Podes Crer II

O Matuskela foi um grupo formado na década de 60, em 1966 exatamente, no entanto sua identidade musical só se afirmaria de fato na década de 70.

Era uma banda bem hippie, pra simplificar. Com arranjos de flautas e poesia bicho-grilo. Percebi alguma influência de Jethro Tull e muitos elementos de música brasileira, a ponto de remeter aos contemporâneos Novos Baianos ou à obscura fase psicodélica do Zé Ramalho (Trilha de Sumé, o Pink Floyd do Cariri).

Na sonoridade o Matuskela se equilibrava na linha que separa o rock e a MPB, algo característico entre as bandas brasileiras durante os tempos da ditadura militar. O fato é que nesse período havia um patrulhamento ideológico muito forte e fazer rock’n’roll sem um quê de samba ou outro ritmo nacional soava como servidão ao imperialismo americano ou como atestado de alienação.

O Matuskela lançou em 1972, um compacto com a música Suza Suzana e um álbum com o mesmo nome da banda, este que postarei em breve. E aquele ano foi quente, em 1972 eles venceram o Festival Universitário do Ceub. A banda prosseguiu junta até 1980.

Uma boa semana para todos!

26/09/2008

Podes crer

Posso estar enganado e se estiver, por favor me corrijam. Mas, creio que na década de setenta só foram gravados dois álbuns de rock em Brasília. Um é o disco da banda Matuskela cujo nome também batizava a bolacha. O outro é o Continente Perdido, da banda de rock progressivo Tellah, lançado em 1980.
Confesso que antes de começar a fazer o blog nunca tinha sequer ouvido falar de qualquer uma das duas. Mas já que pretendia divulgar todo o rock produzido em Brasília ao longo dos anos, tive que me virar pra conseguir ambos os álbuns.
O download de hoje é o disco da banda Tellah, O Continente Perdido. E para entender o contexto em que esse álbum foi gravado, vamos voltar à década de setenta. Uma época pré-punk rock onde as bandas eram formadas quase que exclusivamente por músicos de cadeira, ou seja, instrumentistas estudados. Não havia acontecido a revolução do punk rock que mudou esse paradigma ao mostrar que o rock precisava de mais coração e menos partituras.
Dito isso, O Continente Perdido é um bom disco e não faz feio se comparado aos trabalhos dos grandes nomes do prog nacional como Casa das Máquinas, Som Imaginário, O Terço ou mesmo Os Mutantes da fase progressiva.
A banda era formada por Dênis Torre (bateria), Cláudio Felício (guitarra) e Marcone Barros (baixo) e eles se separaram pouco tempo depois do show de lançamento, no final de 1980, no prédio do antigo Cine Karim (hoje Academia Julio Adnet) em frente à lanchonete Food’s, onde nos anos seguintes tocariam as bandas da década de 80.
Foram prensadas apenas mil cópias deste álbum que tem um cover do Milton Nascimento. O guitarrista Cláudio Felício integrou também o Beta Pictoris, banda que participou da coletânea Rock Brasília, Explode Brasil de 1986.

Tellah - Continente Perdido (1980)
01. Renascenca (2:57)
02. Magma (4:44)
03. Segmento (3:30)
04. Continente Perdido (5:24)
05. Perola (2:50)
06. Feixe de Luz (5:06)
07. Triangulo (3:18)
08. Cruzeiro do sul (2:11)
09. Tributo ao Sorriso (5:10)
10. É melhor voar (2:22)
11. Cacador de Mim [bônus] (4:02)
12. Visitante [bônus] (3:34)

BAIXE AQUI
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24/09/2008

Un, Deux, Trois, Quatre!

Foto: Pedro Ladeira
No fundo todos gostam de uma bobagem e no pop rock brasileiro, volta e meia aparecem bandas que nossos mestres do bom gosto tacham de engraçadinhas, sem especificar, no entanto, o que raios significa isso. É um rótulo tão vago que pode incluir desde a anarquia musical dos cariocas do Zumbi do Mato até o Tiririca e sua Florentina.
Pra facilitar, vamos pensar que existem dois grupos. Existe o das bandas que conseguem temperar suas músicas com humor como Mutantes, Ultraje a Rigor, Graforréia Xilarmônica, Pato Fu, Little Quail ou Raimundos. E o grupo dos humoristas que fazem música, como os Mamonas Assassinas, Língua de Trapo, Falcão ou os brasilienses Wallaces, dos anos 90. Em ambos os casos é necessária uma boa dose de talento para a mistura funcionar.
A dupla Lucy and the Popsonics é a mais nova representante do primeiro grupo. Um duo que não tem vergonha de ser pop e nem por isso faz um pop sem-vergonha. Mesmo não tendo uma grande voz, a pose teatral da bela vocalista e baixista Fernanda e a química que a une ao outro popsonic (o guitarrista Pil cujo instrumento distorcido dá a pegada punk rock no som da dupla) funcionam perfeitamente em cima do palco e é embalada pela batida eletrônica da bateria Lucy e outras programações, tudo na medida exata. É o que faz do Lucy and the Popsonics uma das melhores coisas para se ver ao vivo no mundo da música independente. E mundo não é mera força de expressão.
Depois de uma turnê européia, eles partirão daqui a menos de duas semanas para o Canadá onde participam do Pop Montreal, festival independente na cidade de Montreal. Depois, se apresentarão na Argentina. É o rock brasiliense For Export.
P.s.: Parece que o rock de Brasília conquistou o Canadá. A música Keep cooler, da banda brasiliense Nancy, foi remixada pela banda Born Ruffians, de Toronto.

23/09/2008

Série Pós-Punk: 4 - Adam and The Ants

A saga pelas influências Pós-Punk da Turma da Colina continua...

Em 1954 nasceu, em Londres, Stuart Leslie Goddard, mais conhecido como Adam Ant. Acho que se Billy Idol tivesse um irmão no meio artístico, certamente ele seria o Adam Ant.
Bem, Adam iniciou sua carreira ainda nos anos 70, em meio ao movimento Punk, mas acabou sendo um nome mais ligado ao Pós-Punk e a New Wave. Ele foi o camaleão da New Wave. A cada disco, a cada clipe, uma novidade no som e no visual. As más línguas ainda o colocam entre os primórdios do New Romantic, mas aí já é um erro.

Talvez por causa dessa irregularidade em sua sonoridade Adam Ant não tenha conseguido manter seu sucesso a partir da segunda metade dos anos 80. Aqui no Brasil, por exemplo, Adam and The Ants foi e é super pouco conhecido. A maioria das pessoas lembra apenas do mega hit “Stand and Deliver” (como dizia Geruza, “Estande de Livro”).
Adam and The Ants foi formado em 1977 e lançou o primeiro e ótimo disco em 1979. Talvez tenha sido a primeira banda dessa cena a ter uma certa teatralidade no palco. A banda era formada por Lester Square na guitarra, Andy Warren no baixo e Paul Flanagan na bateria. Nesse início o som era uma mistura doida de Hard Rock com Glam Rock. “Zerox” e “Cleopatra”, por exemplo, tem ótimos riffs de guitarra.

Mesmo sendo um ótimo disco, esse primeiro lançamento não fez grande sucesso, e para não perder o pique, Adam Ant pediu ajuda para Malcolm McLaren, ex-empresário do Sex Pistols e New York Dolls, que acabou vestindo a banda com trajes de Pirata. Mas como Malcolm não é flor que se cheire, ele acabou passando a perna em Adam e levou sua banda para formar outro projeto chamado Bow Wow Wow. Assim Adam acabou formando uma nova banda que tinha na guitarra Marco Pirroni, que também tocou com Siouxsie and The Banshees e que acabou se tornando seu parceiro até os anos 90.

Com essa nova banda Adam and The Ants lançou dois discos que fizeram grande sucesso, principalmente, na Inglaterra. Kings of The Wild Frontier (1980) e Prince Charming (1981) chegaram ao topo das paradas, rendeu boa fama a banda, mas já tinha uma sonoridade diferente da do 1º disco. Os considero também ótimos discos, com uma sonoridade bastante diferente de outras bandas desse período.

A partir de 1982 Adam Ant passou a gravar discos solo e seu 1º ainda é bom, Friend or Foe, mas depois sua carreira foi descendo a cada disco. Adam ainda chegou a trabalhar de ator em filmes e seriados. No final dos anos 90 retomou sua carreira musical e atualmente está em turnê e prepara um lançamento ao vivo com novos e velhos sucessos.
Ah! Adam Ant foi um dos que souberam aproveitar a onda do videoclipe que invadiu os anos 80. Os clipes de Adam and the Ants eram super produções.



Discografia:

Dirk Wears White Sox (1979)
Kings of the Wild Frontier (1980)
Prince Charming (1981)

22/09/2008

O Vôo da Codorna (upgrade com vídeo: 07/02/09)

Há quase 14 anos, aconteceu o show de lançamento do primeiro álbum do Little Quail. Depois desse show, demoraria um bom tempo pra banda voltar a se apresentar por aqui e o Little Quail era uma das bandas que mais shows fazia pela cidade.
Na abertura estavam Os Cabeloduro, que herdariam dos Codornas o posto de banda mais popular por aqui, e o El Kabong, banda do Luís Eduardo "Alf" (ex-Rumbora e Câmbio Negro, hoje no Supergalo)

Abaixo a reportagem na MTV sobre o lançamento.

21/09/2008

Que bonito é!


Domingo é dia de futebol e sabe o que isso tem a ver com o rock de Brasília? É que no futebol brasiliense existe um time chamado Legião. E foi batizado assim em homenagem à banda.

A primeira vez que vi o nome desse time foi meio por acaso, era uma partida da segunda divisão do Campeonato Brasiliense e eu achei graça ao ver no jornal que o jogo Legião x Capital (um outro time local, mas nada a ver com a banda) seria decisivo na reta final. Naquele momento me lembro de ter pensado que só faltava a Plebe na segundona local daquele ano.

No underground repousa o repúdio

Recebi alguns e-mail com críticas à postagem Independência ou Morte . Eu não sei se consegui me expressar direito ali, mas de forma alguma quis menosprezar o trabalho de produtor, pelo contrário, tenho dois bons motivos pra reconhecer o mérito de quem se aventura nisso.
Primeiro, porque já produzi uma meia dúzia de eventos. E se o número não é expressivo, pra mim foi mais do que suficiente pra aprender que se trata de um trabalho muito ingrato. Algo cansativo e desgastante, principalmente quando se produz e se toca no mesmo evento, trabalho duplo.
Segundo, é que me referi especificamente às produções de caráter mais pop, o rock das Asas. Pois os produtores de hardcore e metal, como o Felipe Cara-de-Cachorro, a Bianca Martim ou mesmo o Ronan e seus festivais cover, foram bem sucedidos nos eventos em seus nichos.
O que eu procurei dizer foi que no momento em que algumas bandas começaram a estrear em festivais de grande porte, era um sinal de que algo estava errado e assim, como não poderia ser diferente, todos perderam.
Um exemplo? No final de 2003, aconteceu o Ho Ho Rock, um show que trazia, segundo um dos principais sites de rock em Brasília naquela época - o Alucináticos (responsável pelo Paga-Pau, Tributo ao Little Quail), as bandas que bombariam no ano seguinte. Mas o que aconteceu, no entanto, foi que essas mesmas bandas nunca mais tocaram juntas.

19/09/2008

Cult Cover Demo, o Rumores dos 90


Esta fita cassete reunia as principais bandas brasilienses da inspirada cena local do início dos anos 90, e trazia covers inusitados de Kiss a Tracy Chapman, passando por Fábio Jr. e Beatles. A escolha das bandas não poderia ter sido mais feliz e retrata bem o quanto variada era a produção daquela época. De Low Dream a DFC, todas as vertentes do rock candango estavam muito bem representadas. 

Duas curiosidades são o cover escolhido pelo Little Quail, o tema do arcade Stock Car, que acabou sendo regravado em seu álbum de estréia. E a versão dos Raimundos para Desculpe, mas eu vou chorar, de Leandro e Leonardo. A faixa foi remasterizada e incluída no primeiro álbum da banda após a saída do vocalista Rodolfo, o Éramos Quatro.

Cult Cover Demo - Vários (1993)

01 - Animais dos Espelhos - Me perco (Mercenárias)

02 – BSB-H - Rock’n'roll all night (Kiss)
03 - DFC - Boys don’t cry (The Cure)
04 - Little Quail and the Mad Birds - Stock Car’s theme
05 - Low Dream - Baby can I hold you (Tracy Chapman)
06 - Mata Hari - Sunday Morning (The Velvet Underground)
07 - Oz - Walk like an Egyptian (The Bangles)
08 - Pravda - Eu me rendo (Fábio Jr)
09 - Raimundos - Desculpe, mas eu vou chorar (Leandro e Leonardo)
10 - Restless - Day tripper (The Beatles)
11 - Sunburst - Unbelievable (E.M.F.)
12 - The Succulent Fly - Digital (Joy Division)

17/09/2008

Por toda minha vida - Renato Russo

Há pouco mais de um ano, exatamente no dia 14 de setembro de 2007, foi ao ar na Rede Globo um programa Por toda minha vida sobre o Renato Russo.
Ao abordar desde histórias manjadas a acontecimentos pouco conhecidos da vida do artista, o especial foi um pouco além do que já se repetiu à exaustão sobre o líder da Legião Urbana. Abaixo, o especial na íntegra, dividido em oito partes.
Aconselho vocês a carregarem um vídeo de cada vez.







16/09/2008

Série Pós-Punk: 3 – XTC

Andy Partridge – guitarra, vocal e principal compositor
Colin Moulding – baixo
Terry Chambers – bateria
Barry Andrews - teclado
David Gregory – guitarra
Surgiu em 1976, primeiro foi chamada de Star Park, depois Helium Kidz e, após a entrada de Barry Andrews, finalmente mudaram para XTC. A banda nasceu em Swindon na Inglaterra e influenciou muita gente pelo mundo inteiro. Pouco conhecido no Brasil, XTC é uma das boas influências da Plebe Rude.

Considero o XTC uma das mais regulares bandas do Pós-Punk. As influencias são bem claras tipo BeatlesKinks e Beach Boys. Os timbres das guitarras e o teclado caracterizam bem o som da banda que lançou o maravilhoso 1º disco chamado White Music (gravado em apenas uma semana) em 1977.

Depois desse 1º lançamento e de uma turnê pelos USA, o tecladista Barry Andrews saiu da banda e foi tocar com Robert Fripp, no Shriekback (lembra da resenha do Pil?), além de se lançar em carreira solo. Apesar de não ter sido uma banda de destaque nas paradas da Europa e USA, eles têm grandes hits e Andy Partridge é, sem dúvida, também dono de grandes riffs de guitarra, de inspirar qualquer um (a cada 100 músicas gravadas pela banda, 90 são dele. As outras 10 são parcerias dele).

Um dos grandes trunfos do XTC, pra mim, é o jeito com que a banda experimenta no estúdio, indo atrás de timbres diferentes para a bateria, guitarras, baixo e teclados. Eles sempre souberam aproveitar o estúdio. A psicodelia e a experimentação não são radicais como as do Pil, são bem diferentes e com a sonoridade mais acessível, mais pop e com ótimos refrões.

Ainda no final dos anos 70 e início dos 80, Partridge teve alguns problemas de saúde chegando a desmaiar em shows. Isso diminuiu o ritmo de apresentações da banda, até que por volta de 1982, mais precisamente após o lançamento de Mummer em 1983, a banda restringiu suas apresentações em rádios e televisão, muito por causa da Síndrome de Pânico de Andy. Após Mummer o baterista Terry Chambers deixou o grupo,que passou a contar com músicos profissionais para substituí-lo.

Em 2005 o XTC se desfez, apesar de não ter tido nenhuma nota oficial sobre isso. Deixou um vasto material em 15 discos lançados e uma penca de coletâneas. Por falar em coletâneas, a melhor delas é Fossil Fuel: The XTC Singles 1977-1992, lançada em 1996. Tanto ela, quanto os outros discos são facilmente achados nos programas de troca de arquivo e em blogs de downloads. E Não esqueça de dar uma passada no You Tube para ver clipes da banda! Boa diversão!

PS: o grande hit do XTCMaking Plans For Nigel, tem duas ótimas regravações. Uma feita pelo Primus e outra pelo Nouvelle Vague. (PM)


Discografia
White Music (1978)
Go 2 (1978)
Drums and Wires (1979)
Black Sea (1980)
English Settlement (1982)
Mummer (1983)
The Big Express (1984)
Skylarking (1986)
Oranges and Lemons (1989)
Nonsuch (1992)
XTC Live (1993)
Apple Venus Pt. 1 (1999)
Homespun (1999)
Wasp Star (Apple Venus Volume 2) (2000)
Homegrown (2001)

15/09/2008

Discoteca MTV

O programa Discoteca, da MTV Brasil, foi muito bem sacado. Até demorou para que a emissora promovesse um resgate dos grandes discos do rock brasiliero e os apresentasse para novas gerações.

Abaixo o programa sobre o primeiro disco dos Raimundos, de 1994, um disco que promoveu uma verdadeira quebra de paradigma radiofônico, e abriu caminho para que bandas como Planet Hemp e até Mamonas Assassinas encontrassem seu espaço.









09/09/2008

Série Pós-Punk: 2 - Gang Of Four

As festas da Turma da Colina eram regadas a muitas fitas. Lá em casa mesmo, como eu tinha muito disco importado, ia muita gente que ficava lá a tarde inteira gravando. Discos espalhados pelo chão e o legal era gravar coletâneas: para festas, para o carro em movimento, para o carro parado. Cada coletânea tinha um motivo.
Algumas bandas estavam presentes em quase todas essas fitas. Uma delas era o Gang of Four. A guitarra de timbre seco, na qual Andy Gill literalmente dava porrada, e as linhas de baixo de Dave Allen era e ainda são de grande inspiração e caíam como luva em qualquer momento do dia e da noite.
Gang of Four nasceu em 1977 em Leeds na Inglaterra, mais precisamente na Universidade de Leeds. Sem dúvida a mais engajada, politicamente falando, das bandas do pós-punk.

O primeiro disco Entertainment!, lançado em 1979 é o mais significativo da discografia da banda. Os dois discos posteriores, Solid Gold (1981) e Songs of the Free (1982) também são ótimos, mas foram os dois primeiros que entraram para a história do rock como grandes influencias para as bandas posteriores. Mas acima do bem e do mal está Entertainment!

A formação original com Jon King (vocal), Andy Gill (guitarra), Dave Allen (baixo) e Hugo Burnham (bateria) durou até 1982 quando Dave Allen saiu da banda para formar o Shriekback, junto com integrantes do XTC. A partir daí a banda mudou sua sonoridade e iniciou sua decadência, explicitamente mostrada no disco Hard de 1983, que já contava com a nova integrante, a baixista Sara Lee (grande baixista, Sara já havia tocado com Robert Fripp e após o GoF tocou com B-52’s, Fiona Apple, Catherine Wheel, entre tantos outros). Daí foi a vez de o baterista Hugo Burnham sair da banda, melhor, ser saído. Gill e King continuaram com o Gang of Four (ou of Two?), mas o que já estava ruim, ficou ainda pior. Os dois discos que a dupla lançou nos anos 1990 deixam muito a desejar.

Em 1984 a banda acabou. Nesse mesmo ano Andy Gill produziu o 1º disco do Red Hot Chili Peppers. Mas Gill foi produtor de outras grandes bandas como The Stranglers, The Jesus Lizard, The Futureheads, Killing Joke. E ainda fez trabalhos para R.E.M, Can e Cabaret Voltaire. Além, é claro, de produzir o próprio Gang of Four.

Curiosidade por curiosidade, o vocalista Jon King, em 1984, fez a trilha sonora original do clássico Karate Kid.

Bem, o fato é que, com Entertainment! e Solid Gold, o Gang of Four realmente não precisava fazer mais nada, pois esses discos influenciaram meio mundo. E continuam a influenciar, pois é só ouvir Bloc Party, Radio 4, The Rapture e Franz Ferdinand.

De tão forte que continua a influencia da banda, ela acabou voltando no início dos anos 2000 com a formação original, fez turnê pelo mundo todo (continua fazendo), inclusive passou pelo Brasil, onde fez um show fantástico e lançou, em 2005, o disco Return the Gift, que é a regravação de músicas dos três primeiros discos. Esse também vale muito a pena. (PM)


Discografia:
Entertainment! (1979)
Solid Gold (1981)
Songs of the Free (1982)
Hard (1983)
At the Palace – Live (1984)
Peel Sessions (1990)
Mall (1991)
Shrinkwrapped (1995)
Return the Gift (2005)

08/09/2008

Independência ou Morte!

Depois dos booms dos anos oitenta e noventa, as bandas independentes de Brasília passaram a ser excessivamente dependentes. Foi quando a figura do produtor, que surgiu na segunda metade dos anos noventa, passou a interferir diretamente na relação entre as bandas e o público.
Em um primeiro momento, a profissionalização das produções tornou tudo mais bem-feito e como os produtores escolhiam bandas que já vinham de certa aclamação pelo público (Os Cabeloduro e os Bois de Gerião eram bandas de público grande e fiel quando assinaram com seus primeiros produtores) a falsa impressão de que tudo estava bem encaminhado ficou no ar.

Mas, o público envelhece, muda de gosto, enfim, míngua. Restou aos produtores, equivocadamente, tentar inverter sua relação vertical com o público e forçar a barra com bandas e artistas de talento ou carisma questionáveis, de cima para baixo.
Nesse cenário, perderam as bandas excluídas, por motivos óbvios, e as bandas incluídas que, acomodadas, não sentiram necessidade de evoluir em alguns pontos importantes para que se tornassem tão interessantes ao vivo como eram em estúdio, foi o que aconteceu com as excelentes Prot(o) e Suíte Super Luxo. O fato é que essa incompetência ou falta de feeling dos produtores de Brasília quase acabou com a cena local.

Digo quase, porque paralelo a tudo isso, o Móveis Coloniais de Acaju mostrou que era perfeitamente possível ser uma banda independente em todos os aspectos e ainda conseguir se tornar um sucesso, inclusive com alguma repercussão nacional. A receita? Profissionalismo.
Foi neste fim-de-década que surgiu a primeira geração de bandas realmente profissionais. Ao seguir a trilha aberta pelos Móveis e seu projeto Convida, Lafusa, Velhos e Usados, e a hardcore Lesto! se tornaram algumas das bandas que podem ostentar o título de independentes de fato.

O Lafusa fez o projeto Lafusicando. O Velhos e Usados, que pra mim é a melhor banda do Brasil na atualidade, fez um show de lançamento impecável do seu Híbrido, algo de um profissionalismo impensável há alguns anos.

Creio que finalmente, após inúmeras Terceiras Ondas que se revelaram marolas inconseqüentes, parece que o rock de Brasília caminha para recuperar seu espaço no cenário nacional.
O que, numa época em que até Cachorro Grande com sua pose coreografada soa original, não deve ser muito difícil....

Móveis Coloniais de Acaju no Som Brasil – Raul, da TV Globo.


Lafusa no 12 horas no Estúdio Trama do Canal Multishow, Net/Sky


Velhos e Usados no show de lançamento do Híbrido


Cavalera


A banda mineira Sepultura é um dos maiores nomes do metal em todos os tempos, e ao meu ver foi também a responsável por apontar os caminhos seguidos pelo metal recente, de Slipknot a System of Down. Acontece que aqui em Brasília, bem antes dos mineiros começarem a ensaiar em suas garagens - a banda foi formada em 1983 -  já existia uma outra com o mesmo nome.

Desde meados da década de 70, a banda formada por Eduardo Primeiro (guitarras e vocais) e Magú Carta-branca (vocais e efeitos sonoros) com o apoio dos músicos Rogério Colares (bateria), Mano (guitarrista) e Macarrão (baixo) já se chamava Sepultura, batizada em homenagem ao nome da equipe de som que reunia os integrantes. O som desse Sepultura de Brasília flertava com os medalhões setentistas como Led Zeppelin, Black Sabbath ou Deep Purple. Suas letras em português seguiam a linha hipponga de sua época. Nada a ver com o peso e a velocidade de seus xarás mineiros.

A banda soube agüentar o tranco de ser chamada de oportunista - o motivo foi um processo movido contra o homônimo mais famoso. e chegou a colocar no mercado uma coletânea que trazia copilados os LPs A Verdadeira Sepultura, de 1990, e Instrumental Project, de 1994.


05/09/2008

Codornas e Patos


Hoje completam-se vinte e seis anos desde o primeiro show da Legião Urbana, que aconteceu em Patos de Minas - MG.

Em 05 de setembro de 1982, a banda que venderia milhões de álbuns em menos dez anos subiu ao palco com a seguinte formação: Renato Russo: voz e baixo; Bonfá: bateria e Paraná: guitarra. No panfleto impresso, aparecia o nome da finada Aborto Elétrico, mas foram Legião, Ligatripa e Plebe Rude (que também não estava no impresso) os representantes de Brasília nesse festival. E já que estou falando de Legião Urbana, o álbum pra download de hoje é de uma banda que o Renato Russo gostava muito, o Little Quail and the Mad Birds.

Pra quem não sabe, foi em um hotel de São Paulo que aconteceu o grande encontro do rock candango, o encontro das gerações. Foi o que rolou quando o Renato Russo soube que os novatos do Little Quail estavam hospedados no mesmo hotel e resolveu conhecê-los pessoalmente. Ele chegou a ceder algumas horas de estúdio que eram da Legião pro Little Quail usar na gravação do seu primeiro álbum. Fotos? Infelizmente não houve registro desse momento...

Mas, o disco de estréia dos Codornas está aí.




Little Quail and the Mad Birds - Lirou Queiol en de Méd Bârds (Banguela, 1994)


01 Stock Car
02 1, 2, 3, 4
03 Berma Is A Monster
04 FamíLia Que Briga Unida Permanece Unida
05 Samba Do Arnesto
06 Baby Now
07 O Sol, Eu NãO Sei
08 Mammamia
09 Cigarette
10 Essa Menina
11 Azarar Na W3
12 Aquela
13 Silly Billy
14 Bom-Bom
15 Sex Song
16 Pump Up The Bird


03/09/2008

R64 Brasil: Momo - O Buscador


Marcelo Frota ficou conhecido como Momo desde seu último Cd, A Estética do Rabisco, lançado em 2006. No último mês, Marcelo lançou sua segunda compilação, intitulada O Buscador.
Para quem não sabe, o rapaz antes de seguir com sua carreira solo, fazia parte do Fino Coletivo, banda que toca um samba-rock esperto e anda fazendo muito sucesso. Momo largou este estilo e foi para um mais introspectivo, o folk. Sem deixar de passar, claro, pela nossa MPB.
Eu dividiria O Buscador em três partes. A primeira pode ser definida com a palavra “triste”, não por ser ruim, mas por ser este sentimento que Momo nos passa. Inclusive, uma das músicas chama-se exatamente “Tristeza”. Já no refrão de “Preciso ser Pedra”, Momo embala “Vai minha tristeza!”, numa crítica que me fez lembrar Vanguart e seu “Semáforo”.
A faixa que dá nome ao disco é mais ritmada e fala do alento, que todos nós precisamos em algum momento na vida, um ombro amigo, por exemplo. Com certeza, é uma das melhores faixas das 10 d' O Buscador.
Num tom bem natureza, “Tristeza” uma das faixas que fecha essa primeira parte, que ficaria muito bem só com um violão (como grande parte do álbum), quer deixar esta tristeza de lado para cantar sobre o amor. É aí que entram “Se você vem”, “O espinho desaguou” e “Bonita”. Ela parecem estar em sintonia, falando de um relacionamento mágico, onde as pessoas se completam e vivem feliz. “Como é lindo o nosso amor”, diz Momo em “Bonita”.
Se você achou que Momo terminaria por ali o tema tristeza, se enganou. Nas duas últimas faixas ele mistura os dois temas acima citados. Em “Seu Amor”, que conta com a participação de uma voz feminina espanhola ele canta a dor de quem está apaixonado. E finaliza com “Fin”, uma melodia tranqüila, mas que passa toda a melancolia que sentia ao fazê-la.
Portanto, O Buscador é um álbum simples, melodioso e tranqüilo, que fala das coisas da vida. Para quem se interessou, dá para baixá-lo na página do ex-mineiro e notavelmente carioca no Trama Virtual.


02/09/2008

Série Pós-Punk: 1 - Public Image Limited (PIL)


Como falei na semana passada, escreverei a respeito de algumas bandas da cena pós-punk que influenciou muuuuuito a cena brasiliense dos anos 1980. Vou começar com a que, pra mim, melhor representa esse momento:
John Lydon (ou Johnny Rotten; vocalista) – Ex-vocalista do Sex Pistols que dispensa apresentações.
Keith Levene (guitarrista) – Foi roadie do Yes, tocou no Clash logo no começo da banda e tocou numa banda chamada Flowers of Romance que tinha em sua formação Johnny Rotten e Sid Vicious. Fã de reggae, também trabalhou com outras bandas desconhecidas e produziu outras.
Jah Wobble (baixista) – Velho amigo de John Lydon é um baixista de primeira, chegou a tocar numa banda chamada Can, e foi colaborador de Sinéad O’Connor e Primal Scream. Já lançou vários discos solos.
Jim Walker – Tocou numa banda chamada Furies, estudou Jazz/Fusion na Berklee School, entrou para o Pil respondendo a um anúncio de jornal e no final dos anos 70 largou a música e se transformou em dublador de personagens de video game (?!?!?).
Essa é uma rápida biografia dos integrantes originais do Public Image Limited (ou Pil). Foram muitos os que passaram pela banda de 1978 a 1993, por isso fico nos originais.
Pil foi formado por Lydon logo após ele ter saído do Sex Pistols em 1978. Cansado das falcatruas do empresário Malcolm McLaren, Johnny Rotten, ainda no EUA em turnê com o Pistols (mal sucedida por sinal), abandonou a banda e voltou para Londres já com outros projetos em mente.
O som calcado no experimentalismo e andamento mais lento e com base no baixo trouxe, sem exageros, um novo caminho para o rock em termos de possibilidades, timbres, postura, etc...
Os primeiros discos ajudaram a pontuar o que viria a se tornar o pós-punk e a sonoridade da banda é o oposto do que era o Sex Pistols. Essa primeira formação não durou muito tempo. Alguns críticos gosta(va)m de definir o som deles como minimalista, mas na verdade é impossível dar uma definição para a sonoridade do Pil, principalmente nos quatro primeiros discos.
Depois de 1984 o Pil, mesmo ainda trabalhando em sonoridades esquisitas, já começou a fazer um som mais acessível. No disco de 1980, The Flowers of Romance, apenas Lydon e Levene sobraram da formação original, mesmo assim mantiveram as ótimas bizarrices da banda.
O último respiro do bom e velho Pil foi o disco Live in Tokyo. Depois dele, sobrou apenas Lydon da formação original. Eu ainda gosto muito do disco de 1984 This is What You Want... mas depois disso o Pil não era mais o Pil, se é que você me entende. Os últimos três discos infelizmente devo dizer aqui que não valem a audição, são realmente muito ruins.
Em 1985 John Lydon fez algo ousado: formou um super grupo para gravar o próximo disco (o de maior sucesso comercial da banda). Entre os chamados, olha só: Steve Vai na guitarra; Ginger Baker na bateria; Bill Laswell que produziu e tocou baixo. Discaço, porém distante da proposta inicial do Pil. Se você comprasse a fita, o disco se chamava Cassette, se você comprasse o vinil o disco se chamava Album, quando foi lançado em CD e se chamava Compact Disc. Coisas de John Lydon....
Em 1987 a banda veio ao Brasil. Claro que fui ao show, sem dúvida uma das grandes decepções que tive, pois foi um show bem chato que empolgou no começo e caiu muito depois de 15 minutos.
Sugiro ir ao You Tube, pois lá há ótimos momentos da banda, incluindo entrevistas.
Quero terminar dizendo que, se você gosta de Punk Rock (e consequentemente tudo que veio após ele) e quer formar uma banda, ouvir Pil é fundamental! Se você não conhece Pil, não conte a ninguém e vá atrás de pelo menos os quatro primeiros discos.
John Lydon fica aí as voltas com o Pistols, mas bem que poderia fazer uma turnêzinha com o velho Pil...
Na próxima terça volto com mais uma grande banda. (PM)
Discografia (aqui não coloquei as coletâneas):
Public Image (1978)
Metal Box (1979)
Second Edition (1980) – é o Metal Box lançado nos USA
Paris au Printemps (Live) (1980)
The Flowers of Romance (1981)
Live in Tokyo (1983)
This Is What You Want… This Is What You Get (1984)
Album/Compact Disc/Cassette (1985)
Happy? (1987)
9 (1989)
That What Is Not (1992)
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